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sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

my (re)view: A Hora Mais Negra (Darkest Hour) . 2017


Gary Oldman há muito que merece o seu momento de glória. Parece que finalmente chegou esse momento. Muito deste Darkest Hour recai sobre a dedicação que Oldman entregou para a interpretação de Winston Churchill homem peculiar, odiado por muitos, mas figura incontornável na história do Reino Unido. E tal como a imponente figura que retrata, também Oldman se destaca este ano com uma das melhores performances, performance essa que lhe tem dado o direito a receber o prémio de melhor actor de 2017 em todas as cerimonias de entrega de prémios. Apesar do que por vezes se diz de Joe Wright, eu acho que a sua carreira se têm mantido relativamente sólida (apenas com alguns percalços pelo meio de vez em quando), sendo o seu trabalho nitidamente mais forte, quando se trata de peças de época ou de cariz histórico, apresentando um imenso cuidado no retratar da época em questão, através do set design e também do guarda roupa, assim como quando isso é contrastado com planos interessantes e uma edição fora do normal quando falamos de histórias abrangidas nesse contexto. O plano de tensão é quase constante, só é pena algumas quebras de ritmo, mas que rapidamente se retomam, ou não estivéssemos a falar de um dos piores e mais devastadores períodos da história mundial, a segunda guerra mundial. Para quem está à espera de cenários de guerra engane-se, este é um filme mais focado nas relações humanas e pessoais de Churchill dando-nos um retrato do homem e não da figura de estado. Dêem todos os prémios a Gary Oldman, este é o seu ano.

Classificação final: 4 estrelas em 5.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Trailer: Child 44


Daniel Espinosa é o realizador deste Child 44, um thriller que junta mais uma vez Gary Oldman e Tom Hardy (que já trabalharam juntos anteriormente em Tinker Tailor Soldier Spy e The Dark Knight Rises), e que bela escolha! Este filme é baseado numa história verídica, que segue os acontecimentos romantizados no best-seller de Tom Rob Smith. Com a era da União Soviética como pano de fundo, o filme segue a investigação de uma série de homicidios de crianças.

O filme tem estreia prevista para Maio de 2015.

domingo, 20 de julho de 2014

Crítica: Dawn of the Planet of the Apes (2014)


Em 2011, o realizador Rupert Wyatt trouxe-nos Rise of the Planet of the Apes que para mim foi apenas mais um simples blockbuster, bom no que toca a entretenimento mas com algumas falhas pelo caminho. Tinha uma história decente, um grande lado emocional e uma importante e controversa mensagem, mas a verdade é que não trazia nada de novo.

Este ano, e desta vez com Matt Reeves na realização, Dawn of the Planet of the Apes não era o filme pelo qual eu estaria à espera ansiosamente. Ver a continuação da história seria algo interessante, mas tinha a impressão que iria pelo mesmo caminho do primeiro filme. A verdade é que as boas críticas internacionais levaram-me a querer vê-lo já neste primeiro fim-de-semana de exibição.

Neste novo filme seguimos a nova vida de Caesar, o personagem principal do primeiro filme. O macaco que desenvolveu uma super-inteligência devido a uma substância criada para curar a doença de Alzheimer nos humanos. Caesar foi criado com humanos e sempre se sentiu muito ligado a eles emocionalmente, mas uma serie de eventos levaram a que ele viesse a liderar uma revolta pela parte de todos os símios. Nesta nova história vemos um mundo completamente diferente, vivendo num cenário apocalíptico. Caesar lidera um grande grupo de macacos num bosque nos arredores de São Francisco, vivendo aparentemente em paz, mas sempre com receio que a raça humana venha a interferir naquilo a que os símios consideram ser uma vida justa e em liberdade, contrariando tudo aquilo que muitos deles passaram em tempos, aprisionados e feitos cobaias por aqueles que outrora se diziam seus amigos.

Sentimos logo após os primeiros minutos que o filme escolheu um caminho diferente do primeiro. A introdução a esta nova fase e Era dos Macacos no Planeta Terra é feita de uma forma absolutamente brilhante! Com uma atmosfera muito escura e sombria somos arrastados para todo aquele ambiente que nos leva para a emoção certa no tempo certo. Para quem não viu o primeiro filme poderá haver algumas pontas soltas, mas nada de muito grave que não consiga acompanhar a história com clareza.

O estudo do personagem Caesar é algo fantástico, muito bem aprofundado e desenvolvido. Sentimos através dele todos os seus medos e frustrações. O actor Andy Serkis, que interpretou o papel deste Macaco com através de uma técnica avançada chamada de “performance de captura de movimento” (onde primeiramente o actor é filmado com um fato especial e depois através de CGI (imagem gerada por computador) é assim “transformado” naquilo que se pretende). O actor já é experiente nestas andanças pois foi ele que interpretou Gollum/Smeagol nas trilogias de O Senhor dos Anéis e O Hobbit e também no filme King Kong. O seu trabalho merece ser reconhecido, tanto neste filme como no anterior pois a sua performance é o que carrega o filme. Vê-se que houve da parte dele um estudo enorme sobre a espécie e o facto dele se transformar lindamente num macaco de verdade é magnifico. Outras performances do filme, nomeadamente a de Jason Clarke e do legendário Gary Oldman são muito marcantes, só tenho pena de que um actor do calibre de Oldman não tenha mais tempo de ecrã.

Algumas questões sobre Homem vs Animal são constantemente levantadas ao longo do filme e deixam-nos a pensar. Será que somos assim tão diferentes uns dos outros? Fisicamente até pode ser que sim, mas e no que toca a emoções? Liberdade? Sobrevivência? Poder? Sede de vingança? Revolta? É uma história que toca um pouco naquilo que todos nós humanos temos de mais feio.

A banda sonora é algo que também precisa de ser mencionado, pois reflecte perfeitamente todo o meio envolvente. Sombria e por vezes até muito assustadora vai muito bem com tudo aquilo que estamos a ver e com aquilo que cada cena nos quer transmitir.

As cenas de acção estão muito bem feitas e visualmente é um filme muito bonito. As cores e a luz foram impecavelmente estudadas e isso reflectiu-se no resultado final. Alguns planos são absolutamente fabulosos, principalmente quando se trata de cenas de mais acção.

Ao contrário daquilo que eu estava a espera, Dawn of the Planet of the Apes não é apenas mais um blockbuster que vamos ver este Verão. Sim é um bom filme de entretenimento mas com muito conteúdo, que não é só bom visualmente mas também nas mensagens que nos quer transmitir. Fiquei muito surpreendida pela positiva e fica aqui a recomendação.

Dawn of the Planet of the Apes (Planeta dos Macacos: A Revolta) estreou esta quinta-feira passada, dia 17 de Julho e encontra-se em muitas salas de Cinema espalhadas pelo país. Vão ver!







Classificação final: 4,5 estrelas em 5.