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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Crítica: Lion - A Longa Estrada Para Casa (Lion) . 2016


Realizado por Garth Davis, Lion - A Longa Estrada Para Casa é o filme baseado no livro "A Long Way Home" de Saroo Brierley, contando a sua história de vida como pobre menino indiano que se perde da família com apenas cinco anos e vai parar à Austrália à casa de um casal da alta sociedade. 

No final dos anos 80, na Índia, um menino de seu nome Saroo (Sunny Pawar) separa-se do irmão numa estação de comboio, quando este se ausenta para trabalhar. Saroo acaba por ir parar dentro de um comboio a imensos quilómetros de distancia de casa, desorientado e sem saber como regressar para junto do irmão e da mãe. Depois de andar a vaguear pelas ruas durante um tempo, sujeito a muitos perigos e situações complicadas, acaba por ir para a um orfanato. Posteriormente é enviado para a Tasmania, onde começará uma nova vida junto de um casal australiano (Nicole Kidman e David Wenham) que o decide adoptar. Avançamos no tempo vinte anos e encontramos um Saroo (Dev Patel) diferente, sempre transparecendo um certo vazio no olhar, que mesmo com uma vida aparentemente perfeita, se sente cada vez mais incompleto à medida que vai conseguindo relembrar alguns dos momentos que passou com a família biológica. Através da namorada (Rooney Mara) e um grupo de amigos, Saroo descobre a mais recente invenção da Google, o Google Maps e é então que se dedica dia e noite pela busca da sua verdadeira família. Um filme sobre sentimentos e relações que aborda adopção, pobreza e o real sentido de felicidade e do amor sob diferentes formas.

domingo, 6 de novembro de 2016

Crítica: American Honey . 2016


American Honey provocou burburinho este ano em Cannes. Escrito e realizado pela britânica Andrea Arnold (Fish Tank, 2009) acabou por levar para casa o Prix du Jury. Ora alegre, dinâmico, ora triste e silencioso, alcança na perfeição o seu objectivo, levando-nos numa jornada emocional por caminhos onde se "encontra amor em sítios sem esperança".

Começamos por conhecer Star (Sasha Lane), uma rapariga de dezoito anos, à procura de comida no lixo, com duas crianças mais novas, das quais é obrigada a tomar conta. Cansada das responsabilidades de adulto, e de não poder viver a liberdade do que é ser adolescente, Star parte para a aventura, juntando-se a um grupo de jovens que vendem revistas porta a porta, percorrendo os Estados Unidos, sem nada a perder, prometendo aos outros e a si mesma que irá trabalhar muito e que ninguém dará pela sua falta. Rapidamente Star, fica encantada com a sedução de Jake (Shia LaBeouf), o melhor vendedor do grupo e também agente, sendo ele o responsável pelo recrutamento, às ordens da manager do gang Krystal (Riley Keough). Aqui Star encontra uma realidade diferente, sem responsabilidades onde todos vivem o dia-a-dia sem rumo, dormindo em motéis, com sexo, drogas e álcool lado a lado. A estes jovens vendedores tudo é permitido, com uma condição, trazer o máximo de dinheiro ao fim do dia, de preferência enganando os clientes da melhor maneira possível.

sábado, 5 de novembro de 2016

Crítica: O Herói de Hacksaw Ridge (Hacksaw Ridge) . 2016


Mel Gibson volta à realização e tudo é um misto de emoções. Facilmente conseguimos dizer que é um filme espectacular, belissimo, e ao mesmo tempo ficamos incrédulos com a facilidade com que quase consegue deitar tudo a perder, devido à sua falta de profundidade. Arriscando pouco, com um argumento superficial, segue uma estrutura semelhante a muitas outras histórias baseadas em factos verídicos dentro deste género.

Esta é a história de Desmond T. Doss (Andrew Garfield) um pacifista americano, que conseguiu sobreviver à guerra sem disparar uma bala durante a WWII, na Batalha de Okinawa em Abril de 1945. Prestando apenas auxilio como socorrista, Desmond destacou-se pela sua bravura, o que o levou a receber uma medalha de honra e o título de primeiro Objector de Consciência. Acompanhamos alguns dos momentos da adolescência de Desmond, a relação complicada com o pai (Hugo Weaving) veterano da Primeira Guerra e a descoberta do primeiro amor por Dorothy (Teresa Palmer). Uma história poderosa que apesar de se focar bastante na religião, vai muito para além disso, demonstrando as crenças e moral de um homem e a sua força interior e poder de acreditar, o que o ajudou a alcançar a coragem e bravura necessárias para enfrentar os horrores da guerra, sempre em paz consigo mesmo e cheio de bondade no coração.

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

10ª Edição . LEFFEST '16


Lisbon & Estoril Film Festival '16 | de 4 a 13 de Novembro, um pouco do que de melhor se faz pelo mundo da 7ª Arte vai andar, não só aqui por Lisboa, como por Cascais e pelo Estoril. Uma boa selecção de filmes, diversidade, novos talentos, diversas experiências e a participação de algumas estrelas já fazem parte daquilo que é este festival.

O May the Cinema be with you andará por lá e tentará acompanhar o mais que puder, ou não fosse esta, sem dúvida, uma das minhas alturas preferidas do ano. Espero que o balanço seja mais que positivo.

Para saber tudo sobre a programação: www.leffest.com .

Não percam, porque vale a pena!

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

LEFFEST '15 . (Encerramento)


Terminou ontem, a 9ª Edição do Lisbon & Estoril Film Festival. Passando por vários espaços espalhados por Lisboa e Estoril, o cinema e eventos relacionados com o mesmo, estiveram presentes durante 10 dias de Festival. Para além dos inúmeros filmes e eventos, as homenagens, retrospectivas e de ano para ano a vincada presença de muitos realizador, actores e produtores, são algo que marca bastante este festival, cada vez mais reconhecido no estrangeiro. Para além disto existe também a atribuição de prémios. Nesta edição foram atribuídos os seguintes:

Prémio Melhor Filme Jaeger-LeCoul: 11 Minut, de Jerzy Skolimowski
Prémio Especial do Júri João Bénard da Costa: Chant D'Hiver, de Otar Iosseliani
Prémio Revelação TAP - Melhor Realizador: Brady Corbet por The Childhood of a Leader
Prémio Melhor Curta Metragem: Mother Earth, de Piotr Zlotorowicz
Menção Honrosa: Marasmo, de Gonçalo Loureiro

É sempre bom descobrir o que de melhor este festival tem para nos oferecer, e em 10 dias de festival o balanço é positivo. Tive a oportunidade de visionar 10 dos inúmeros filmes que por lá passaram e confesso que as desilusões foram algumas, mas existem sempre descobertas interessantes, e muitas outras que ficam ainda por descobrir. A baixo ficam todos os links de reviews de filmes do festival. Para no ano há mais LEFFEST!

» Mia Madre, de Nani Moretti 
» Anomalisa, de Charlie Kaufman & Duke Johnson
» Profissionais da Crise, de David Gordon Green
» Manglehorn, de David Gordon Green
» 45 Years, de Andrew Haigh
» A Canção de Uma Vida, de Kate Barker-Froyland
» Diário de Uma Criada de Quarto, de Benoît Jacquot
» Room, de Lenny Abrahamson
» Que Horas Ela Volta?, de Anna Muylaert
» 7 Chinese Brothers, de Bob Byington

domingo, 15 de novembro de 2015

Crítica: 7 Chinese Brothers . 2015


«Exibido no LEFFEST '15»

Escrito e realizado por Bob Byington, 7 Chinese Brothers é uma história bastante simples, sobre o eterno perdedor que parece não ter vontade de encontrar o caminho certo para a sua vida. Sem arriscar muito, o filme consegue ser bem sucedido derivado ao casting perfeito, pois ter Jason Schwartzman a interpretar esse tipo, dá muito mais charme à coisa. 

No filme seguimos Larry (Jason Schwartzman), um sujeito bastante peculiar, que acaba de perder o emprego num restaurante por roubar cinco dólares. No mesmo dia, consegue arranjar trabalho numa oficina de automóveis, onde de imediato se apaixona pela futura chefe (Eleanore Pienta). A sua avó carrancuda (Olympia Dukakis) tenta dar-lhe alguns conselhos para a sua vida, que Larry tende em não seguir, e nem mesmo o seu melhor amigo (Tunde Adebimpe), bem mais determinado e convicto, faz com que Larry encare a vida com outra atitude. Talvez a sua arrogância o impeça de ser totalmente feliz, mas a verdade é que mesmo assim o personagem consegue conectar-se connosco.

sábado, 14 de novembro de 2015

Crítica: Que Horas Ela Volta? . 2015


«Exibido no LEFFEST '15»

A submissão brasileira aos Oscars 2016 - Que Horas Ela Volta? - escrito e realizado por Anna Muylaert, teve a sua estreia no Festival de Sundance deste ano, onde ganhou um prémio do júri, posteriormente vindo a ganhar outro no Festival de Berlim. Um drama que explora as relações entre dois estratos sociais diferentes e também algumas ideias interessantes sob a superfície dos personagens, tanto de forma séria, como com humor.

Val (brilhantemente interpretada por Regina Casé), mulher do nordeste brasileiro, vive há 13 anos em São Paulo, como empregada doméstica na casa de uma família da alta sociedade. Depois de ter criado Fabinho (Michel Joelsas), o filho do casal, Val vive constantemente com a culpa de nunca ter criado a sua própria filha Jéssica (Camila Márdila) que teve que deixar para trás quando decidiu procurar algo melhor para o sustento da sua filha. Inesperadamente Jéssica decide ir para São Paulo, prestar provas para ingressar na faculdade, e Val vê aí a oportunidade de recuperar o tempo perdido. A convivência entre as duas não é fácil, e Jéssica irá provocar variados sentimentos em todos os membros da família.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Crítica: Quarto (Room) . 2015


«Exibido no LEFFEST '15»

O cinema tem o poder imenso de nos transportar para outros mundos e outras realidades. Consegue ter o poder de nos fazer felizes, tristes, e são grandiosos filmes como este, que por isso mesmo, nos tocam profundamente no coração. Realizado por Lenny Abrahamson (What Richard DidFrank) e baseado no romance de Emma Donoghue com o mesmo nome, Room é doce, devastador e capaz de estimular em nós inúmeros sentimentos.

Joy Newsome aka Ma (Brie Larson) e o seu filho Jack (Jacob Tremblay) de cinco anos, vivem em cativeiro na cabana de um jardim. Prisioneira de Old Nick (Sean Bridgers) desde os 17 anos, Joy educou e criou o filho dentro de um espaço mínimo, - por onde a luz passa, apenas através de uma pequena clarabóia - na verdade, o único mundo que Jack conhece. Todas as noites, o raptor visita a cabana para fornecer roupa e alimentos, e enquanto Jack dorme - dentro de pequeno armário - e viola Joy mais uma e outra vez. Desgastada física e mentalmente, ela faz de tudo para que o filho não perceba o verdadeiro porquê da situação em que vive, dando-lhe muito amor, num espaço onde as mais extraordinárias coisas acontecem aos olhos de Jack, pois a beleza do mundo existe porque a sua mãe faz com que esta aconteça, dentro dos horrores daquelas quatro paredes.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Crítica: A Canção de Uma Vida (Song One) . 2014


«Exibido no LEFFEST '15»

Ainda com um pequeno percurso pelas curtas metragens, a realizadora Kate Barker-Froyland estreia-se agora nas longas com este A Canção de Uma Vida. Infelizmente, este revela ser uma tentativa falhada de um tocante romance, aproximando duas pessoas através de uma situação não muito agradável. Romance à parte, também tenta demonstrar a importância que a música tem nas nossas vidas, mas de forma pouco efectiva.

A história segue Franny (Anne Hathaway) uma antropologista que se vê obrigada a regressar a Nova Iorque, quando o seu único irmão e músico, Henry (Ben Rosenfield), sofre um grave atropelamento e fica em coma. Franny, que recentemente se tinha chateado com ele, vive agora em constante agonia e sofrimento, tentando conectar-se com o irmão e perceber o porquê do seu grande amor pela música. Frequentando os mesmos sítios que ele, ouvindo as mesmas músicas que ele, experienciando vários momentos em sítios por onde Henry passava. Um dia, vai ao concerto do artista favorito de Henry, o cantor James Forrester (Johnny Flynn), partilha com ele a história do irmão. Quase de imediato, os dois criam uma ligação forte.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Crítica: 45 Years . 2015


« Exibido no LEFFEST '15 »

45 Years é um drama realizado por Andrew Haigh, também co-escrito por ele, baseado no conto "In Another Country" de David Constantine. Sublimemente interpretado por Charlotte Rampling e Tom Courtenay, o filme dá-nos um olhar simples, honesto, absolutamente devastador, de um casal prestes a comemorar o seu 45º aniversário de casamento.

Quando Geoff (Tom Courtenay) recebe uma carta dizendo que o corpo da sua namorada de há 50 anos foi encontrado nos Alpes, a notícia abala de forma inesperada a sua esposa Kate (Charlotte Rampling), que se sente inquieta com o "reaparecimento" deste antigo amor. É partir daí, e durante a semana de preparação para a festa de aniversário de casamento, que os fantasmas do passado começam a interferir na vida do casal e atitudes de cada um, e um casamento de uma vida, começa a ser posto em causa por Kate. Será que ao fim de 45 anos, valeu a pena? Um conto que demonstra muito do quanto o ser humano gosta de guardar segredos que não compartilha com mais ninguém, que não consigo mesmo. A bela demonstração de que como uma revelação, pode mexer com a cabeça e sentimentos de qualquer um, trazendo desconfiança e dúvidas quando se pensava ter todas as certezas.

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Crítica: Manglehorn . 2014


«Exibido no LEFFEST '15»

Depois do subestimado Joe (2013), David Gordon Green, resolve continuar a apostar em caminhos mas sombrios, com algo mais profundo e introspectivo, mas acontece que Manglehorn, não detém a mesma capacidade de cativar o espectador, nem mesmo com um nome como Al Pacino associado a ele. 

O filme tenta fazer o estudo de um personagem chamado Manglehorn (Al Pacino), que possui uma loja de chaves numa pequena cidade do Texas. Recatado e solitário, passa os seus dias a trabalhar e a cuidar da sua gata, pensando nos erros do passado, lamentando a vida que poderia ter tido, se a mulher que mais amou não lhe tivesse escapado das mãos. Tem uma relação distante com o seu único filho (Chris Messina) e uma simpática relação com a empregada do seu banco (Holly Hunter). Para além destes, alguns outros personagens menores são introduzidos na história, mas na verdade nenhum deles adiciona nada de relevante, e mesmo a forma como todos eles são apresentados e a dinâmica entre si, não causam grande impacto ou interesse no espectador.

domingo, 8 de novembro de 2015

Crítica: Profissionais da Crise (Our Brand is Crisis) . 2015


» Exibido no LEFFEST '15 «

Pode dizer-se que David Gordon Green é um dos realizadores mais versáteis dos últimos anos. Sem medo de se aventurar pelos mais variados géneros, abordando diferentes temas, esta foi a vez de mexer com algo bem actual que quer dizer mais sobre o mundo da política do que podemos pensar. Profissionais da Crise é o retrato mais satírico daquilo que são as campanhas eleitorais na política, mas não cativa o suficiente ao ponto de se tornar um grande filme.

Baseado em factos verídicos do documentário de 2005 com o mesmo nome, o filme gira em torno e uma equipa de americanos (Sandra Bullock, Anthony Mackie, Ann Dowd, Scott McNairy e Zoe Kazan) contratada por um candidato à presidência da Bolívia (Joaquim de Almeida), com o objectivo de o fazer ganhar as eleições desse ano. Jane "Calamity" Bodine (uma Sandra Bullock menos séria e muito mais goofy do que esperava tendo em conta o tema) é a responsável por toda a estratégia da campanha eleitoral, tendo que lidar com os obstáculos criados, por um velho inimigo nestas andanças, Pat Candy (Billy Bob Thornton) que trabalha a favor de outro dos candidatos. Revelando-se ser afinal, mais sobre Jane do que qualquer outra coisa, o cinismo e manipulação na politica passam para segundo plano, e deparamo-nos mais com um filme sobre a estabilidade emocional e dilemas de Jane, do que propriamente qualquer outra coisa mais. 

sábado, 7 de novembro de 2015

Crítica: Anomalisa . 2015



» Exibido no LEFFEST '15 «

Da mente genial de Charlie Kaufman (responsável pela criação de obras como Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Being John Malkovich ou Adaptation) chega agora o igualmente cativante e significante Anomalisa, uma animação stop-motion que para além de escrita por si, é co-realizado com Duke Johnson.


Michael Stone (voz de David Thewlis) é um escritor de livros motivacionais de sucesso, que acaba por se revelar aos poucos uma pessoa diferente da pessoa confiante que faz transparecer nos seus livros. Michael é afinal, um homem bastante solitário e deprimido. Inglês de berço, mas a viver em Los Angeles com a sua mulher e filho, teria tudo para ser feliz, mas acontece que não é bem assim. Vivendo constantemente asfixiado pelo mundo que o rodeia, rapidamente percebemos que Michael não consegue diferenciar qualquer ser humano. Quer seja, mulher, homem, criança, pessoa distante ou parente próximo (todos na voz de Tom Noonan), todos têm a mesma voz e fisionomia.  Mas é a quando de uma viagem a Cincinnati para uma conferência sobre um dos seus últimos livros, conhece Lisa (voz de Jennifer Jason Leigh) alguém que aos seus olhos é completamente diferente de todos os outros fantoches que conhece. A doce Lisa, revela-se imperfeita, insegura, peculiar e é por isso mesmo Michael se apaixona por ela de imediato. 

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

LEFFEST '15 . (Apresentação)



Arranca hoje a 9ª Edição do Lisbon & Estoril Film Festival. Até dia 15 de Novembro, Lisboa e Estoril vão exibir um pouco do que de melhor se faz no cinema, mas não só. Como tem vindo a ser hábito, para além da forte programação, outros eventos - como exposições, música, artes plásticas entre outros - o festival aposta sempre em actividades de interacção com o público, nomeadamente contando com a presença de realizadores, produtores e artistas que se disponibilizam para masterclasses, reflexões e debates proporcionando agradáveis experiências aos espectadores e fãs desta festa! 

O programa é sempre diversificado, e cada vez mais acessível a vários gostos. De antestreias a retrospectivas, é fácil encontrar algo interessante para ver, pelos vários espaços escolhidos pelo festival para realizar as projecções e eventos. Para quem gosta de cinema e não só, aqui fica o convite para descobrir um dos melhores e mais interessantes festivais que se faz em Portugal, que continua em constante crescimento, cada vez mais reconhecido e falado pelo mundo. O May the Cinema be with you vai andar por lá, portanto espero conseguir descobrir obras significativas para as podes partilhar convosco.

Para saber mais sobre a programação, horários e outras coisas mais consultem a página: http://www.leffest.com

domingo, 23 de novembro de 2014

Crítica: 20,000 Days on Earth 2014


Data de Estreia: 20-11-2014

Nick Cave é o que se pode chamar de verdadeiro homem do espectáculo. O carísmatico músico, cantor, autor, escritor e até actor, que tem sem dúvida o seu maior destaque enquanto vocalista da banda de rock "Nick Cave and the Bad Seeds".

Em 20,000 Days on Earth seguimos como que umas imaginárias 24 horas na vida de Nick Cave, onde exploramos a mente quase brilhante e ao mesmo tempo louca do homem e não da figura pública. Contando algumas das peripécias da sua vida como cantor, explorando a sua infância e vida pessoal caminhamos de uma forma muito profunda e poética até cada revelação e conversação com todos aqueles que se vão cruzando com Cave durante o filme. Descobrimos afinal que tal como qualquer ser humano, tem fraquesas e frustrações, pontos fortes e fracos que o próprio não se preocupa em revelar. O melhor de tudo é que todo o seu processo creativo é algo extremamente envolvente. 

Realizado por Iain Forsyth e Jane Pollard e escrito pelos dois com a colaboração do próprio Nick Cave, este documentário consegue ir para além do que é o cinema documental feito até então e ganha imensos pontos pela sua brilhante originalidade. Ele combina ficção através de tecnicas cinematográficas bastante comuns e diferentes do documentário em si, com a parte verdadeira, realista e sempre fiel aos sentimentos que Cave transmite no momento, mas sempre deixando um lado misterioso daquilo que é a sua persona.

A ideia de juntar os factos reais com momentos encenados resulta na perfeição e são exemplo disso todas as cenas no carro de Cave quando ele viaja ao lado de figuras que fizeram parte do seu percurso profissional, e que ali o fazem reconsiderar decisões tomadas ao longo da carreira, com dialogos absolutamente naturais, e todos eles desaparecem por magia, como que fantasmas do passado que por um lado o continuam a atormentar mas por outro lhe dão força para continuar com o seu lado artístico creativo. 

É como que uma bela e poética homenagem à sua carreira, feita de uma forma impecável. Não é um filme essencial só para quem seja fã da banda ou do próprio Nick Cave, pois mesmo que saibam pouco sobre este homem, o filme cativa de uma tal forma que é impossivel não termos interesse pelo que estamos a ver.





Classificação final: 4 estrelas em 5.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Wes Anderson | De volta ao Stop-Motion ?


Wes Anderson, convidado deste ano no Lisbon & Estoril Film Festival, esteve no passado dia 8 de Novembro, no Cinema Monumental para apresentar um dos filmes escolhidos por si, O Ouro de Nápoles de Vittorino De Sica. Depois do filme o realizador esteve à conversa com o público numa masterclasse onde falou um pouco sobre a sua carreira e influências.

Depois do seu último e fantástico filme O Grande Budapeste Hotel, que saiu nos primeiros meses deste ano, Wes Anderson confessou que ele e Roman Coppola estão a escrever um próximo projecto que poderá ser um stop-motion que terá uma estrutura semelhante à de O Ouro de Nápoles.

A primeira vez que experimentou este território, com o filme Fantastic Mr. Fox (2009) saiu-se muito bem, portanto vamos esperar para ver se esta promessa será mesmo para ser concretizada.

@LEFF Masterclass - Wes Anderson e Paulo Branco, 8 de Novembro de 2014

sábado, 1 de novembro de 2014

LEFF 2014 | Wes Anderson e Laurie Anderson


Foi anunciado a cerca de uma hora dois nomes adicionais aos convidados do LEFF deste ano, Wes Anderson e Laurie AndersonWes Anderson vai estar presente dia 8 de Novembro no Espaço Nimas para apresentar o filme O Ouro de Nápoles de Vittorino de Sica e dia 10 de Novembro no Centro de Congressos do Estoril para apresentar o filme Sadie McKee de Clarence Brown.


A artista Americana Laurie Anderson estará presente no dia 10 de Novembro no Espaço Nimas para uma conversa com o público.


Não posso esconder o meu enorme entusiasmo à cerca desta noticia visto que Wes Anderson é sem dúvida um dos realizadores mais originais hoje em dia, com uma filmografia de identidade muito própria e tenho a certeza que, apesar de não ter a ver com nenhum dos seus filmes em especial, será muito interessante partilhar esta experiência com o público.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

LEFF 2014 | Homenagens


[Tal como tinha dito no primeiro post que fiz sobre o LEFF deste ano, resolvi  dar a conhecer as diferentes secções do Festival em posts separados.]

John Malkovich e Maria de Medeiros serão os grande homenagedos desta edição. 

John Malkovich estará inclusivé presente ao longo do festival acompanhando a sua homenagem, participando em diversos encontros conversando com o público. Serão exibidos filmes não só onde ele entra como actor, mas também filmes que produziu, realizou e até peças de teatro em que participou e adaptou. Entre os 12 filmes desta homenagem estão filmes como The Dancer Upstairs (realizador), The Perks of Being a Wallflower (produtor), Juno (produtor), Libra ou Balm in Gilead (peças de teatro, a primeira adaptada por si). Com certeza que esta homenagem será um dos pontos altos desta 7.ª Edição do Festival.

Maria de Medeiros, outra das homenageadas, terá em exibição 17 filmes. Tanto filmes que realizou como os que entra como actriz. Foi a própria que fez essa selecção e entre estes 17 estão filmes como Capitães de Abril (realizadora e actriz), Viagem a Portugal (actriz), Adão e Eva (actriz), As Aventuras do Homem Invisível (realizadora) ou Pulp Fiction (actriz).

Para saber mais sobre os outros filmes em destaque desta secção consultem as páginas: 


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

LEFF 2014 | Selecção Oficial | Em Competição


[Tal como tinha dito no primeiro post que fiz sobre o LEFF deste ano, resolvi  dar a conhecer as diferentes secções do Festival em posts separados.]

A Selecção Oficial | Em Competição, é composta por 12 filmes de vários cantos do mundo que têm uma menor visibilidade internacional, e que de outra forma não chegariam as nossas salas. Com o objectivo de divulgar o trabalho de jovens realizadores, descobrindo várias culturas e identidades.

Alguns dos destaques desta secção vão ser:

P'tit Quinquin é um adolescente que vive no norte de França e tenta ocupar as férias fazendo o que pode com os seus amigos. Um dia vê um helicóptero a sobrevoar a praia e a retirar uma vaca, que faz parte de uma investigação policial pois na sua barriga encontra-se uma mulher esquartejada.


Phoenix a história de Nelly Lenz uma sobrevivente de um campo de concentração que ficou desfigurada. Após uma cirurgia de reconstrução parte em busca do seu marido Johnny, que quando a encontra não a reconhece. Ainda assim, considerando a mesma parecida com a sua mulher, que ele pensava ter falecido, pede-lhe que o ajude a reclamar uma fortuna que ela deixou.


Hermosa Juventud o retrato do casal Natalia e Carlos de 20 anos. Estão muito apaixonados, mas ambos não tem grandes ambições na vida. Decidem fazer um filme porno para ganharem algum dinheiro, mas o nascimento da sua filha Julia irá trazer uma grande mudança.


Dos Disparos Mariano, um adolescente de 17 anos que um dia encontra um revolver em casa, sem razão aparente resolve disparar duas vezes sobre si. Sobrevive. E esta é a história de como Mariano e a sua familia reagem a esta situação.


Para saber mais sobre os outros destaques desta secção consultem a página: http://www.leffest.com/pt/seccoes/em-competicao 

domingo, 26 de outubro de 2014

LEFF 2014 | Selecção Oficial | Fora de Competição


[Tal como tinha dito no primeiro post que fiz sobre o LEFF deste ano, resolvi  dar a conhecer as diferentes secções do Festival em posts separados.]

A Selecção Oficial | Fora de Competição, tem o objectivo de divulgar ao público em antestreia nacional alguns dos filmes mais esperados do ano, abrangindo as multiplas variantes do mundo cinematográfico.

Alguns dos maiores destaques desta secção vão ser: 

Saint Laurent o filme que irá abrir o festival este ano. A biografia do estilista francês Yves Saint Laurent, que este ano pela primeira vez no Festival irá como que introduzir uma nova secção de eventos e conversas sobre a importância da Moda também no mundo do Cinema.


Mapa das Estrelas o último filme de David Cronenberg, que mostra o lado negro de Hollywood e da busca de novas celebridades. Com um leque variado de actores conhecidos, num filme que já valeu a Julianne Moore a Palme d'Or para Melhor Actriz este ano no Festival de Cannes.


Mommy que conta a história de uma mãe solteira que fica com a guarda do filho impulsivo e violento, que tentando lidar da melhor maneira com a situação vai ter a preciosa ajuda de uma vizinha. O filme foi nomeado no Festival de Cannes para a Palme d'Or.


Welcome to New York O polémico filme protagonizado por Gérard Depardieu baseado na suposta vida de luxo e escandalos sexuais do político francês Dominique Strauss Kahn.


Dois Dias, Uma Noite um retrato do desemprego que se vive um pouco por toda a Europa com uma performance de Marion Cotillard já muito elogiada.


20,000 Days on Earth o filme que tenta não só demonstrar todo o processo creativo de Nick Cave, o vocalista dos Nick Cave and The Bad Seeds, mas também o lado mais verdadeiro do seu ser, para além do mundo artístico.


Estes são só alguns dos destaques. Esta Secção conta ainda com mais 15 filmes. Para saberem mais sobre eles consultem a página: http://www.leffest.com/pt/seccoes/fora-de-competicao