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domingo, 27 de maio de 2018

my (re)view: Deadpool 2 . 2018


Holy f*#%$"! sh*t, é impossível não adorar Deadpool! Dentro de um nível completamente diferente de tudo aquilo que já vimos no cinema sobre super heróis, Deadpool é o perfeito anti-herói. Nunca esperei que esta sequela eleva-se a fasquia, mas que pelo menos a mante-se. Foi isso que aconteceu! É completamente impossível ver este filme sem um sorriso patético na cara o tempo todo! Ryan Reynolds é claramente dos melhores castings da história e para além das caras que ficaram conhecidas da primeira grande aparição de Wade Wilson no cinema, juntam-se agora ao grupo Josh Brolin que tem sempre tudo para ser um bom vilão, Zazie Beetz responsável pela elevada dose de girl power e também o jovem Julian Dennison que já tinha brilhado em 2016 num maravilhoso indie de Taika Waititi, The Hunt for the Wilderpeople, que aposto que foi um peso enorme para a escolha deste papel. O que eu mais gosto em Deadpool é que nunca segue regras e aproveita ao máximo as escolhas menos inteligentes a nível de argumento para fazer pouco disso mesmo, tornando o que é banal em algo mais cool e arriscado. Engane-se quem pensar que Deadpool não tem sentimentos, pois desta vez vemos o seu lado mais sentimental e profundo, com uma componente mais sombria e emocional, mas que por sua vez proporciona por isso mesmo momentos ainda mais gloriosos e cheios de acção, ou não fosse o seu realizador, David Leitch também ele responsável por John Wick. Está também bastante presente o conceito de família, união e amizade que não encontrávamos no primeiro filme. É raro quando uma sequela ultrapassa a qualidade do filme original, mas é certo que este não desaponta. Um elenco peculiar, para personagens peculiares, que resulta na perfeição onde Reynolds steals the show com uma perna às costas.

Classificação final: 4 estrelas em 5.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Crítica: Sicario - Infiltrado (Sicario) . 2015


Podemos constatar que Denis Villeneuve tem um certo fascínio por histórias sombrias e misteriosas, que através de uma atmosfera absolutamente envolvente nos transportam para dentro da tela da forma mais hipnotizante que pode haver. Sicario é o perfeito exemplo de um excelente thriller de acção, apenas com alguns aspectos previsíveis mas que não prejudicam em nada a experiência final.

O filme lida com algumas das questões e consequências devastadoras das chamadas guerras da droga entre Estados Unidos e México. Kate Macer (Emily Blunt) é uma agente do FBI responsável por liderar uma unidade especial de narcóticos. Depois de descobrir cadáveres executados por um poderoso cartel, e mesmo com pouca experiência naquilo que é a verdadeira luta contra as drogas, é convidada para participar na missão que levará a cabo a descoberta do líder desse mesmo cartel. Kate e o seu parceiro de unidade (Daniel Kaluuya) seguem as ordens de um conselheiro de justiça (Josh Brolin) e do misterioso colombiano que o acompanha (Benicio Del Toro) sem nunca saber ao certo aquilo que os espera. A inexperiência de Kate torna-se uma angústia constante, o que fará vir ao de cima todas as suas inseguranças e medos reflectidos na sua postura e atitudes, quando começa a por em causa todo o propósito e valor da missão.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Crítica: Vício Intrínseco (Inherent Vice) 2014


Data de Estreia: 19-02-2015

Paul Thomas Anderson está de volta com este magnifico Vício Intrínseco, uma comédia negra adaptada do livro crime-noir psicadélico de Thomas Pynchon, onde seguimos o detective privado Doc Sportello (Joaquin Phoenix), que é contractado por uma ex-namorada para investigar o desaparecimento do seu novo namorado, um magnata rico do imobiliário. Rapidamente a investigação complica e é gerado num enorme labirinto, e uma panóplia de personagens invadem a história, cada um com o seu propósito e interesse no enredo.

Com um estilo super 90's o filme é uma mistura absolutamente perfeita do sombrio, misterioso e bizarro, com a California dos anos 70, com atmosfera muito hippie, como pano de fundo. Envolvente e sedutor, leva-nos numa viagem louca onde saltamos frequentemente da realidade para momentos semi-surreais e fantasiados, momentos esses que nos levam a pensar para além do que estamos a ver, interpretando os seus diferentes significados, coisa a que Paul Thomas Anderson já nos têm habituado nos seus filmes. A magnífica cinematografia e banda sonora que se enquadra perfeitamente a cada cena são outras das mais valias do filme.

Joaquin Phoenix tem uma performance absolutamente cativante e divertida, sempre muito bem apoiado pelo elenco secundário (Benicio Del Toro, Reese Witherspoon, Owen Wilson, Katherine Waterston) que se destaca, mesmo os que não têm muito tempo de ecrã. Dos personagens que se destacam mais, não posso deixar de mencionar Josh Brolin que nos proporciona alguns dos momentos mais hilariantes do filme, liderando todas as cenas em que entra.

Vício Intrínseco é sem dúvida mais um dos triunfos de Paul Thomas Anderson. Uma obra vibrante de um dos realizadores mais completos dos tempos modernos, e pelo qual estou sempre ansiosa em saber o que vai fazer a seguir.







Classificação final: 5 estrelas em 5.