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quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

my (re)view: Derradeira Viagem (Last Flag Flying) . 2017


Trinta anos depois, três veteranos da guerra do Vietname voltam a encontrar-se pela pior das razões. Quando Larry (Steve Carell) recebe a notícia de que o filho foi morto no Iraque, procura dois antigos amigos, Sal (Bryan Cranston) e Richard (Laurence Fishburne) para lhes pedir auxilio na difícil tarefa que é enterrar o seu único filho. Este reencontro vem trazer à memória muitos dos momentos que passaram juntos, quer tenham sido eles de felicidade ou de extrema dureza emocional. Uma viagem que vai muito além dos kilometros percorridos entre os três, um percurso emotivo de pessoas que estiveram imensos anos separadas mas que têm experiências tão fortes em comum que os liga espiritualmente a um nível muito superior, como se nunca se tivessem separado. Graças às performances do três personagens centrais, cuja química é muito boa, o filme ganha muito mais vida, mesmo perante o seu ritmo lento. Enquanto Steve Carell demonstra mais uma vez que o drama também lhe cai bem, é com Bryan Cranston que temos os momentos mais descontraídos e divertidos do filme, onde Laurence Fishburne se mantém sempre mais reservado, mas representando uma voz da razão. Richard Linklater gosta de retratar o mundo normal, o mundo das relações e mais uma vez consegue ser bem sucedido. Passou meio que despercebido o ano passado, mas é merecedor de destaque.

Classificação final: 4 estrelas em 5.

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Crítica: Todos Querem O Mesmo (Everybody Wants Some) . 2016


Depois de Boyhood - Momentos de Uma Vida, Richard Linklater regressa com Todos Querem o Mesmo, uma espécie de sequela espiritual do seu filme de 1993 Dazed and Confused, mas sem qualquer ligação em especifico. Mais uma das suas odes ao passar dos tempos, trazendo até nós a nostalgia de uma era, transmitida com simplicidade.

Estamos em 1980. Conhecemos Jake (Blake Jenner) um promissor jogador de basebol, preparado para começar uma nova etapa da sua vida numa universidade do sul do Texas. Jake muda-se para uma casa onde terá que viver com os seus colegas de equipa, e é recebido das mais variadas maneiras. Alguns dos colegas demonstram a arrogância e desprezo pelos caloiros, com uma atitude a principio fria de quem já marca território, o caso de McReynolds (Tyler Hoechlin) o melhor jogador do grupo, ou outros com personalidades mais amigáveis, que se sentem bem quando no papel de líderes, influenciando as decisões dos mais novos membros, o caso de Finnegan (Glen Powell) ou Dale (J. Quinton Johnson). Cabe agora a Jake integrar-se e passar pelas experiências da vida de caloiro da melhor maneira possível, aproveitando com os novos amigos os dias antes do começo das aulas.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Crítica: Boyhood - Momentos de Uma Vida (Boyhood) 2014


Data de Estreia: 27-11-2014

Boyhood - O Momentos de Uma Vida já é por si só marco na história do cinema. O realizador Richard Linklater faz algo nunca antes feito, filmando está história ao longo de 12 anos, sempre com o mesmo elenco. A simplicidade e realismo é algo sublime, e o mais interessante de tudo é o facto de nos apercebermos como realmente o tempo passa num piscar de olhos.

Desde a infância até à juventude, seguimos Mason (Ellar Coltrane) e através dele vemos o mundo a crescer diante dos seus olhos. Vivemos a seu lado a relação que tem com a sua mãe (Patricia Arquette), o seu pai (Ethan Hawke) e a sua irmã mais velha (Lorelei Linklater). Vemos o envelhecer e amadurecer de cada um de uma forma super natural, ou não fosse isso a vida. Uma experiência muito além da história do filme em si, pois em vários momentos nos identificamos com algumas situações e nos lembramos de momentos pelos quais também passamos.

Todas as referências mais importantes da cultura pop, do avanço da tecnologia, as ideologias sobre vários temas e episódios politicos que aconteceram ao longo destes anos estão bem vincados ao longo do filme. Todas as personagens são muito bem desenvolvidas e têm um discurso super fluído, o que torna tudo muito mais real. As boas performances de cada actor fazem com que a audiência sinta o realismo de cada momento na perfeição.

E assim em 2 horas e 45 minutos Boyhood - Momentos de Uma Vida mostra-nos como o tempo passa tão rápido mesmo à nossa frente. O filme foge rapidamente dos nossos olhos como se tivesse uma duração muito mais curta e aí realmente nos apercebemos que é o retrato perfeito para ilustrar a passagem do tempo. Quando chegamos ao fim, o filme é capaz de nos por a pensar sobre o quão importante foi o nosso próprio crescimento e o impacto que teve não só em nós, mas também na nossa própria familia.

E são obras como estas que de tão simples que são, fazem com que este filme seja um dos melhores feitos nos últimos anos.








Classificação final: 5 estrelas em 5.