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sexta-feira, 3 de março de 2017

Critica: T2: Trainspotting . 2017


O regresso de Danny Boyle a Trainspotting era para mim uma incerteza. Mexer naquilo que é bom, é 90% das vezes má ideia, mas surpreendentemente, os quatro rebeldes saídos dos livros de Irvine Welsh, continuam mais interessantes que nunca, respeitando o legado do filme de culto, considerado dos mais vibrantes da década de 90.

Vinte anos após a fuga de Edimburgo, Mark Renton (Ewan McGregor) volta à terra Natal para se reencontrar com os amigos Spud (Ewen Bremner) e Simon (John Lee Miller). Apesar de se encontrarem em fases diferentes das suas vidas, o que os une e bem mais forte do que aquilo que os separa, e vêem-se obrigados a regressar atrás no tempo, algo nada fácil por todas as razões que conhecemos. Rapidamente percebemos que vida não foi propriamente generosa para com nenhum deles e inconscientemente ainda anseiam pela mudança e alegria de quando eram jovem. A cumprir uma sentença de vinte e cinco anos na prisão está Begbie (Robert Carlyle), que consegue escapar quando lhe é recusada liberdade condicional, e que assim que descobre que Mark está de volta à cidade, procura vingança.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Crítica: Steve Jobs . 2015


Danny Boyle tem sempre algo de vibrante e elegante nos filmes que faz, pelo qual seria provavelmente a pessoa perfeita para conduzir um biopic sobre o génio Steve Jobs, e quando aliado com o grande argumentista, Aaron Sorkin, ainda melhor.

Inspirado na biografia escrita por Walter Isaacson o filme foca apenas três dos lançamentos mais significativos da carreira de Jobs, em 1984, 1988 e 1998. Captando os momentos passados antes de cada apresentação, é nos bastidores que vários detalhes biográficos nos são apresentados de forma bastante engenhosa e genial, tudo graças à magnifica escrita de Sorkin e à dinâmica realização e edição que nos fazem seguir ao pormenor cada personagem. A maneira hostil e egocêntrica como Jobs lidava com todas as pessoas que foram passando pela sua vida profissional e pessoal, podem ter sido concerteza dramatizadas ou exageradas, mas nunca de forma a que soem a falso. Um filme cheio de cenas intensas, frenéticas, por vezes claustrofóbicas, diálogos inteligentes, onde as várias personalidades se destacam e as suas ideias vão muito alem do óbvio. Entretenimento e substancia andam de mãos dadas, num dos melhores e singulares biopics já antes vistos.