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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Crítica: Aliados (Allied) . 2016


Robert Zemeckis aposta pela primeira vez num drama passado durante a Segunda Guerra, que tem mais de thriller romanceado com muito glamour, do que propriamente algo focado no período histórico em que se insere. 

O agente secreto Max Vatan (Brad Pitt) acaba de aterrar de para-quedas no Norte de África e dirige-se para Casablaca, onde tem como missão assassinar o embaixador alemão e terá como ajuda a belissima Marianne Beusejour (Marion Cotillard) agente da Resistência Francesa. Marianne tem já o terreno preparado e quando Max lá chega, os dois têm de fingir ser casados e impressionar os nazis locais que entretanto foram criando amizade com Marianne. Ambos têm de ser credíveis não causando quaisquer suspeitas, e rapidamente a relação profissional entre os dois se torna algo mais e os dois se apaixonam. Depois da missão ambos escapam e Max pede a Marianne que volte com ele para Londres e se casem. Com esta relação a avançar tão rapidamente, suspeitas sobre a verdadeira identidade de Marianne se levantam e as suas intenções para com Max começam a ser questionadas.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Crítica: Macbeth . 2015


Já foram inúmeras as adaptações do clássico Macbeth, uma das obras mais famosas de sempre do dramaturgo inglês William Shakespeare. Qualquer que seja o formato, a verdade é que esta história de ambição e poder continua a cativar nos dias de hoje, e esta nova e apaixonante adaptação de Justin Kurzel, chega agora às nossas salas no mês em que se celebram os 400 anos da morte de Shakespeare.

Macbeth (Michael Fassbender), general de Glamis, ouve de três bruxas a profecia de que um dia se tornará rei da Escócia. Assombrado pela ideia, consumido pela ambição e encorajado por sua esposa Lady Macbeth (Marion Cotillard) os dois arranjam um plano onde primeiramente acolhem e acarinham o Rei Duncan (David Thewlis) para mais tarde o assassinar, algo que faria com que Macbeth se apodera-se do trono. Mas o homem que outrora fora guerreiro destemido, vê-se agora consumido pela ganância e desejo ao mesmo tempo que cultiva em si um enorme sentimento de culpa e paranóia que não está a conseguir controlar. As consequências da sua decisão vão muito para além do poder que se recusa a abdicar, e as mortes começam a ser cada vez mais frequentes, uma vez que se vê obrigado a ir eliminando todos os que possam ameaçar a sua posição.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Crítica: Dois Dias, Uma Noite (Deux Jours, Une Nuit) 2014


Data de Estreia: 20-11-2014

Dois Dias, Uma Noite é um retrato daquilo por que muitos estão a passar na Europa dos dias de hoje, onde a crise faz cada fez mais vitimas sem querer saber das consequências.

Sandra (Marion Cotillard) acaba de passar por uma grande depressão, mas já pronta para voltar ao trabalho descobre a empresa para a qual trabalha propos aos seus empregados a opção de escolherem um prémio em dinheiro, em troca do seu despedimento. Sandra tem agora um fim-de-semana para convencer os seus colegas de trabalho a abdicar do prémio em dinheiro para poder manter o seu posto de trabalho.

Bastante modesto e extremamente realista é capaz de nos fazer entrar na vida de Sandra, sentindo cada momento como se estivemos ao lado dela durante esta jornada de dois dias e uma noite. A forma simplista como está filmado resulta na perfeição para aquilo que quer representar, fazendo nos sentir constantemente ao lado desta mulher. A parte moral e social tem grande peso na história, acabando por ser no fundo um estudo do ser humano, do seu comportamento e atitudes. Demonstrando emoções reais de forma convincente é impossivel ficar indiferente ao sofrimento desta mulher.

Marion Cotillard demonstra mais uma vez as suas excelentes capacidades como actriz, na performance absolutamente poderosa e profunda de uma mulher psicologicamente perturbada. Com uma bonita familia, marido que a apoia, mas com um passado que não sabemos ao certo qual é, mas que ainda a atormenta imenso. A sua performance consegue partir o coração de qualquer um, tendo um impacto muito forte no espectador.

Dois Dias, Uma Noite é um filme que com pouco consegue demonstrar muito, criticando por um lado a parte social mas deixando a forte mensagem de que se lutarmos, nos tornamos mais fortes, pois se tivermos firmeza suficiente e acreditarmos em nós, há sempre uma luz ao fundo do túnel.








Classificação final: 4,5 estrelas em 5.