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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

my (re)view: Green Book: O Guia (Green Book)


Green Book, de Peter Farrelly

Viggo Mortensen e Mahersala Ali já demonstraram anteriormente o quão são bons naquilo que fazem e em Green Book isso não muda. Os personagens são daquele tipo que cria empatia com o publico, assim como a narrativa está disposta precisamente para puxar para o sentimento e supostamente se conecta connosco. Talvez esse seja mesmo o seu problema, pois acaba por ser demasiado básico e algo que já vimos anteriormente. O filme acompanha a viagem do motorista Tony Vallelonga e do pianista Don Shirley pelo sul dos Estados Unidos ainda durante o tempo em que os negros não podiam frequentar os mesmos espaços que os brancos e mostra a relação que foram criando ao longo dessa viagem. Confesso que não compreendo todo o buzz em torno deste filme. Mais uma história verídica, sobre uma amizade improvável numa época onde poucos ousavam contrariar a sociedade. Inovador? Não. É apenas um filme mediano, doce, divertido, com boas performances, mas com algumas falhas no desenvolvimento de personagens onde a maior parte das pessoas nem vai querer saber. A ideia é a cima de tudo mexer com as emoções de quem vê. Há coisas piores, mas incluir este filme como um dos melhores do ano é sobrevaloriza-lo. O que é certo é que a critica em geral também está a adorar e a mensagem pode ser significativa sim, mas houve melhor cinema durante o ano. É mais um caso onde os actores fazem o filme e pouco mais, em especial Viggo Mortensen que tem aqui mais uma grande performance na carreira.

Classificação final: 3 estrelas em 5.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Crítica: Detroit . 2017


Ninguém pode negar que Kathryn Bigelow sabe o que é criar tensão num filme! Detroit é a mancha agonizante do pesadelo que é a agressividade policial americana perante a comunidade afro-americana que ecoa nas suas raízes históricas. Com muito poder emocional, este é um retrato de exclusão social e controlo por partes das autoridades.

O filme é todo ele suportado por um lado fortemente documental, nomeadamente na sua introdução que vai inserindo as personagens no contexto histórico, uma época onde reinava a discórdia entre policias e negros, que lutavam pelos seus direitos sociais e civis por toda a cidade de Detroit, até chegar ao episódio onde se centra o verdadeiro conteúdo moral desta história e daquilo que foram os eventos reais passados no Algiers Motel em 1967, , algo que acabaria por resultar na morte de três jovens negros e no sequestro e espancamento de outras nove pessoas. Alertados por um alegado tiroteio, depois de revistar o motel e verificar que um suposto sniper não se encontrava no local, um grupo de indivíduos das forças policiais, resolve submeter um grupo de jovens a um jogo mental aterrorizante, consequência do racismo e abuso de poder por parte de representantes da lei.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Crítica: Lion - A Longa Estrada Para Casa (Lion) . 2016


Realizado por Garth Davis, Lion - A Longa Estrada Para Casa é o filme baseado no livro "A Long Way Home" de Saroo Brierley, contando a sua história de vida como pobre menino indiano que se perde da família com apenas cinco anos e vai parar à Austrália à casa de um casal da alta sociedade. 

No final dos anos 80, na Índia, um menino de seu nome Saroo (Sunny Pawar) separa-se do irmão numa estação de comboio, quando este se ausenta para trabalhar. Saroo acaba por ir parar dentro de um comboio a imensos quilómetros de distancia de casa, desorientado e sem saber como regressar para junto do irmão e da mãe. Depois de andar a vaguear pelas ruas durante um tempo, sujeito a muitos perigos e situações complicadas, acaba por ir para a um orfanato. Posteriormente é enviado para a Tasmania, onde começará uma nova vida junto de um casal australiano (Nicole Kidman e David Wenham) que o decide adoptar. Avançamos no tempo vinte anos e encontramos um Saroo (Dev Patel) diferente, sempre transparecendo um certo vazio no olhar, que mesmo com uma vida aparentemente perfeita, se sente cada vez mais incompleto à medida que vai conseguindo relembrar alguns dos momentos que passou com a família biológica. Através da namorada (Rooney Mara) e um grupo de amigos, Saroo descobre a mais recente invenção da Google, o Google Maps e é então que se dedica dia e noite pela busca da sua verdadeira família. Um filme sobre sentimentos e relações que aborda adopção, pobreza e o real sentido de felicidade e do amor sob diferentes formas.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Crítica: Milagre no Rio Hudson (Sully) . 2016


Clint Eastwood resolveu transportar para o cinema, mais um feito americano. Milagre no Rio Hudson é baseado numa inacreditável e aterradora história verídica que ocorreu durante aproximadamente 3 minutos. Transformar isso num filme de 1 hora e 50 minutos não seria tarefa fácil, e a verdade é que se revela numa experiência que sabe a pouco.

Chesley "Sully" Sullenberger (Tom Hanks), um piloto veterano da US Airlines, ficou marcado na história da aviação como o herói que miraculosamente conseguiu aterrar o voo 1549 no meio do Rio Hudson, devido à perda de ambos os motores depois um percurso de apenas cerca de 3 minutos. Horas após o incidente, e mesmo tendo retirado com sucesso os 155 passageiros a bordo, Sully e o co-piloto Jeff Skiles (Aaron Eckhart) viam-se interrogados pela National Transportation Safety Board (organização que investiga acidentes de aviação civis, entre outros, nos EUA), que sugeriam que ambos teriam posto em causa as vidas dos tripulantes, tomando a decisão precipitada de aterrar no rio, ao invés de voltar para o aeroporto de LaGuardia de onde tinham descolado. Sully veria agora a sua vida exposta na imprensa, sendo considerado pelo país como um herói, mas sofrendo uma grande pressão psicológica por parte do inquérito interno que apontava para que fosse erro humano e não da capacidade que os motores teriam para regressar em segurança.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Crítica: A Força da Verdade (Concussion) . 2015


A história sobre uma verdade que se tornou inconveniente demais. Escrito e realizado por Peter Landesman, este drama baseado em factos verídicos, peca pela falta de interesse na própria investigação em si, focando-se mais na parte sentimental e de romance do que propriamente em algo mais.

Quando em 2002 o ex-jogador de futebol americano Mike Webster (David Morse) é encontrado morto dentro da sua carrinha, o seu recente e estranho comportamento leva a suspeitas de que algo o poderia estar a afectar psicologicamente. A sua autopsia vai parar às mãos do nigeriano patologista forense Dr. Bennet Omalu (Will Smith) que rapidamente percebe que não existem razões aparentes para a sua morte. Após uma investigação cuidada, Omalu constata que Webster morreu devido a consecutivos traumatismos cerebrais, causados pelas fortes pancadas dadas ao longo de vários anos, provenientes da violência presente nas regras requerentes à pratica do futebol americano. Atribuindo um nome à doença degenerativa - CTE (Chronic Traumatic Encephalopathy) - Omalu procura ajuda para lançar o alerta na NFL - Federação Nacional de Futebol - mas vê-se enrolado no meio de um assunto a que todos parecem querer fugir. Decidido a prevenir que outros jogadores viessem a sofrer do mesmo, Omalu, mesmo sem saber, declara guerra à NFL, que irá tentar destruir a sua reputação.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Crítica: O Caso Spotlight (Spotlight) . 2015


Há histórias que precisam ser contadas, O Caso Spotlight retrata exactamente o porquê disso. Demonstra não só o poder do jornalismo na sociedade, como revela ser um importante estudo sobre o ser humano e os comportamentos que este adquire quando confrontado com realidades que vão contra as suas crenças. Realizado por Tom McCarthy (que também co-escreveu o argumento), este é sem dúvida um dos melhores filmes de 2015.

Baseado em factos verídicos, esta é a história sobre uma equipa de investigação do jornal Boston Globe denominada de "Spotlight Team", que trouxe à tona casos de pedofilia na igreja, na cidade de Boston e o encobrimento dos mesmos durante anos a fio. Um relato intenso da trajectória e do risco que a equipa de jornalistas correu quando decidiu apurar todos os factos, agindo contra a arquidiocese católica. Liderados por Walter Robinson (Michael Keaton), Mike Rezendes (Mark Ruffalo), Sasha Pfeiffer (Rachel McAdams) e Matt Carroll (Brian d'Arcy James) coordenam forças para investigar o meticuloso caso que lhes vai parar as mãos quando um novo editor, Marty Baron (Liev Schreiber) chega ao jornal. 

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Crítica: Black Mass - Jogo Sujo (Black Mass) . 2015


Se há subgénero dentro dos crime films que me agrade mais do que qualquer outro, são filmes de gangsters. Quer sejam elas histórias verídicas ou ficcionais, este é o tipo de filme que me cativa de maneira especial. Por causa disso mesmo, Black Mass era um dos meus mais esperados para este ano.

Em 1975, James "Whitey" Bulger (Johnny Depp), um perigoso gangster, controla quase todo o crime organizado no Sul de Boston em conjunto com os seus parceiros, liderando o chamado Winter Hill Gang. Enquanto Bulger disputa território com a máfia italiana, vê o seu irmão (Benedict Cumberbatch) em ascensão na carreira politica e um amigo de infância (Joe Edgerton) em progresso no FBI. Devido às circunstâncias surge assim a oportunidade perfeita de passar despercebido e encoberto de toda uma vida de crime, extorsão, drogas, dinheiro e mortes.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Crítica: True Story . 2015


É sempre interessante ver dois actores como Jonah Hill e James Franco fugir àquilo que por norma imaginamos quando pensamos nos seus nomes. É certo que já vimos estes dois interpretar papeis dramáticos no passado, mas visto que estão mais associados à comédia (mais Hill do que propriamente Franco) vê-los fazer algo menos animado e descontraído parece ser um bom desafio. True Story estreou este ano no Festival de Sundance pelas mãos de Rupert Goold e parecia ter tudo para surpreender. Afinal não passa de uma valente decepção.

Baseado no livro de memórias com o mesmo nome, True Story conta a história verídica do assassino Christian Longo (James Franco) acusado de matar a sua mulher e os seus três filhos, vindo mais tarde a fugir para o México, onde foi encontrado pelo FBI usando o nome de um jornalista do New York Times Michael Finkel (Jonah Hill). Depois de ter conhecido Longo e descoberto o porquê deste presumível assassino ter usado o seu nome, Finkel vê aqui a oportunidade da sua vida, acedendo a informações necessárias para poder escrever a "história da sua vida", mas a vontade de triunfar fez com que a sua ingenuidade o impedisse de ver o óbvio. Um filme que procura explorar a relação entre estes dois homens, mas infelizmente sempre de forma muito superficial.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Crítica: Selma - A Marcha da Liberdade (2014)


Data de Estreia: 05-02-2015

David Oyelowo é o actor que faz renascer maravilhosamente a figura de Martin Luther King Jr. numa abordagem bastante sincera e intimista de um dos mais importantes líderes do movimento dos Direitos Civis dos negros. A realização de Selma é da responsabilidade de Ava DuVernay que aqui merecedoramente recebe o destaque da sua carreira, tendo já conseguido marcar a diferença como a primeira mulher negra a ser nomeada na categoria de melhor realizadora nos Golden Globes deste ano.

Muito para além do contexto histórico, este filme é um estudo sobre Martin Luther King Jr. enquanto homem, e não só enquanto figura de destaque no activismo e politica. Mostrando um lado vulnerável e profundo do homem que sempre lutou pela igualdade de direitos, Selma é uma belíssima homenagem à sua pessoa, focando exactamente aquilo que foi e atingiu, aqui nomeadamente, na cidade de Selma no Alabama, onde em 1965 Martin Luther King organizou uma marcha, entre as cidades de Selma e Montgomery, em prol de uma campanha que defendia o Direito de Voto aos negros.

É importante frisar que este filme não é nenhuma biografia completa de Luther King, mas sim um relato dos eventos passados em Selma. Bastante emocional e intrigante, consegue relatar esses mesmos eventos de forma profunda e avassaladora, atingindo o realismo sem ser demasiado forçado ou exagerado, apesar de existir alguma controvérsia no que toca a decisões tomadas pelo Presidente Lyndon Johson que estava no poder na altura (pois Luther King e Johson não teriam uma relação assim tão tensa como o filme sugere) algo que foi intensificado para lhe dar um tom ainda mais dramático.

A bonita cinematografia, atmosfera envolvente e cenas que demonstram uma imensa emoção e profundidade são alguns do factores que o fazem destacar de muitos outros filmes que estamos habituados a ver inseridos no género biopic. Todos os actores também contribuem e muito para o sucesso do filme, para além da magnífica prestação de Oyelowo, actores como Tom Wilkinson, Carmen Ejogo, Tim Roth ou Oprah Winfrey entregam boas performances.

Um olhar bastante significativo e poderoso sobre a importância do movimento dos Direito Civis.






Classificação final: 4,5 estrelas em 5.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Poster & Trailer: Woman in Gold


Woman in Gold é um drama realizado por Simon Curtis (mais conhecido por ter realizado My WeekWith Marilyn em 2011). O filme é baseado na história verídica de Maria Altmann, uma sobrevivente do Holocausto que reside em Los Angeles. Ela e o seu advogado lutaram contra o Governo Austriaco, durante quase uma decada para reaver um quadro do pintor Gustav Klimt que pertencia à sua tia, que na altura da Segunda Guerra foi confiscado pelos Nazis.

O elenco conta com nomes como Helen Mirren, Ryan Reynolds, Daniel Brühl, Tatiana Maslany ou Katie Holmes e tem estreia marcada já para o próximo ano.

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Crítica: Orgulho (Pride) 2014


Data de Estreia: 06-11-2014

Orgulho é um tocante e super bem disposto filme Britânico, baseado numa incrível história verídica que poucos devem ter conhecimento. Com um leque váriado de personagens que entretem desde o inicio até ao fim, contando um pedaço da História do Reino Unido enquanto passa uma importante mensagem de solidariedade, amizade e luta contra o preconceito.

Um grupo de Gays e Lésbicas decide começar uma campanha de solidariedade para angariar dinheiro para ajudar familias afectadas pela "Greve dos Mineiros" de 1984 que começou derivado a divergencias com o governo de Margaret Thatcher, tendo por consequência aflingido a indústria de Carvão. Mais tarde intitulados como o grupo activista "Gays e Lésbicas apoiam os Mineiros" tentam unir-se com a "União Nacional de Minerios" que recusa pois não quer o seu nome associado à comunidade Gay com medo de mais represálias por parte do governo e ficar mal vista aos olhos do povo. Determinados em continuar com a ideia, contactam uma pequena vila de mineiros no País de Gales que aceita de imediato a ajuda e assim se viria a formar uma forte e improvável aliança entre as duas comunidades.

A atmosfera remete-nos perfeitamente para os anos 80 através dos cenários, dos figurinos e da música. O humor é usado sempre de forma inteligente e o poder da mensagem a passar é muito importante. Ambas as comunidades viveram tempos dificeis e uniram forças para os tentar ultrapassar. O filme é absolutamente politico e demonstra todo o preconceito contra a Comunidade Gay durante aquela época abordando também o flagelo do virús do HIV que apareceu em força nos anos 80. É cheio de boa disposição, mas criando sempre um grande impacto no espectador. 

O filme mostra o talento dos vários actores britânicos envolvidos, desde veteranos como Bill Nighy ou Imelda Staunton, nomes bem conhecidos como Paddy Considine, Andrew Scott ou Dominic West e os mais novatos do meio Ben Schnetzer, George MacKay ou Faye Marsay com performances bem à altura de todos os mais experientes do elenco. Uma reunião de grandes talentos num filme só!

Orgulho é um filme tocante com uma mensagem forte que mostra como o preconceito não chega a lado nenhum e o povo todo unido consegue alcançar algo, e que todos temos os mesmo direitos, independentemente da orientação sexual. 











Clafissicação final: 4 estrelas em 5.