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domingo, 5 de fevereiro de 2017

Crítica: La La Land - Melodia de Amor (La La Land) . 2016


Damien Chazelle surpreendeu todos, ao fazer da sua segunda longa metragem um sucesso digno de realizador experiente em Hollywood. A sua produção independente Whiplash (2013), tinha a qualidade de qualquer filme de grande estudio e os olhos ficaram de imediato postos neste jovem de 32 anos, que escreve e realiza como gente grande, onde já merecidamente o podemos classificar como um dos melhores da nova era.

Los Angeles, a cidade dos sonhos. Mia (Emma Stone) é uma aspirante a actriz, a trabalhar numa coffee shop de um estúdio de cinema. Sebastian (Ryan Gosling) é um pianista de jazz, debatendo-se por encontrar um trabalho onde possa ser dono da sua criatividade. O destino dos dois cruza-se e juntos vão descobrir que o amor e os sonhos são algo verdadeiramente poderoso. Cada vez passam mais tempo juntos e um carinho especial surge. A ambição de triunfar é imensa pela duas partes, e assim é também o amor que os une, mas será que tudo é realmente perfeito e possível na cidade dos sonhos?

sábado, 19 de setembro de 2015

Crítica: Homem Irracional (Irrational Man) . 2015


Chegou a esperada altura em que Woody Allen faz a sua visita anual ao grande ecrã. O realizador mais produtivo de Hollywood, com uma carreira no cinema desde 1965 mas que nos presenteia desde 1982 com um filme seu por ano, trás-nos desta vez a comédia/mistério Homem Irracional, onde mais uma vez explora a complexidade de uma mente prodigiosa, ao mesmo tempo tão ilógica.

Quando o professor de filosofia Abe Lucas (Joaquin Phoenix) chega ao campus da pequena Universidade de Braylin para dar umas aulas, os boatos sobre a sua vida pessoal e profissional são um facto. Este encontra-se perante uma intensa crise existencial, mas tudo começa a ficar mais animado, tentando redescobrir aos poucos uma nova resolução para a sua vida, quando começa a relacionar-se com Jill (Emma Stone) uma das suas alunas. O relacionamento entre os dois torna-se cada vez mais intenso, mas nem o agradável tempo livre que passa com Jill, nem as aventuras com a colega de trabalho (Parker Posey) o parecem animar. É então que mais tarde, surge a oportunidade perfeita para que consiga despertar de novo em si, vontade plena de viver e desfrutar a vida. O crime perfeito.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Crítica: Aloha . 2015


Aloha é a mais recente comédia romântica/drama do realizador e argumentista Cameron Crowe - responsável por filmes famosos como Jerry Maguire ou Almost Famous, pelo qual ganhou o Oscar de Melhor Argumento Original em 2001 - onde um elenco forte é totalmente desperdiçado num dos piores filmes da carreira do realizador.

Brian Gilcrest (Bradley Cooper), um militar destacado para o Havai para trabalhar com o seu antigo patrão, o agora milionário Carson Welch (Bill Murray, mas não se iludam porque o seu papel pouco destaque tem), envolvido num projecto de lançamento de um satélite. Brian reencontra a antiga namorada Tracy (Rachel McAdams) e conhece a Capitão Allison Ng (Emma Stone), destacada pela Força Aérea para o acompanhar em tudo o que precisar durante a sua estadia. Rapidamente percebemos que estaremos perante um triângulo amoroso, que será o destaque de uma história onde elementos pairam sobre o ar e nunca chegar a sem substanciais e concretos seja em que circunstância for.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Crítica: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) 2014


Data de Estreia: 08-01-2015

Alejandro González Iñarritu (Babel, Biutiful, 21 Gramas) traz-nos este ano, uma magnífica e ambiciosa obra cinematográfica absolutamente fascinante em todos os sentidos. Muito original e completo, abrange temas como a fama e a forma como Hollywood trata e idolatra os seus actores. Apesar de nos fazer visitar os bastidores daquilo que é a vida de um deles (um actor que já não vive os seus dias de glória) também nos mostra um lado profundo e sentimental de um homem comum que no fundo só quer ser reconhecido por todo o seu trabalho.

Riggan Thomson (Michael Keaton), um actor que em tempos interpretou um super herói (que dá pelo nome de Birdman), quer voltar aos velhos tempos de glória e mostrar o que realmente vale, numa peça da Broadway, adaptada, dirigida e actuada por ele. Thomson acha que nunca lhe deram o seu devido valor e está finalmente na hora de se descolar do papel que não se quer descolar dele.

A cinematografia é algo absolutamente incrível, criando a impressão de que está filmado em plano sequêncial do inicio ao fim, acabando por nos dar também uma maior proximidade com os personagens, fazendo-nos sentir como se estivessemos ao seu lado constantemente, enquanto é feito um estudo fantástico sobre de cada um deles. A banda sonora, também é outros dos aspectos que é importante frisar, contribuindo também para toda a originalidade que paira sobre o filme.

Michael Keaton intrepreta aqui uma das personagens da sua carreira, numa performance excelente, extremamente vulnerável e profunda. Facto curioso é que também esta história tem semelhanças com a própria carreira de Keaton, que está bem marcada pelas suas duas interpretações na pele de Batman, por duas vezes, entre 1989 e 1992. Com um elenco de luxo, que é capaz de nos dar grandes performances secundárias, conta com actores como Edward Norton, Emma Stone, Zack Galifianakis ou Naomi Watts que ajudam a dar ainda mais enfase e cor a todo este drama de vida da personagem de Keaton, também eles estão a lutar contra algum tipo de problema interior, o que os faz conectarem-se a um nivel mais íntimo.

Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) é sem dúvida um filme que merece ser experiênciado mais que uma vez, pois acredito que iremos conseguir aprecia-lo ainda melhor e encontrar elementos que nos escaparam na primeira visualização. Este é sem dúvida um dos, se não "o", melhor de 2014. Genial.








Classificação final: 5 estrelas em 5.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Crítica: Magic in the Moonlight (Magia ao Luar) 2014


Data de Estreia: 04-09-2014

Já estamos bem habituados à visita anual ao grande ecrã de mais um filme de Woody Allen. Um homem com uma filmografia enorme repleta de grandes filmes todos escritos e realizados por ele. Muitos deles onde o próprio é o protagonista. Este ano ele apresenta-nos mais uma das suas comédias, o cheio de charme Magic in the Moonlight (Magia ao Luar).

Em 1928 o famoso, talentoso e místico Wei Ling Soo, está nas luzes da ribalta! Conhecido em todo o mundo pelos seus fantásticos espectáculos de ilusionismo é adorado e idolatrado por muitos, mas poucos sabem que Wei Ling Soo não vem da China nem sequer de lá perto… Ele é afinal um mágico inglês e tudo o que faz não passa de meros truques. Na verdade, o seu nome é Stanley e passa bem despercebido no dia-a-dia, pois sem o seu caricato personagem asiático de faz-de-conta não poderá ser reconhecido por ninguém. Stanley é um homem rude, um pouco indelicado e super vaidoso. Não acredita em nada misterioso ou oculto, visto que a sua própria profissão é uma fraude, pois faz com que todos acreditem no que faz, que na verdade não passa de uma mentira. Stanley duvida de qualquer tipo de actividade fora do que é considerado normal e por isso que é convidado por um amigo a ir até ao Sul de França desmascarar uma jovem Americana que se diz passar por médium, na casa de uma das famílias mais ricas da zona. O seu cepticismo leva-o de imediato a duvidar do facto de que a rapariga possui um dom, e estará mais interessada no dinheiro da família do que em qualquer outra coisa, mas rapidamente estranhos acontecimentos começam a fazer com que Mr. Stanley comece a por em causa as suas próprias crenças.

Magic in the Moonlight consegue transportar nos sempre de uma forma bastante agradável até a uma década cheia de glamour, através de todo o meio envolvente. A banda sonora, os figurinos, cenários e as magníficas paisagens do Sul de França fazem com que a história tenha ainda mais charme. O filme faz em certa parte alguma crítica aos estratos sociais, analisando e satirizando a alta sociedade da época. Também se refere muito à parte da espiritualidade e religião, explorando vários aspectos das crenças de cada um. O medo e curiosidade sobre aquilo que não conhecemos é algo aceite de forma diferente por parte de alguns personagens da história, o que se aplica a cada ser humano pois cada um de nós tem diferentes formas e ideias de acreditar seja no que for.

Colin Firth tem uma performance absolutamente deliciosa! De uma forma muito espirituosa, e mesmo ao estilo de Allen, os seus diálogos são mesmo muito engraçados. É um papel que lhe assentou que nem uma luva! Emma Stone é uma das jovens actrizes que admiro e confesso que estava a espera de mais da parte dela. Não me interpretem mal, pois a sua interpretação foi boa mas estava a espera de ver algo diferente, talvez mais hilariante. Apesar das performances de cada um terem sido sólidas por si só, nas suas cenas juntos a química entre os dois parece ser um pouco fraca em algumas ocasiões. Lembro-me de ler algures que a diferença de idades tirou um pouco a credibilidade ao romance desta história, o que acho que não tenha sido o caso, pois a diferença de idades não importa desde que haja uma certa faísca entre a interpretação dos actores o que aqui não acontece o tempo todo e é essa inconsistência que o torna não tão cativante como deveria ser no seu todo.

Magic in the Moonlight é sem duvida um filme bastante agradável que vos vai proporcionar um bocado bem passado. Inteligente e engraçado, mesmo ao estilo daquilo que Woody Allen nos têm habituado ao longo de todos estes anos, mas que fica um pouco à quem de muitos outros filmes que já fez.








Classificação Final: 3,5 estrelas em 5.

domingo, 17 de agosto de 2014

Crítica: The Amazing Spider Man 2 (2014)


Confesso que não fui a maior das admiradoras do reboot de 2012, de Mark WebbThe Amazing Spider Man. Muitas coisas não me agradaram no filme, talvez derivado ao facto da trilogia de Sam Raimi estar ainda muito presente na minha memória. Quando o trailer deste segundo filme saiu, suscitou um pouco mais de entusiasmo em mim, mas o que é certo é que fui adiando a sua visualização até agora.

Infelizmente The Amazing Spider Man 2 voltou a desiludir-me. Fui capaz de desfrutar mais dele, talvez pelo facto de, apesar de haver muita bagunça à mistura consegue ser um pouco mais dinâmico e ter algumas boas cenas de acção. Mesmo assim continuo a encontrar nele alguns problemas que não me agradam.

O enredo é um pouco confuso. Tudo acontece ao mesmo tempo sem haver qualquer desenvolvimento dos personagens. Coisas simplesmente acontecem e é tudo muito apressado e vai tudo parar ao mesmo, o romance de Peter e Gwen. Parece-me que o foco principal deste filme foi mesmo a relação entre Peter Parker e Gwen Stacy, e há demasiado romance! Já sabemos que eles se amam, porque focar o filme todo nisso?! Contudo desta vez, gostei muito mais da química entre Andrew Garfield e Emma Stone.

Os vilões são muito pouco explorados. E afinal como é que um filme de super heróis pode funcionar bem sem bons vilões? Jamie Foxx como Electro e Dane DeHaan como Green Goblin poderiam ter tido muito mais tempo de ecrã e ter sido explorados mais detalhadamente. Contrariando isso, as suas cenas parecem ser sempre um pouco apressadas. Paul Giamatti um actor que admiro, tem um papel absolutamente ridículo e desnecessário neste filme.

Só não vou dar a mesma nota negativa que dei ao primeiro filme (2,5 estrelas) porque não posso negar que desta vez consegui desfrutar mais.








Classificação final: 3 estrelas em 5.