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sábado, 26 de janeiro de 2019

my (re)view: Serenidade (Serenity)


Serenity, de Steven Knight

Bizarro é provavelmente a primeira palavra que me ocorre dizer sobre este filme. Bizarro porque não estamos à espera da quantidade de momentos insólitos a acontecer já para não falar do desfecho surreal da história que deita por terra todas as boas hipóteses do que se pensa que poderia acontecer. Tudo aponta para um filme de suspense envolvendo um possível homicídio, mas esta é afinal uma mistura de thriller sobre o mundo virtual com o plano espiritual sem narrativa estruturada a estes dois pontos. Apesar da incoerência dos factos e do espanto que as revelações que vão surgindo nos causam, ficamos na mesma interessados em saber até onde é que afinal vamos parar. Matthew McConaughey é uma dádiva para este filme onde a melhor coisa com que podemos contar é a sua presença e onde damos graças ao universo pelo tempo de ecrã de Anne Hathaway não ser muito - um ódiozinho de estimação meu, fechando os olhos à sua pessoa no Devil Wear's Prada! Uma história que tenta ter uma dimensão demasiado profunda utilizando artefactos desleixados, cheia de metáforas que perdem significado quando damos por nós a soltar pequenas gargalhadas perante alguma da estupidez dos acontecimentos.

Classificação final: 2 estrelas em 5.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Crítica: A Canção de Uma Vida (Song One) . 2014


«Exibido no LEFFEST '15»

Ainda com um pequeno percurso pelas curtas metragens, a realizadora Kate Barker-Froyland estreia-se agora nas longas com este A Canção de Uma Vida. Infelizmente, este revela ser uma tentativa falhada de um tocante romance, aproximando duas pessoas através de uma situação não muito agradável. Romance à parte, também tenta demonstrar a importância que a música tem nas nossas vidas, mas de forma pouco efectiva.

A história segue Franny (Anne Hathaway) uma antropologista que se vê obrigada a regressar a Nova Iorque, quando o seu único irmão e músico, Henry (Ben Rosenfield), sofre um grave atropelamento e fica em coma. Franny, que recentemente se tinha chateado com ele, vive agora em constante agonia e sofrimento, tentando conectar-se com o irmão e perceber o porquê do seu grande amor pela música. Frequentando os mesmos sítios que ele, ouvindo as mesmas músicas que ele, experienciando vários momentos em sítios por onde Henry passava. Um dia, vai ao concerto do artista favorito de Henry, o cantor James Forrester (Johnny Flynn), partilha com ele a história do irmão. Quase de imediato, os dois criam uma ligação forte.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Crítica: O Estagiário (The Intern) . 2015


Escrito e realizado pela bem conhecida Nancy Meyers, a mulher que deu vida a histórias como Father of the Bride, What Women Want, Something's Gotta Give ou mais recentemente It's Complicated, mantém-se bastante fiel ao tipo de narrativa e sentimentos a transmitir através das suas histórias. O Estagiário é mais um exemplo disso. Um filme simpático, com muito coração.

Jules Ostin (Anne Hathaway) é a fundadora de uma empresa de grande sucesso de venda de roupa online. Quando à sua revelia um amigo e colaborador no trabalho, a informa que a empresa faz parte de um programa de integração de estagiários sénior, a ideia não agrada a Jules. Ben Whittaker (Robert De Niro) de 70 anos, é o mais recente estagiário da empresa e é destacado para trabalhar directamente com Jules. Farto da rotina de reformado e muito entusiasmado com a ideia de se sentir útil novamente, Ben é adorado por todos, mas Jules não lhe acha lá grande piada. Ben começa involuntariamente e interferir na vida da empresa, mas também na vida pessoal de Jules e uma amizade inesperada acaba por acontecer.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Crítica: Interstellar (2014)


Data de Estreia: 06-11-2014

Christopher Nolan explora o tempo e literalmente o Espaço neste seu novo e visionário filme de ficção cientifica, um dos melhores do género dos ultimos anos. Interstellar é uma viagem não só pelo Espaço mas também pelas emoções do ser humano, acabando por ser a cima de tudo um filme que toca nos sentimentos e aborda o amor como a maior força no Planeta Terra.

Em muitos dos seus trabalhos anteriores, Christopher Nolan gosta sempre de abordar temas éticos e morais, com diferentes pontos de vista que podem ser interpretados por cada um dos espectadores de forma diferente, Interstellar não é diferente disso. Usando paradoxos e cenas que podem parecer um pouco complexas, onde há sempre algo mais a dizer escondido por detrás de pequenos detalhes. As semelhanças com outros filmes do género, principalmente com o que Stanley Kubrick fez com 2001: Odisseia no Espaço, Nolan nunca deixa de marcar a sua indentidade própria utilizando o seu estilo habitual de trabalho, uma narrativa não linear e ambivalência no que toca aos sentimentos dos seus personagens.

Num futuro próximo, algures numa America devastada por tempestades de areias, onde os recursos e alimentos cada vez são mais escassos, Cooper (Matthew McConaughey) um agricultor viúvo que vive com o seu filho Tom de 15 anos (Timotheé Chalamet e posteriormente Casey Affleck), a sua filha Murph de 10 anos (Mackenzie Foy e posteriormente Jessica Chastain), e o seu sogro (John Lithgow) sabem que o futuro não promete nada de bom, pois o Planeta Terra está a entrar em colapso e em breve tudo irá acabar. Seguindo uma pista estranha de algo que acontece no quarto de Murph, Cooper e a filha descobrem uma estação secreta da NASA, que supostamente todos pensam que já não existe. Cooper que em tempos já tinha trabalhado para eles como engenheiro aeroespacial, reencontra lá o Professor Brand (Michael Caine) que o tenta convencer a partir numa missão na busca de um novo planeta, que tenha todas as condições necessárias para a vida humana, visto que dentro de alguns anos vai ser impossivel habitar na Terra. Cooper tem então de lidar com o dilema de ficar na Terra com a sua familia ou, em conjunto com a filha do Professor, Dr.ª Brand (Anne Hathaway) e mais dois membros de tripulação, partir para o desconhecido e salvar não só a sua familia mas todo os seres do Planeta.

Visualmente é um filme fantástico! Tive a oportunidade de ver em IMAX e penso que este é mesmo daqueles que vale a pena ser experienciado dessa maneira, pois é realmente digno disso. Todos os cenários estão incrívelmente bem executados, sendo surpreendente como tudo parace tão real. Com um elenco de grande peso era impossivel não ter boas interpretações. Matthew McConaughey em especial, brilha mais uma vez, num papel extremamente emotivo que será capaz de nos fazer derramar algumas lágrimas. O único aspecto que pode não abonar a favor do filme será o uso de demasiada linguagem cientifica que pode não ser compreendida e confusa para a audiência. 

Um filme sobre a busca do desconhecido, que eleva ao máximo as emoções e onde o amor afinal acaba por ser o mais importante da existência Humana. Penso que será certo dizer que Interstellar é o 2001: Odisseia no Espaço desta geração e esta afirmação diz muito sobre este filme. Ele pode não ser um filme perfeito, mas é sem dúvida uma obra cinematográfica de grande calibre.









Classificação final: 4,5 estrelas em 5.