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domingo, 19 de novembro de 2017

Crítica: Um Crime no Expresso do Oriente (Murder on the Orient Express) . 2017


Ao longo dos tempos, vários têm sido os exemplos de que um bom elenco não é sinónimo de bom filme. Recheado de glamour visual, mas pobre em envolvência e mistério, Um Crime no Expresso do Oriente é baseado num dos mais conhecidos crime novels da intemporal Agatha Christie, cujo resultado desta nova versão é tudo menos aquilo que ela nos habituou. Falta-lhe exactamente o ambiente de suspeita constante característico das suas obras.

O famoso detective belga Hercule Poirot (Kenneth Branagh), por ocasião de mais uma investigação em Istambul, recebe um telegrama para regressar a Londres, marcando de imediato viagem através do seu amigo M. Bou (Tom Bateman) director da linha férrea embarcando com ele no luxuoso comboio Orient Express. Já em viagem, Poirot é abordado pelo mafioso Mr. Rachett (Johnny Depp), que acredita estar a correr perigo de vida, recorrendo aos serviços de Poirot para investigar o caso, pedido que este rejeita. Durante o segundo dia de viagem, o comboio é forçado a parar depois de uma forte derrocada de neve, e aí se descobre que Rachett tinha sido assassinado no decorrer dessa noite. Quando Poirot decide começar a investigar esta estranha morte, começa a perceber que todos os passageiros do comboio têm algum tipo de ligação entre si, assim como misteriosamente têm algum tipo de conexão com o mafioso. Várias teorias surgem, e o perspicaz detective tem pouco tempo para desvendar o caso, tornando-se cada vez mais perigoso permanecer num ambiente de desconfiança. Teria o criminoso entrado e saído do comboio sem ninguém dar por isso? Ou o assassino estaria entre si?

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Crítica: The Drop . 2014


Tom Hardy, James Gandolfini e um argumento de Dennis Lehane (responsável por histórias como Mystic River, Shutter Island ou Gone Baby Gone), o que se poderia querer mais? Michael R. Roskam realiza o crime/drama The Drop onde esquemas criminais, performances inteligentes e uma atmosfera fria e muito intensa, se reflectem num filme cheio de poder.

A história desenrola-se em Brooklyn - Nova Iorque, e gira em torno de um bar utilizado para lavagem de dinheiro. Bob (Tom Hardy) é o barman do Cousin Marv's Bar (James Gandolfini interpreta Marv, naquele que foi o seu último papel), local que se transforma num autentico banco, onde gangsters chechenos depositam grandes quantias de dinheiro. Um dia o bar é roubado, Bob e Marv têm em mãos a tarefa de recuperar o dinheiro. O que vem a seguir podemos imaginar. Seguindo caminhos que parecem ser óbvios, com boas reviravoltas dignas dos grandes filmes do género, existe equilíbrio entre cenas de bastante agressividade e cenas mais emotivas (exemplo disso, a personagem de Noomi Rapace  que trás um lado feminino bastante forte e ao mesmo tempo sensível).

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Crítica: Blackhat: Ameaça na Rede (Blackhat) 2014


Data de Estreia: 29-01-2015

Blackhat: Ameaça na Rede é o mais recente filme de Michael Mann (Thief, Heat, Collateral) sobre o crime cibernético, uma das principais ameaças da sociedade de hoje em dia. Mann usa as suas melhores técnicas caracteristicas, dando um ar visualmente interessante, a um filme que falha na sua coerência e lucidez.

As autoridades Americanas e Chinesas juntam-se para por fim a uma conspiração que envolve um criminoso cibernético. Nicolas Hathaway (Chris Hemsworth) é um hacker condenado a 15 anos de prisão e irá ajudar as autoridades a perseguir o criminoso de Chicago até Hong Kong.

O enredo do filme é super inconsistente, confuso e o ritmo por vezes não é o melhor. Ora acontecem imensas coisas ao mesmo tempo, ora não acontece nada. Por vezes é dada informação tecnológica a mais, outras vezes parece que ser hacker é a coisa mais fácil do mundo. Tudo isto não abona para o realismo que a história quer passar. Apesar de tudo, o filme consegue ser bem sucedido no factor de entretenimento, pois mesmo com imensas falhas, algumas cenas conseguem despertar a atenção e curiosidade do espectador.

Não é que Chris Hemsworth tenha um mau desempenho, mas confesso que foi dificil olhar para ele e vê-lo com um hacker. Talvez a sua figura frequentemente utilizada para papeis mais sedutores ou por vezes mais rudes ou imponentes (como por exemplo o super-herói Thor) faz com que todo o seu look não seja o melhor para o filme e não se torne realista a cem por cento. Também o facto de associarmos a figura de um hacker a alguém com um ar extremamente intelectual não ajude.

As relações entre todos os personagens não são bem construidas nem desenvolvidas, especialmente as dos dois personagens principais, cuja relação é extremamente forçada. É criada uma situação amorosa, totalmente desnecessária. A história passava bem sem isso, e talvez fosse mais importante focar outros aspectos, pois haveria mais potencial para isso do que investir numa relação "à pressão".

Blackhat - Ameaça na Rede, passa assim a fazer parte das desilusões deste ano devido aos problemas de enredo, dividido por momentos bons e maus que o tornam bastante inconsistente, deixando imensas questões no ar que ficam por responder.







Classificação final: 2 estrelas em 5.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Crítica: Foxcatcher 2014


Data de Estreia: 01-01-2015

Uma arrepiante história verídica, que nos é entregue por Bennett Miller, realizador que regressa assim aos dramas sobre desporto, depois do seu último filme de 2011 Moneyball.

O filme é baseado na história dos irmãos Mark e Dave Schultz, lutadores de wrestling que foram contratados por John E. du Pont, um homem que possuía uma grande fortuna, com o objectivo de o ajudar a treinar uma equipa que iria glorificar o nome dos Estados Unidos da América nos Jogos Olímpica de Seul em 1988. Problemas de ordem mental levaram du Pont a assassinar Dave Schultz anos mais tarde.

Foxcatcher está definitivamente entregue às grandes performances de Steve Carell, Channing Tatum e Mark Rufallo que elevam este filme ao ponto de só pelos três se destacar de uma forma poderosa. Mark Rufallo já deu imensas provas de que é um actor versátil e aqui, mais uma vez, só demonstra o quanto é bom. Steve Carell, que vemos com mais frequência e muito bem a fazer comédia, é absolutamente assustador como  du Pont, onde a sua postura física muitas vezes é suficiente para nos intimidar. Channing Tatum surpreende bastante, numa grande performance, onde coloca uma intensidade enorme no personagem. A entrega dos três actores aos papeis e esforço para se parecerem com as pessoas reais desta história é notório. Expressões faciais, forma de estar, agir, falar e até aprender wrestling para que o filme passasse uma maior verassidade.

Com uma história tão complexa e emocionalmente forte alguns elementos importantes falham pois nunca são devidamente explorados. Uma das grandes falhas do filme, é por exemplo o pouco desenvolvimento que é dado a Dave Schultz. Vemos muito pouco da relação entre Dave e du Pont e fica no ar (apesar de estar sempre subentendido ao longo do filme) o porquê do seu assassinato, enquanto a relação entre Mark e du Pont é mostrada durante grande parte. Talvez essa seja a sua maior lacuna, pois acaba por ser inconsistente no seu todo. No entanto, existem momentos no filme muito bem conseguidos onde, por exemplo, pequenos gestos entre os irmãos ou assustadoras atitudes de du Pont provocam sob o espectador poderosas emoções, escondidas nas entre linhas.

As técnicas utilizadas para filmar todas as cenas de luta estão impecávelmente feitas e em conjunto com uma bela cinematografia e banda sonora intrigante, que contribuem para toda a absorvente e escura atmosfera. Apesar de todas as falhas que Foxcatcher possa ter, é impossível ficar indiferente a esta sinistra história e aposto que todos vão querer saber mais sobre ela.







Classificação final: 4 estrelas em 5.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Poster & Trailer: A Most Violent Year


A Most Violent Year é o próximo filme do realizador e argumentista J. C. Chandor. Com uma filmografia ainda pequena mas bastante sólida, fez a sua estreia na realização com Margin Call em 2011 e o ano passado realizou All is Lost, ambos muito bem aceites pela crítica. Isso faz com que as expectativas para este seu novo filme sejam altas.

O filme é um drama/crime passado em 1981 em Nova Iorque, sobre uma ambiciosa familia imigrante tenta expandir e proteger o seu negócio durante aquele que é considerado o ano mais perigoso e violento da cidade. Nos papeis principais contamos com Oscar Isaac e Jessica Chastain.

O filme tem data marcada nos EUA para o final do ano, mas ainda não tem data marcada por aqui.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Trailer: Nightcrawler


Mais um dos mais esperados para este ano! Este é o fantástico poster do filme Nightcrawler que promete mais uma magnifica interpretação da parte de Jake Gyllennhaal.

Este thriller é baseado em factos reais e mostra a vida de um jornalista criminal freelancer em Los Angeles que desesperadamente tenta obter destaque e finalmente dar o salto na sua carreira. O filme parece ter uma atmosfera bastante escura e pelo trailer parece ser extremamente envolvente e interessante. Já o tenho debaixo de olho há algum tempo, pois sou grande admiradora de Jake Gyllenhaal, agora só resta saber quando é que o vamos poder ver nas nossas salas pois ainda não há data de estreia em Portugal.

sábado, 10 de maio de 2014

Crítica: Dom Hemingway (2013)


Tinha altas expectativas para este filme e acabou por ser uma decepção.

Dom Hemingway, o personagem que também dá nome ao filme, é um arrombador de cofres e passou 12 anos na prisão. Após ser libertado, ele vai ao encontro de algo que lhe foi prometido em troca do favor de manter a boca fechada durante todos aqueles anos na prisão.

Algumas coisas na minha opinião não funcionam neste filme. Os personagens não são desenvolvidos o suficiente. Em alguns momentos não consegui entender se o que estava a ver era suposto ser engraçado ou não. Existem alguns filmes em que momentos "parvos" podem ser brilhantes (quando digo parvos refiro-me a cenas de humor ridicularizadas que espontaneamente nos fazem rir) e penso que deveria ser o caso pretendido, mas para mim acho que não funcionou bem. Outra coisa que me incomodou foi a relação entre Dom e sua filha. Este lado é suposto ser a virada emocional nesta história, a importância da sua tentativa de redenção por tudo que fez de mal na vida, mas é muito mal explorada e não é dado muito tempo de filme a esse aspecto.

Jude Law teve um desempenho absolutamente fantástico! A maneira como ele fala, anda, age e a sua transformação física são fantásticas para o que é necessário neste tipo de papel. Ele é definitivamente a melhor parte do filme! Eu não sei porque, mas quando eu era mais nova costumava pensar que Jude Law era apenas mais uma cara bonita entre muito no mundo do Cinema e nada mais. Mas ultimamente olho para ele de forma diferente. Espero que continue com grandes actuações como esta.

Em suma, Dom Hemingway tem mais estilo do que substância. Tive alguma dificuldade sobre que classificação daria a este filme. Resolvi dar-lhe três estrelas e são quase todas atribuídas num todo pelo desempenho de Jude Law. Acho que este filme vale a pena ver só pelo seu incrível desempenho.







Classificação final: 3 estrelas em 5.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Crítica: Blue Ruin (2013)


Estive para ir ver este film também ao IndieLisboa, mas como iria ser exibido no mesmo dia em que fui ver o Dial M for Murder tive de fazer uma opção.

Eu não sabia bem o que esperar deste filme, nem sabia muito sobre a história mas comecei a ler boas críticas e isso despertou curiosidade em mim.

Este é um filme sobre vingança. Percebemos isso muito cedo, mesmo no início do filme mas de uma forma que pensamos que conseguimos prever sempre o que vai acontecer a seguir mas afinal não é bem assim.

Blue Ruin tem uma atmosfera muito escura, uma cinematografia muito bonita, com muito bom ritmo para criar a tensão perfeita e o suspense necessário durante todo o filme. Não nos é entregue muito então temos de ser nós a achar a peças do puzzle até a revelação final.

Eu nunca vi o actor principal do filme antes, Macon Blair, mas só sei que a sua performance foi algo incrível! Ele consegue ser muito perturbador e nós conseguimos sentir a sua angústia e dor apenas pelo seu olhar. Ele consegue mexer com as emoções do publico.

No geral, não é um filme perfeito mas muito efectivo naquilo que pretende criar. É um bom thriller Indie com uma excelente performance principal que vai tocar as nossas emoções.

Parabéns a Jeremy Saulnier pela sua estreia como realizador e escrita deste filme.





Classificação final: 4 estrelas em 5.

domingo, 4 de maio de 2014

Crítica: Dial M For Murder (1954)


Já tinha aqui partilhado convosco que Dial M for Murder faria parte do Festival IndieLisboa e seria uma das minhas escolhas pois era um dos filmes de Alfred Hitchcock que não tinha visto ainda e seria uma oportunidade perfeita para o ver na tela grande e com o acréscimo de ser na sua edição especial em 3D.

Devo confessar que não sou fã do 3D​ e por causa disso estava um pouco apreensiva, mas pensei que esta seria uma experiência totalmente diferente. Eu já sabia que as técnicas utilizadas na altura eram apropriadas a 3D e afinal o chamado "Mestre do Suspense" parece que nunca fez nada mal!

Em 1953 Alfred Hitchcock filmou este filme especificamente com cameras 3D, mas este acabou por ser lançado nos cinemas apenas no normal 2D. Parece que o 3D não era propriamente uma coisa interessante naquela altura. 
Todas as técnicas de camera utilizadas são absolutamente incríveis! Foi uma das melhores experiências que já tive numa sala de cinema e definitivamente dos melhores 3D que já vi! Sentimo-nos literalmente dentro do filme, ali mesmo ao lado dos actores. Sentimo-nos tão perto deles que a tensão que é construída ao longo do filme resulta na perfeição. A profundidade é usada de uma forma incrível! Eu só vi este tipo de profundidade ser usada uma vez em 3D no filme de Martin Scorsese, Hugo.

A trama de Dial M for Murder é fantástica! Conta a história de um ex-jogador de ténis que arranjou um plano para assassinar sua esposa que tem um caso com um dos seus amigos. Se ela morrer, ele também receberá uma grande quantidade de dinheiro com um seguro que fizeram recentemente. O plano é perfeito, mas as coisas não correm como o previsto então ele rapidamente encontra um plano B. 
A história é muito intensa e a tensão é brilhantemente construída pouco a pouco. Os diálogos são óptimos e as performances também foram muito importantes para que tudo funcionasse tão bem . Ray Milland e Grace Kelly teveram performances fantásticas interpretando marido e mulher assim como Robert Cummings como o amante e Jonh Williams como o engraçado Inspetor Chefe Hubbard.

Eu tinha uma ideia totalmente diferente do que este filme seria devido ao facto ter visto mais que uma vez o remake de 1998 A Perfect Crime, com Michael Douglas e Gwyneth Paltrow. Mas afinal para além desse não seguir propriamente todas as linhas do original fica muito à quem da perfeição que Dial M for Murder é.





Sem qualquer sombra de dúvida, Dial M for Murder é um dos melhores filmes de Alfred Hitchcock e eu fico muito feliz por ter tido a oportunidade de ver esta obra fantástica no cinema numa experiência de 3D incrível.

Classificação final: 5 estrelas em 5.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Crítica: The Grand Budapest Hotel (2014)


Bem, nem sei por onde começar! The Grand Budapest Hotel era um dos meus filmes mais esperados para este ano. As minhas expectativas eram altíssimas e posso afirmar que excedeu tudo aquilo que eu estava a espera.

Wes Anderson é um realizador muito peculiar e original, não há ninguém como ele e o seu estilo é inconfundível. Com uma filmografia bastante interessante é óptimo ver a sua melhoria ao longo dos anos. Este filme é um bom exemplo disso. Todas as suas habituais técnicas de filmagem, palete de cores, história, personagens peculiares e cenários sempre muito detalhados estão cada vez melhores a cada filme. Gostava de dar aqui principal destaque ao cenário que é de ficar literalmente de queixo caído!

Wes Anderson escreveu este filme baseado nos livros de um escritor chamado Stefan Zweig e todo o universo que ele criou em torno desta história é absolutamente fabuloso. The Grand Budapest Hotel é um famoso Hotel na fictícia Republica de Zubrowka nos Alpes Europeus. Nele seguimos as aventuras do importante porteiro Gustave H. e do seu recente aprendiz Zero Moustafa, que acabam por ir muito além do Grand Budapest. Gustave H. tem a particularidade de gostar de seduzir as mais velhas e ricas hospedes do hotel. Depois de anos de envolvimento com uma dessas senhoras, ela é assassinada e Gustave é o principal suspeito do seu assassinato. E aí começa toda esta grande, maluca e hilariante confusão!

Ralph Fiennes brilha neste filme, a sua performance é magnifica na pele do porteiro Gustave H. Em cada cena que ele entra todos os holofotes estão virados para ele. A sua performance é sem dúvida a que tem o maior destaque mas sempre apoiado por todo um elenco que interpreta os seus papeis de forma genial. O jovem e recente actor Tony Revolori é também muito bom e todas as cenas entre ele e Ralph Fiennes são maravilhosas, os dois tiveram uma grande química e isso transparece para lá do ecrã. Grandes nomes como F. Murray Abraham, Bill Murray, Jeff Goldblum, Edward Norton, Tilda Swinton, Harvey Keitel, Tom Wilkinson entre muitos outros são todos excelentes nos seus pequenos papeis e por vezes até chegamos a ter pena de ver nomes tão talentosos terem tão pouco tempo de ecrã, mas cada um tem a sua devida importância na história.

Divertido, colorido, com diálogos excelentes e cenas hilariantes, deixando também uma importante mensagem sobre lealdade e amizade. Wes Anderson deixa agora a fasquia bastante elevada, depois deste brilhante The Grand Budapest Hotel cá ficamos há espera para ver o que é que este óptimo e único realizador irá fazer no futuro. Acho que posso dizer que este passa a ser o meu filme favorito dele, pois acho que é definitivamente o seu melhor e será também certamente um dos meus favoritos deste ano.

Vão ver, pois vale definitivamente a pena!





Classificação final: 5 em 5 estrelas.