Mostrar mensagens com a etiqueta Dustin Hoffman. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Dustin Hoffman. Mostrar todas as mensagens

domingo, 5 de novembro de 2017

flash review : The Meyerowitz Stories . 2017


The Meyerowitz Stories, de Noah Baumbach (2017)

É imprescindivel começar a falar deste filme, mencionando em primeiro lugar a pérola que é Adam Sandler, tantas vezes ligado a filmes mediocres, tendo aqui uma excelente performance, sendo quem mais se destaca, quem de tempos a tempos lá se lembra de demonstrar que consegue equilibrar na perfeição a tragédia e a comédia deixando-nos a todos replectos de estupefacção. Noah Baumbach é cada vez mais uma extensão de Woody Allen, preveligiando Nova Iorque a cada filme que passa e tornando-a sempre interessante, associada quase sempre a um estilo de vida frenético e ao tipo de pessoas cujos laços familiares são dos mais disfuncionais possíveis. Um estudo sobre várias gerações e aspirações de vida, onde a arte da vida se reflete sempre nos valores que nos são transmitidos e naquilo que fazemos para poder mudar isso a nosso favor. Dustin Hoffman é um pai longe da perfeição, cujos filhos Sandler, Ben Stiller e Elizabeth Marvel, tentam uma aproximação agora que o pai caminha para uma idade mais avançada. A tensão e as relações entre pai e filhos é estudada de forma individual, dando-nos a conhecer melhor cada uma das personalidades. Existindo uma grande química entre actores The Meyerowitz Stories faz nos relacionar com algumas situções, ao mesmo tempo que nos faz julgar um pouco algumas das atitudes dos personagens, sempre com toques humoristicos, sem deixar de mencionar por isso mesmo a brilhante Emma Thompson. Um daqueles bons, directamente do mundo maravilhoso dos indie.

Classificação final: ★★★★

terça-feira, 21 de abril de 2015

Crítica: O Coro (Boychoir) 2014


O Coro é um drama sobre o amadurecimento e aceitação de um jovem problemático de onze anos, com um talento muito especial para a música. Stet (Garrett Wareing) vive com a mãe alcoólica numa cidade do Texas, com o pai ausente pois é fruto de uma breve relação, o que o leva a ter uma atitude de constante de agressividade perante a situação de vida que têm. Depois da trágica morte da sua mãe, através da ajuda de uma das professoras da escola que frequenta, Stet vai para a uma das mais conceituadas escolas de música do país, a National Boychoir School.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Crítica: Chef (2014)


Depois de realizar três blockbusters (Iron Man, Iron Man 2 e Cowboys & Aliens) Jon Favreau volta com esta bela e simples história chamada Chef. Eu não sabia o que esperar dele, mas algo me dizia que iria passar um bom bocado. É uma comédia/drama muito agradável com momentos absolutamente deliciosos, literalmente! Podemos definitivamente sentir que este filme foi um projecto desenvolvido com muita paixão pela parte de Jon Favreau e que eu gostei mais nele é o seu "feeling Indie".

Jon Favreau realizou, representou e escreveu esta história sobre o Chef Carl Casper, um chef muito respeitado que trabalha num restaurante bem conhecido em Los Angeles. Quando ele recebe uma crítica negativa de um crítico de comida que visita o restaurante (o que levou mais tarde a outras situações desastrosas), ele é demitido. Isso fez com que ele reconsiderasse algumas decisões na sua vida e começa a pensar em tomar outro rumo na sua vida. Ele acaba em Miami com uma roulote de comida com o nome de "El Jefe" que serve uma quantidade de pratos cubanos.

Uma coisa que eu gostei de ver foi a forma como Jon Favreau retratou um relacionamento amigável entre um casal divorciado, que é uma coisa rara de ver num filme. A relação entre pai e filho também é muito afectivo e calorosa de se ver. A maneira como Favreau desenvolve Carl faz-nos preocupar com o personagem e isso é mais um bónus no filme. Este é um filme que parece real, embora tenha alguns momentos previsíveis.

As performances foram muito boas! Jon Favreau tem um grande e muito honesto desempenho, ele foi óptimo e dá para ver que ele é realmente um bom actor, sendo capaz de se conectar com o público. Os papéis secundários são muito divertidos e engraçados. Sofía Vergara a fazer algo diferente do que é habitual, num papel mais calmo, uma mulher mais terra a terra. O menino que desempenha o papel de seu filho também foi muito bom. O resto do elenco, John Leguizamo, Bobby Canavale, Scarlett Johansson, Oliver Platt foram todos bons nos seus papeis. Os cinco minutos de Robert Downey Jr. no ecrã foram absolutamente maravilhosos! As suas cenas foram muito engraçadas, aquele sujeiro é incrível! Dustin Hoffman tem muito poucas cenas no ecrã também, mas é sempre bom vê-lo.

Este filme celebra o amor pela comida que é transmitida através da tela. Todas as cenas envolvendo culinária são filmadas de uma maneira linda! Nessas cenas é tudo sobre a comida, são os alimentos que são importantes e esse é um aspecto muito bom do filme, porque com isso Favreau foi capaz de transformar todos os pratos e ingredientes também em personagens do filme.

Chef espalha muito charme e coração em todo o lado! Vamos com certeza deixar a sala de cinema com uma sensação boa vibe e eu aposto que no final do filme vocês vão estar cheios de fome como eu fiquei!

Se querem passar um bom bocado a ver um filme descontraído e bem disposto, podem apostar em ver Chef! Ele encontra-se em exibição por muitas salas de cinema espalhadas pelo país, pois estreou nas nossas salas apenas na Quinta-Feira passada, dia 29 de Maio.







Classificação final: 3,5 estrelas em 5.