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terça-feira, 9 de maio de 2017

Crítica: Música a Música (Song to Song) . 2017


Sabemos bem que Terrence Malick tem um jeito especial de fazer filmes, onde por vezes chega a ser difícil explicar o existente fascino pelas suas obras. Apesar de parecer, este não é definitivamente um filme sobre música, é mais uma vez um filme sobre pessoas e relações, sem nunca esquecer o habitual voiceover que acompanha a beleza natural que é a vida, aos olhos do realizador. Nem sempre equilibrado, nem sempre claro, mas é difícil não admirar o trabalho tão próprio e intimo de Malick.

Com o cenário central do South by Southwest Music Festival, o famoso festival de música da cidade de Austin no Texas, Música a Música segue os caminhos entrelaçados de dois casais, a aspirante a música Faye (Rooney Mara), o produtor musical Cook (Michael Fassbender) namorado de Faye, BV (Ryan Gosling) outro músico e também namorado de Faye, e a insegura empregada de mesa Rhonda (Natalie Portman) que casa com Cook. A cima de tudo esta é uma história sobre paixão, sedução, ambição e traição onde tentamos desvendar as peças soltas de um puzzle, através da peculiar narrativa de Terrence Malick, sempre complexa e sempre diferente. 

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Crítica: Macbeth . 2015


Já foram inúmeras as adaptações do clássico Macbeth, uma das obras mais famosas de sempre do dramaturgo inglês William Shakespeare. Qualquer que seja o formato, a verdade é que esta história de ambição e poder continua a cativar nos dias de hoje, e esta nova e apaixonante adaptação de Justin Kurzel, chega agora às nossas salas no mês em que se celebram os 400 anos da morte de Shakespeare.

Macbeth (Michael Fassbender), general de Glamis, ouve de três bruxas a profecia de que um dia se tornará rei da Escócia. Assombrado pela ideia, consumido pela ambição e encorajado por sua esposa Lady Macbeth (Marion Cotillard) os dois arranjam um plano onde primeiramente acolhem e acarinham o Rei Duncan (David Thewlis) para mais tarde o assassinar, algo que faria com que Macbeth se apodera-se do trono. Mas o homem que outrora fora guerreiro destemido, vê-se agora consumido pela ganância e desejo ao mesmo tempo que cultiva em si um enorme sentimento de culpa e paranóia que não está a conseguir controlar. As consequências da sua decisão vão muito para além do poder que se recusa a abdicar, e as mortes começam a ser cada vez mais frequentes, uma vez que se vê obrigado a ir eliminando todos os que possam ameaçar a sua posição.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Crítica: Steve Jobs . 2015


Danny Boyle tem sempre algo de vibrante e elegante nos filmes que faz, pelo qual seria provavelmente a pessoa perfeita para conduzir um biopic sobre o génio Steve Jobs, e quando aliado com o grande argumentista, Aaron Sorkin, ainda melhor.

Inspirado na biografia escrita por Walter Isaacson o filme foca apenas três dos lançamentos mais significativos da carreira de Jobs, em 1984, 1988 e 1998. Captando os momentos passados antes de cada apresentação, é nos bastidores que vários detalhes biográficos nos são apresentados de forma bastante engenhosa e genial, tudo graças à magnifica escrita de Sorkin e à dinâmica realização e edição que nos fazem seguir ao pormenor cada personagem. A maneira hostil e egocêntrica como Jobs lidava com todas as pessoas que foram passando pela sua vida profissional e pessoal, podem ter sido concerteza dramatizadas ou exageradas, mas nunca de forma a que soem a falso. Um filme cheio de cenas intensas, frenéticas, por vezes claustrofóbicas, diálogos inteligentes, onde as várias personalidades se destacam e as suas ideias vão muito alem do óbvio. Entretenimento e substancia andam de mãos dadas, num dos melhores e singulares biopics já antes vistos.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Crítica: Slow West 2015


Para quem se considera cinéfila, não há razões aparentes para nunca ter explorado devidamente o estilo Western, mas o que é certo é se devem contar pelos dedos de uma mão a quantidade de filmes que vi do género. Slow West fez parte da selecção de filmes do Festival de Sundance deste ano e acabou por ganhar um dos prémios (o World Cinema Grand Jury Price: Dramatic), o elenco foi outro dos factores pelo qual me chamou a atenção e desde então ficou agendado na minha watchlist.

Este é um conto sobre Jay Cavendish (Kodi Smit-McPhee) de 16 anos e da sua jornada a cavalo pelo perigoso velho oeste, mas para o ajudar o destino cruzou no seu caminho o enigmático Silas Selleck (Michael Fassbender) um forasteiro a quem Jay paga para o proteger e ajudar a chegar até à sua amada Rose Ross (Caren Pistorius), quem ele considera ser o amor da sua vida. Pelo caminho (obviamente in western style) eles encontram índios e bandidos dispostos a tudo, um deles é Payne (Ben Mendelsohn, sempre interpretando papeis meio weird que lhe assentam que nem uma luva), fazendo-se acompanhar pelo seu grupo de caçadores de recompensas, já bem conhecidos de Silas. Não é fácil atravessar oeste e estes dois homens irão perceber durante a perigosa jornada, que apesar das aparentes diferenças entre eles, têm mais em comum do que possam pensar.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Crítica: Vergonha (Shame) 2011 | Take 38 NYC


Review presente na edição nº 38 (New York City) da

Percorrendo o curto mas grande percurso de Steve McQueen como realizador, vemos que o seu trabalho reflecte sempre um estudo profundo do ser humano e das suas emoções. Shame é mais um exemplo disso, conseguindo causar um grande impacto sobre o espectador explorando emoções.

Brandon é um homem bem sucedido e aparentemente feliz aos olhos de quem o conhece, mas poucos sabem que é viciado em sexo, o que afecta o seu dia-a-dia de forma sufocante. A sua vida fica ainda mais inquieta com a chegada inesperada da sua irmã Sissy, que fica no seu apartamento por tempo indeterminado.
Uma história bem estruturada, por vezes subtil, por vezes explícita, que estuda a vida no presente dos personagens, deixando-nos a tentar desvendar os fantasmas de um passado que os próprios não nos querem revelar.

domingo, 19 de outubro de 2014

Crítica: Frank 2014


Data de Estreia: 16-10-2014

Assim que Frank começa temos de imediato a sensação de que estamos prestes a assistir a algo um pouco diferente. E diferente é exactamente a palavra que melhor define este filme, irrevogavelmente pelo facto do personagem principal usar uma cabeça de papelão gigante.

Jon, muito bem interpretado por Domhnall Gleeson, é um aspirante a músico que anda em busca de inspiração para criar novas letras, mas cada vez que tenta por as suas ideais em acção nada parece funcionar. Em maré de sorte (pensava ele) inesperadamente é convidado a fazer parte de uma banda, que precisa urgentemente de um teclista visto que o da banda teve um ataque psicotico grave. É então que Jon começa a fazer parte dos bizarros "Soronprfbs", uma banda onde todos os membros são mais do que peculiares. Mesmo com a dificuldade que Jon tem em se conectar com os membros da banda inicialmente, ele tem grandes planos para o futuro e acredita seriamente que em conjunto se podem tornar numa grande e famosa banda.

Michael Fassbender é um actor fantástico e aqui, como Frank (irreconhecível), mais uma vez ele prova que até quando usa uma cabeça de papelão gigante durante todo o filme ele consegue ser absolutamente incrível. A sua expressão corporal, forma de estar e falar conseguem passar a total loucura de um homem que aparentemente achamos engraçado e que com o tempo vamos nos apercebendo que sofre de uma doença mental grave, apaziguada e controlada pelo amor que tem pela música. Maggy Gyllenhall, muito dura e carrancuda tem uma interpretação que também merece bastante destaque.

Com muita ironia à mistura, Frank acaba por ser um retrato sincero daquilo que é a doença mental e a insegurança daqueles que não se sentem bem na sua própria pele. O personagem Frank foge aquilo que verdadeiramente é e a unica maneira de se sentir bem na sua pele é usando a cabeça de papelão. O filme acaba também por explorar o que cada um considera como forma de arte, e a ideia de que ser famoso trás felicidade, ideia que a maior parte das vezes está totalmente errada.

Um filme divertido e diferente, mas que poderá não agradar a todos derivado a alguns momentos um pouco loucos e que deixam algumas questões no ar.







Classificação final: 3,5 estrelas em 5.

sábado, 24 de maio de 2014

Crítica: X-Men: Days of Future Past (2014)


"Será que estamos destinados a destruir-nos uns aos outros, ou podemos mudar e unir-nos? Estará o futuro realmente traçado?" - Professor Charles Xavier 

Um dos meus filmes mais esperados para este ano e wow fiquei mesmo feliz, porque X-Men: Days of Future Past ultrapassou totalmente as minhas expectativas!

Este filme não é apenas mais um filme de entretenimento comum, não é apenas explosões e efeitos especiais por toda a parte. Ele tem todos os ingredientes que este tipo de filmes precisam claro, mas com diferenças importantes e muito fortes. É um dos melhores filmes de super-heróis que já vi em muitos aspectos, com actuações de primeira classe e um enredo muito bem estruturado, com todos os elementos certos e as conexões certas que precisamos para colocar todas as peças no lugar. Para isso, precisamos saber pelo menos o básico sobre as características e habilidades dos personagens do Universo X-Men de outros filmes, mas isso não vai impedir os que não seguiram os filmes anteriores de desfrutar este filme de qualquer maneira.

Para o que seria supostamente um simples filme entretenimento ele tem um poder imenso sobre nós. Preocupamo-nos com os personagens mais e mais, e a tensão vai aumentando deixando-nos à beira do nosso assento quase durante todo o tempo de filme. Entre cenas de acção e momentos de emoção também há momentos de humor para aliviar um pouco toda a tensão. Esses momentos são muito habilmente entregues, nos lugares certos para iluminar a atmosfera escura e envolvente.

Michael Fassbender e James McAvoy são dois dos meus actores favoritos. Era impossível para mim não gostar de os ver aqui. Ambos deram performances incríveis, eles são capazes de dar profundidade aos seus personagens e transmitem-nos todas as emoções que temos de sentir através deles e o que é mais surpreendente sobre os dois é que isso acontece sempre, não importa o papel que desempenham e é por isso que são ambos tão bons actores. Hugh Jackman é Wolverine. Este será um daqueles personagens que sempre iremos ver quando olhamos para ele e sabe como interpreta-lo na perfeição. Jennifer Lawrence é sempre fantástica, não importa o que faça. Todas as pequenas participações de todos os actores envolvidos em outros filmes de X-Men foram óptimos de ver por mais pequenas que possam ter sido as suas aparições. E é claro, uma menção muito especial para as duas lendas do mundo da representação Sir Ian McKellen e Sir Patrick Stewart.

A única razão pela qual eu não dou cinco estrelas é apenas por um motivo. O filme deixa-nos com algumas dúvidas a pairar na cabeça. Coisas que podem ser um pouco complicadas de entender, porque já vimos muitas das coisas que aconteceram no futuro... Será o futuro dos X-Men o mesmo? Ou estes eventos irão afectar outros filmes daqui para a frente com novas histórias? Enfim, vamos esperar para ver.

Bom trabalho Bryan Singer e obrigado pelo trabalho incrível a realizar este filme.

X-Men: Days of Future Past é sem dúvida incrível e vai ser com certeza um dos meus favoritos do ano.

Podem vê-lo em muitas salas de Cinema por todo o país. Estreou apenas na passada Quinta-Feira, dia 22 de Maio e cheira-me que ainda vai ficar pelas nossas salas durante muito tempo pois as receitas de bilheteira estão a ser enormes, não só aqui como por todo o mundo. Vão ver pois vai valer a pena!








Classificação final: 4,5 estrelas em 5.