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domingo, 19 de agosto de 2018

my (re)view: Tully . 2018


Tully revela o lado sombrio da maternidade, que certamente se conecta com muitas mulheres que já passaram ou estão a passar pelas dificuldades, mas também pelas alegrias que isso acarreta. O melhor de tudo é que mesmo para quem ainda não saiba o que isso é (o meu caso) a experiência se torna emocional, com a magnifica Charlize Theron a dar tudo, para que a sua ligação connosco enquanto expectadores seja a mais real e sentimental possível. Charlize Theron, que continua a optar por escolhas muito interessantes na carreira, estando a crescer cada vez mais e seriamente a tornar-se das mais completas actrizes da sua geração. Aqui temos o factor comédia sempre ligado de forma satírica à vida familiar e ao papel da mulher enquanto dona de casa e progenitora, enquanto vemos situações que poderiam perfeitamente ser reais e inseridas no dia-a-dia de alguém comum, coisa que Jason Reitman consegue atingir em todos os seus filmes, que têm sempre um sabor agri-doce ou não gostasse ele de contar as histórias reais de pessoas que bem poderiam ser reias. Momentos fantasiosos vão-se cruzando connosco, como se estivemos dentro da cabeça da personagem principal, mas nunca desvendando o final que nos espera. Este seria provavelmente o tipo de filme onde não estaríamos à espera da um twist final e isso é o mais surpreendente de tudo e o que o torna ainda mais especial tendo em conta o tema central da história que por sinal é muito sério. Cheguei ao fim do filme com a sensação que será um dos injustiçados deste ano, mas merece grande crédito, não só pelo que significa, mas também pelo que consegue atingir através dos actores e daquilo que eles fazem nos momentos mais significativos. 

Classificação final: 4,5 estrelas em 5.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Crítica: Juno (2007)


Juno, do realizador Jason Reitman (Up in the AirYoung Adult), não é só mais um daqueles filmes sobre erros da adolescência ou sobre gravidez indesejada, é acima de tudo um filme sobre maturidade que foge a todos os clichés habituais de todos os filmes do género.

Juno tem 16 anos e é uma adolescente muito confiante e de bem com a vida. Tenta sempre aceitar tudo na vida com naturalidade e não fugiu à risca quando descobre que esta gravida. Rapidamente arranja uma solução e estando perfeitamente segura de que não esta preparada para ser mãe procura um casal para adoptar a sua futura criança. Mas depressa Juno descobre que tudo o que envolve uma gravidez, tanto fisicamente com psicologicamente, não é assim tão fácil.

A melhor coisa que este filme tem é talvez o facto de nós pensarmos que ele nos está a levar para um certo caminho e afinal tudo o que acontece não é bem aquilo que estamos à espera. Fugindo aos clichés habituais, acaba por se tornar um filme honesto, que aceita as decisões dos personagens sem exigir que sejam julgados pelas escolhas que fazem.

A performance de Ellen Page, que interpreta Juno, é sem dúvida fantástica! Muito natural e verdadeira, mas não só sentimos isso da sua parte mas também do resto do elenco.

No geral, Juno é um filme que com um tom sério consegue ser na mesma divertido, abordando questões essenciais da vida.





Classificação final: 4 estrelas em 5.