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domingo, 28 de janeiro de 2018

my (re)view: Suburbicon . 2017


Confirmam-se os rumores. Um dos filmes pelos quais mais aguardava é uma das grandes desilusões do ano que passou. Suburbicon, é a mais recente colaboração de George Clooney com os Coen Borthers, Clooney ao leme da realização com o argumento dos irmãos, dos quais sou muito fã. Suburbicon tinha tudo para ser um thriller bem sucedido, passado nos anos 50, decor impecável e banda sonora a condizer, daquelas que entra na vibe. Mas a narrativa é super mal concedida, com imensos plot holes e boas ideias que infelizmente estão completamente mal sincronizadas com a hostória central. Ver Julianne Moore e Matt Damon no meio disto é meio que estranho, pois os seus personagens nunca chegam sequer a definir as suas verdadeiras convicções, já para não falar de Oscar Isaac que é creditado como personagem principal e talvez nem chegue a aparecer cinco minutos. Uma história sobre um assassinato estranho e uma série de eventos consequentes a ele, misturado com um subplot racial, que tem boas intensões mas não passa disso. Conseguimos tirar a ideia principal e a sua mensagem, mas o caminho até lá chegarmos não esteve à altura do mesmo. Um tiro completamente ao lado. Já percebo o porquê disto ter passado tão despercebido, e de ter sido tão mal recebido. Eu ainda tinha esperanças.

Classificação final: 2 estrelas em 5.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Crítica: Jason Bourne . 2016


Matt Damon está de volta ao papel mais icónico da sua carreira. O resultado não é mau, mas está muito longe de ser fantástico. Apesar dos recheios confirmados que teria em relação a este novo segmento da franquia, a acção está garantida, naquele que será provavelmente o melhor filme de acção deste Verão.

Passados 9 anos, estamos perante o quarto filme, em que Paul Greengrass e Matt Damon formam dupla, para reviver mais uma vez o passado obscuro de Bourne. Depois de The Bourne Identity (2002), The Bourne Supremacy (2004), The Bourne Ultimatum (2007) e do spinoff com Jeremy Renner, The Bourne Legacy (2012), aqui está o regresso do memorável assassino da CIA que perdeu a memória. O mundo vive tempos conturbados e após o seu desaparecimento no fim do último filme, Jason Bourne (Matt Damon) reaparece para prestar auxilio a Nicky Parsons (Julia Stiles) parceira de longa data, que acabaria por descobrir revelações intrigantes sobre a operação que envolveu Bourne. Enquanto isso, um novo programa intitulado de Iron Hand, está preparado para iniciar, com o objectivo de o executar, iniciando assim uma caça ao homem, ao mesmo tempo que Bourne continua ainda em busca de sobre o seu passado e da sua família.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Crítica: Perdido em Marte (The Martian) . 2015


Ridley Scott tem uma carreira feita de altos e baixos e depois de alguns dos seus últimos filmes não terem tido a melhor das recepções, The Martian era uma incógnita. Apesar do elenco de peso - coisa a que Scott já nos habituou - a história teria um quê de semelhante com algumas obras sci-fi que temos assistido, não há tão pouco tempo atrás. As imediatas parecenças com Gravity ou Interstellar fizeram com que as minhas expectativas não fossem as mais elevadas. E o resultado é surpreendente.

Durante uma missão arriscada em Marte, o astronauta Mark Watney (Matt Damon) é deixado para trás. Depois da sua presumível morte, a sua tripulação segue de imediato caminho para a Terra. Ele luta dia-a-dia pela sobrevivência na atmosfera de um planeta que não está preparado para o receber. Vamos observando o seu quotidiano, novas descobertas, experiências, frustrações, angústias mas também alegrias, enquanto vai tentando encontrar formas de entrar em contacto com outros. Ao descobrir sinais de que Watney poderá estar vivo, a NASA tenta arranjar um plano de salvamento antes que seja tarde demais.

domingo, 10 de agosto de 2014

Crítica: The Zero Theorem (2014)


“Para que vivo?” - Uma das citações do personagem principal deste filme e a questão fulcral deste filme. Logo no inicio, conseguimos prever que nos espera algo extremamente filosófico.

Em The Zero Theorem seguimos o hacker de computadores Qohen Leth, que trabalha para uma empresa chamada Mancom. O seu trabalho consiste em decifrar o suposto impossível “Teorema Zero”, o teorema que irá descobrir qual é afinal o propósito da existência humana. Qohen é um homem obsessivo, muito estranho e solitário e é constantemente interrompido pelo dono da empresa, o imponente Management que lhe irá tentar dificultar o caminho, colocando-lhe certos obstáculos. Qohen é muito metódico e irá ficar completamente desorientado.

Sabemos que Qohen espera ansiosamente por um telefonema que pelo que percebemos lhe irá trazer finalmente algo que ele tanto deseja, mas durante todo o filme não sabemos ao certo ao que se refere e isso é por vezes um pouco frustrante.

Esta história é passada num futuro um pouco estranho onde tudo parece ser desajeitado e tonto, mas resulta muito bem! Todo aquele mundo é muito interessante e todos os cenários criados são absolutamente brilhantes!

Christoph Waltz é um actor muito versátil, vê-lo neste papel complexo foi muito bom! Apesar de só entrar em muito poucas cenas no filme, também achei interessante ver Matt Damon num papel mais bizarro do que é costume. Tilda Swinton, mais uma vez maravilhosa num papel muito à sua medida e também gostaria de referir o jovem actor Lucas Hedges pelo bom trabalho.

O filme mostra uma forte avaliação acerca da existência humana onde - e passo a citar uma ideia transmitida no filme - “o caos rende”. Quando a sociedade é levada a acreditar em algo superior - tal como Qohen acreditava fielmente que aquela tal chamada seria a resolução dos seus problemas e o fim da sua vida solitária – o ser humano encontra conforto e a sua vida passa a ser insignificante, pois a espera passa a ser a razão da vida… E será essa a espera de algo melhor depois da existência? Será que os humanos só tem o propósito de seguir a jornada da vida com o objectivo de chegar a eterna paz e felicidade? É essa espera que fez com que o personagem principal tivesse vivido toda uma vida insignificante, mas quando descobre a amizade e o amor é quando se começa a aperceber que a vida é muito mais do que ficar sentado a espera que algo bom caia do céu.

A meu ver, o filme é uma inteira metáfora e talvez critica controversa para aqueles que acreditam em qualquer tipo de religião. Também é certo de que para termos fé não precisamos de pertencer a nenhuma religião específica, mas a verdade é que a fé sempre moveu as pessoas, e se tivermos muita fé é mais fácil de chegar a certos objectivos.

The Zero Theorem pode ser um filme estranho, mas sem dúvida muito inteligente. Contudo acredito que não vá agradar a qualquer um.






Classificação final: 3,5 estrelas em 5.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Crítica: The Monuments Men (2014)


The Monuments Men era um dos meus filmes mais esperados para este ano. O que aconteceu é que os pobres comentários foram tantos que eu acabei por perder o interesse em ir vê-lo enquanto esteve em exibição nos cinemas por volta do inicio deste ano. Após estes meses finalmente tomei a decisão de vê-lo.

Eu sempre gostei de filmes relacionados com a Segunda Guerra Mundial, todas as histórias com base nela causam-me interesse por isso o meu interesse por este filme foi imediato, ainda com o acréscimo da quantidade de grandes nomes associados a ele. Mas como em muitos outros filmes o elenco não foi capaz de salvar o filme.

Este filme quer elogiar o trabalho dos valentes homens que andavam à procura de arte roubada por Hitler durante a guerra. Hitler roubou e escondeu uma grande quantidade de obras de arte famosas dos maiores pintores e artistas de sempre no mundo. Se Hitler perdesse a guerra já estava programada a destruição de todas essas obras de arte e um grupo de homens estava disposto a literalmente arriscar as suas vidas pela Arte! Se eles não tivessem sido bem sucedidos talvez hoje não tivéssemos algumas das incríveis obras de arte de todos os tempos.

Enquanto realizador deste filme George Clooney quer realçar este aspecto. Durante todo o filme sentimos que aqueles homens adoravam o que estavam a fazer, estando realmente comprometidos com a sua missão. O que Clooney não foi capaz de fazer foi mostrar mais momentos deste grupo enquanto equipa. Era preciso aprofundar mais os personagens e alguns precisavam de mais tempo de ecrã. Bill Muray, John Goodman, Cate Blanchett, Matt Damon, Jean Dujardin, todos eles não tiveram oportunidade de ter momentos brilhantes no filme. A parte romantizada do filme entre Matt Damon e Cate Blanchett precisava de mais profundidade. A química entre os dois foi óptima e surpreendentemente (e digo surpreendentemente porque é suposto nos focarmos na história de arte roubada) as suas cenas foram as que eu mais gostei.

O ritmo não é o melhor. Há momentos muito lentos onde perdi o interesse e comecei a distrair-me, felizmente como queria saber mais sobre o que estes grandes heróis fizeram, isso foi o que me ajudou a ficar focada até ao fim. Também senti que algumas cenas foram desnecessárias e outras que precisavam ser mais desenvolvidas foram deixadas para trás.

The Monuments Men não é o filme incrível que eu estava a espera, mas com uma grande história e grandes actores, só por isso merece um certo crédito. Certamente não é fantástico, mas pelo menos mostrou-nos um lado da Segunda Guerra Mundial que nunca foi explorado em filme antes, mesmo que infelizmente tenha sido pobre.






Classificação final: 2,5 estrelas em 5.

Alguns dos verdadeiros heróis desta história, intitulados como "The Monuments Men"