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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

flash review : A Ghost Story . 2017


A Ghost Story, de David Lowery (2017)

Dificilmente se recupera de um luto e infelizmente em alguma altura das nossas vidas, já passamos por esse sofrimento. Para todos nós, há maneiras de superar a perda, que passam pelos mais variados aspectos, mas será que aqueles que partem, sofram também desse pesar!? A Ghost Story explora aparentemente o outro lado da moeda, o lado de quem parte, imaginando como seria se os espiritos sentissem solidão sem aqueles continuam no mundo dos vivos. David Lowery retrata este conto através da perspectiva de Casey Affleck, um homem que acaba de falecer e vê a esposa Rooney Mara em constante sofrimento, tendo mais tarde de abandonar a casa onde viviam, deixando-o preso naquelas quatro paredes. O ritmo é lento, e envereda por caminhos cujos quais não estamos à espera, sendo muito mais um filme de introspecção do que algo do género "casa assombrada". O twist final é bastante interessante e chegamos até uma ideia mais profunda, que tanto pode explorar a morte como pode tentar explicar afinal o que é o sentido da vida. No entanto, confesso que tinha uma ideia diferente daquilo que me esperava e apesar de não deixar de ser interessante, os rasgos de Malick são um pouco desnecessários e querem torná-lo mais complicado do que aquilo que é.

Classificação final: ★★★½

domingo, 29 de janeiro de 2017

Crítica: Manchester By the Sea . 2016



Há filmes, que são muito mais que filmes, são experiências emocionais que nos colocam em posições e situações nas quais nos envolvemos e ficamos vulneráveis. Manchester By the Sea, é brilhantemente realizado por Kenneth Logernan que aqui consegue concretizar uma obra que transparece desde o inicio um sentido de realidade imenso através da dureza das palavras e da simplicidade e realismo com que tudo o que aqui é apresentado.


Lee Chandler (Casey Affleck) é um homem reservado, bastante introvertido que passa os seus dias de mau humor, cansado do trabalho de "faz-tudo" que executa numa urbanização dos arredores de Boston. Lee vê-se obrigado a regressar à sua cidade natal, Manchester by the Sea em Massachusetts, quando recebe a noticia de que o seu irmão mais velho Joe (Kyle Chandler) acaba de falecer com uma doença cardiaca. Emocionalmente desgastado com o regresso, Lee vai recordando, alguns dos momentos que passou junto da família durante os tempos em que lá viveu e à medida que volta a cruzar-se por caminhos e com pessoas com quem partilhou momentos da sua vida, e com a ajuda de flashback's vamos percebendo melhor o porquê da razão deste carácter especial que se foi moldando com o passar dos anos. Ao mesmo tempo, terá de aprender a realicionar-se com Patrick (Lucas Hedges), o seu sobrinho adolescente, de quem agora é tutor legal até este completar vinte e um anos.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Crítica: Interstellar (2014)


Data de Estreia: 06-11-2014

Christopher Nolan explora o tempo e literalmente o Espaço neste seu novo e visionário filme de ficção cientifica, um dos melhores do género dos ultimos anos. Interstellar é uma viagem não só pelo Espaço mas também pelas emoções do ser humano, acabando por ser a cima de tudo um filme que toca nos sentimentos e aborda o amor como a maior força no Planeta Terra.

Em muitos dos seus trabalhos anteriores, Christopher Nolan gosta sempre de abordar temas éticos e morais, com diferentes pontos de vista que podem ser interpretados por cada um dos espectadores de forma diferente, Interstellar não é diferente disso. Usando paradoxos e cenas que podem parecer um pouco complexas, onde há sempre algo mais a dizer escondido por detrás de pequenos detalhes. As semelhanças com outros filmes do género, principalmente com o que Stanley Kubrick fez com 2001: Odisseia no Espaço, Nolan nunca deixa de marcar a sua indentidade própria utilizando o seu estilo habitual de trabalho, uma narrativa não linear e ambivalência no que toca aos sentimentos dos seus personagens.

Num futuro próximo, algures numa America devastada por tempestades de areias, onde os recursos e alimentos cada vez são mais escassos, Cooper (Matthew McConaughey) um agricultor viúvo que vive com o seu filho Tom de 15 anos (Timotheé Chalamet e posteriormente Casey Affleck), a sua filha Murph de 10 anos (Mackenzie Foy e posteriormente Jessica Chastain), e o seu sogro (John Lithgow) sabem que o futuro não promete nada de bom, pois o Planeta Terra está a entrar em colapso e em breve tudo irá acabar. Seguindo uma pista estranha de algo que acontece no quarto de Murph, Cooper e a filha descobrem uma estação secreta da NASA, que supostamente todos pensam que já não existe. Cooper que em tempos já tinha trabalhado para eles como engenheiro aeroespacial, reencontra lá o Professor Brand (Michael Caine) que o tenta convencer a partir numa missão na busca de um novo planeta, que tenha todas as condições necessárias para a vida humana, visto que dentro de alguns anos vai ser impossivel habitar na Terra. Cooper tem então de lidar com o dilema de ficar na Terra com a sua familia ou, em conjunto com a filha do Professor, Dr.ª Brand (Anne Hathaway) e mais dois membros de tripulação, partir para o desconhecido e salvar não só a sua familia mas todo os seres do Planeta.

Visualmente é um filme fantástico! Tive a oportunidade de ver em IMAX e penso que este é mesmo daqueles que vale a pena ser experienciado dessa maneira, pois é realmente digno disso. Todos os cenários estão incrívelmente bem executados, sendo surpreendente como tudo parace tão real. Com um elenco de grande peso era impossivel não ter boas interpretações. Matthew McConaughey em especial, brilha mais uma vez, num papel extremamente emotivo que será capaz de nos fazer derramar algumas lágrimas. O único aspecto que pode não abonar a favor do filme será o uso de demasiada linguagem cientifica que pode não ser compreendida e confusa para a audiência. 

Um filme sobre a busca do desconhecido, que eleva ao máximo as emoções e onde o amor afinal acaba por ser o mais importante da existência Humana. Penso que será certo dizer que Interstellar é o 2001: Odisseia no Espaço desta geração e esta afirmação diz muito sobre este filme. Ele pode não ser um filme perfeito, mas é sem dúvida uma obra cinematográfica de grande calibre.









Classificação final: 4,5 estrelas em 5.