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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

flash review : A Ghost Story . 2017


A Ghost Story, de David Lowery (2017)

Dificilmente se recupera de um luto e infelizmente em alguma altura das nossas vidas, já passamos por esse sofrimento. Para todos nós, há maneiras de superar a perda, que passam pelos mais variados aspectos, mas será que aqueles que partem, sofram também desse pesar!? A Ghost Story explora aparentemente o outro lado da moeda, o lado de quem parte, imaginando como seria se os espiritos sentissem solidão sem aqueles continuam no mundo dos vivos. David Lowery retrata este conto através da perspectiva de Casey Affleck, um homem que acaba de falecer e vê a esposa Rooney Mara em constante sofrimento, tendo mais tarde de abandonar a casa onde viviam, deixando-o preso naquelas quatro paredes. O ritmo é lento, e envereda por caminhos cujos quais não estamos à espera, sendo muito mais um filme de introspecção do que algo do género "casa assombrada". O twist final é bastante interessante e chegamos até uma ideia mais profunda, que tanto pode explorar a morte como pode tentar explicar afinal o que é o sentido da vida. No entanto, confesso que tinha uma ideia diferente daquilo que me esperava e apesar de não deixar de ser interessante, os rasgos de Malick são um pouco desnecessários e querem torná-lo mais complicado do que aquilo que é.

Classificação final: ★★★½

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

flash review : Una . 2017


Una, de Benedict Andrews (2017)

Um intrigante e intenso thriller sobre os horrores da pedofilia. As performances de Rooney Mara e Ben Mendelsohn são bastante intrigantes e em conjunto com um constante ambiente sombrio, fazem com que a história de uma menina de treze anos, abusada sexualmente pelo vizinho ganhem outra credibilidade. O filme é todo ele sustentado por diálogos fluídos acompanhados de alguns flashbacks que nunca revelam demasiado, entre-calados com o confronto constante entre os dois personagens. Chegamos ao fim sem grandes conclusões sobre como realmente tudo aconteceu, mas ficamos com a certeza de que Una vive presa a um passado ainda bem presente, assim como o seu agressor. Um conto sobre os fantasmas de uma infância destruída e de uma mulher que nunca deixou de ser menina.

Classificação final: ★★★½
Trailer: https://youtu.be/UgiN35SC-hM 

terça-feira, 4 de julho de 2017

flash review : The Discovery . 2017


The Discovery, de Charlie McDowell (2017)

E se num futuro próximo existissem provas de vida para além da morte? Através da descoberta de um cientista essas provas estão comprovadas e uma grande percentagem de pessoas no mundo começa a cometer suicídio. Restam apenas alguns sépticos, nomeadamente o filho desse mesmo cientista e uma mulher misteriosa que desperta o seu interesse. The One I Love (2014), o filme anterior do realizador Charlie McDowell foi tão bom que as expectativas para este estavam altas e talvez por conta disso tenha saído mais decepcionada do que satisfeita. Uma variável de grandes ideias muito mal desenvolvidas e Jason Seagle que não sobressai num papel que parece não encaixar na perfeição na sua pele. A química entre ele e Rooney Mara é quase inexistente e forçada, e nem ela nem Robert Redford conseguiram tornar isto um bocadinho mais interessante. Apesar de todo o seu potencial, a verdade é que nada aqui se destaca verdadeiramente.

Classificação final: ★★★

terça-feira, 9 de maio de 2017

Crítica: Música a Música (Song to Song) . 2017


Sabemos bem que Terrence Malick tem um jeito especial de fazer filmes, onde por vezes chega a ser difícil explicar o existente fascino pelas suas obras. Apesar de parecer, este não é definitivamente um filme sobre música, é mais uma vez um filme sobre pessoas e relações, sem nunca esquecer o habitual voiceover que acompanha a beleza natural que é a vida, aos olhos do realizador. Nem sempre equilibrado, nem sempre claro, mas é difícil não admirar o trabalho tão próprio e intimo de Malick.

Com o cenário central do South by Southwest Music Festival, o famoso festival de música da cidade de Austin no Texas, Música a Música segue os caminhos entrelaçados de dois casais, a aspirante a música Faye (Rooney Mara), o produtor musical Cook (Michael Fassbender) namorado de Faye, BV (Ryan Gosling) outro músico e também namorado de Faye, e a insegura empregada de mesa Rhonda (Natalie Portman) que casa com Cook. A cima de tudo esta é uma história sobre paixão, sedução, ambição e traição onde tentamos desvendar as peças soltas de um puzzle, através da peculiar narrativa de Terrence Malick, sempre complexa e sempre diferente. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Crítica: Lion - A Longa Estrada Para Casa (Lion) . 2016


Realizado por Garth Davis, Lion - A Longa Estrada Para Casa é o filme baseado no livro "A Long Way Home" de Saroo Brierley, contando a sua história de vida como pobre menino indiano que se perde da família com apenas cinco anos e vai parar à Austrália à casa de um casal da alta sociedade. 

No final dos anos 80, na Índia, um menino de seu nome Saroo (Sunny Pawar) separa-se do irmão numa estação de comboio, quando este se ausenta para trabalhar. Saroo acaba por ir parar dentro de um comboio a imensos quilómetros de distancia de casa, desorientado e sem saber como regressar para junto do irmão e da mãe. Depois de andar a vaguear pelas ruas durante um tempo, sujeito a muitos perigos e situações complicadas, acaba por ir para a um orfanato. Posteriormente é enviado para a Tasmania, onde começará uma nova vida junto de um casal australiano (Nicole Kidman e David Wenham) que o decide adoptar. Avançamos no tempo vinte anos e encontramos um Saroo (Dev Patel) diferente, sempre transparecendo um certo vazio no olhar, que mesmo com uma vida aparentemente perfeita, se sente cada vez mais incompleto à medida que vai conseguindo relembrar alguns dos momentos que passou com a família biológica. Através da namorada (Rooney Mara) e um grupo de amigos, Saroo descobre a mais recente invenção da Google, o Google Maps e é então que se dedica dia e noite pela busca da sua verdadeira família. Um filme sobre sentimentos e relações que aborda adopção, pobreza e o real sentido de felicidade e do amor sob diferentes formas.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Crítica: Carol . 2015


Um amor arrebatador. Um fascínio à primeira vista. E tal como acontece com as cativantes personagens do filme, Carol têm sobre nós esse mesmo poder. Baseado no romance de 1952 “The Price of Salt” de Patricia Highsmith, este é o relato hipnotizante de um amor proibido, levado até nós de forma magnifica por Todd Haynes

Na encantadora época de Natal de Nova Iorque dos anos 50, uma charmosa e requintada dona de casa de meia idade de seu nome Carol Aird (Cate Blanchett) conhece a simples e discreta jovem Therese Belivet (Rooney Mara) aspirante a fotografa, actualmente empregada na secção de brinquedos de um grande armazém da cidade. Ambas sentem de imediato uma forte atracção, e os encontros começam a ser recorrentes, mesmo quando a possibilidade de um relacionamento entre as duas, vai contra todos os costumes da época. Forçada a fingir sentimentos e a viver segundo padrões rígidos da sociedade, Carol terá agora que lutar pela custódia da adorada filha contra o amargurado ex-marido (Kyle Chandler) arriscando-se a perde-la, quando este a expõe perante um juiz, afirmando que a prática de uma conduta homossexual, para além de ser impropria aos olhos da sociedade, lhe irá tirar o que de mais precioso tem na vida. Dividida entre o amor pela filha e a vontade de viver uma vida com liberdade, sem segredos, Carol decide fazer uma viagem com Therese, onde encontrará todas as perguntas e respostas que precisa, ao mesmo tempo que o fascínio que sente pela jovem se apodera cada vez mais da sua mente.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Crítica: Carol . 2015


Um amor arrebatador. Um fascínio à primeira vista. E tal como acontece com as personagens do filme, Carol têm em nós esse mesmo poder. Baseado no romance The Price of Salt de Patricia Highsmith, este é o relato hipnotizante de um amor proibido, levado até nós de forma magnifica por Todd Haynes

Na encantadora época de Natal de Nova Iorque dos anos 50, uma charmosa e requintada dona de casa de meia idade de seu nome Carol Aird (Cate Blanchett) conhece a simples e discreta jovem Therese Belivet (Rooney Mara) aspirante a fotografa, actualmente empregada na secção de brinquedos de um grande armazém da cidade. Ambas sentem de imediato uma forte atracção, e os encontros entre as duas começam a ser recorrentes, mesmo quando a possibilidade de um relacionamento entre as duas vai contra todos os costumes da época. Carol terá agora que lutar pela custodia da adorada filha contra o amargurado ex-marido (Kyle Chandler), arriscando-se a perde-la quando este a expõe perante um juiz, afirmando que a pratica de uma conduta homossexual, para além de ser impropria aos olhos da sociedade, lhe irá tirar o que de mais precioso tem na vida. Divida entra o amor pela filha e a vontade de viver uma vida sem segredos, Carol decide fazer uma viagem com Therese, onde encontrará perguntas e respostas ao mesmo tempo que o fascínio que sente pela jovem se apodera cada vez mais da sua mente.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Crítica: Pan: Viagem à Terra do Nunca (Pan) . 2015


Todos estamos familiarizados com a história de Peter Pan, e com as versões cinematográficas inspiradas nele, quer em animação quer em live-action. Esta foi a vez do realizador inglês Joe Wright se aventurar pela Terra do Nunca e acontece que o resultado não é definitivamente o melhor.

O filme é a prequela da bem conhecida história original de 1904, de J. M. Barrie, focando-se nas origens do menino órfão, tal como em todas as personagens associadas a ele. Como Peter Pan (Levi Miller) chega a Terra do Nunca, como este conhece Hook (Garrett Hedlund), Blackbeard (Hugh Jackman), Tiger Lily (Rooney Mara) - que se destaca quase que apenas com o propósito de arranjar o romance forçado da trama, entre esta e o Capitão James Hook - e como todos se conectam entre si. Todos os elementos essenciais que sempre associamos e que bem conhecemos cada vez que pensamos naquilo que é Peter Pan, parecem ser totalmente esquecidos ou desvalorizados aqui o que torna a experiência em algo um pouco estranho e até confuso.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Trailer: Pan


Pan é mais um filme sobre Peter Pan, o menino que não quer crescer. Desta vez esta nova versão está nas mãos do realizador Joe Wright (Expiação, Hanna, Anna Karenina) que trará uma história nunca antes contada, que mostrará as origens do menino órfão. É certo que seguiremos as suas aventuras pela Terra do Nunca com muita diversão e alguns perigos pelo meio. No elenco temos nomes como Hugh Jackman, Garrett Hedlund, Rooney Mara, Amanda Seyfried e o novato Liev Miller.


Pelas mãos da revista "Entertainment Weekly" sairam as primeira imagens oficiais do filme e também já poster individuais de quatro personagens. O filme chegará aos cinemas no Verão de 2015.







quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Crítica: Lixo (Trash) 2014


Data de Estreia: 30-10-2014

O mais recente trabalho do realizador Stephen Daldry (As Horas, O Leitor ou Extremamente Alto Incrívelmente Perto) pode ser inicialmente confundido com uma produção brasileira. Politicamente incorrecto, descaradamente abordando mais uma vez a corrupção que existe no Brasil falha quando não consegue levar a sério o lado provocatório da questão. Um filme sobre três crianças que por ironia do destino vão acabar a importante missão de um homem. Sem quaisquer medos, os meninos embarcam numa aventura que acaba por se tornar bastante perigosa.

Infelizmente pode dizer-se que Stephen Daldry tentou realizar uma versão pobre do fantástico Quem Quer Ser Milionário? (2008) de Danny Boyle. Richard Curtis foi o responsável pelo argumento, ele que já escreveu algumas das melhores comédias britânicas dos últimos tempos, não conseguiu fazer um bom trabalho ao adaptar o livro "Lixo" de Andy Mulligan.

No inicio do filme conhecemos José Angelo (Wagner Moura), procurado pela policia que anda atrás de algo importante que ele possui. Ao ser capturado atira uma carteira para dentro de um camião do lixo que está a passar. Enquanto Angelo é torturado e morto a carteira é encontrada num lixão por Rafael (para quem desconhece este é o nome dado aos enormes depósitos de lixo no Brasil, sitio onde vivem muitas familias que obtêm o seu sustento trabalhando lá). Rafael e mais dois amigos, por curiosidade começam a seguir pistas que encontram dentro da carteira depois de uma rusga policial a toda a área liderada por Frederico (Selton Mello). Rafael partilha as informações com os seus dois amigos, Gardo e Rato, e sentindo que estão a fazer alguma coisa importante, e sem querer saber do perigo, estão agora metidos numa embrulhada, mas dizem que só querem fazer o que está certo. 

A participação de Martin Sheen, como padre de uma pequena paróquia na favela, e Rooney Mara, uma professora de inglês voluntária, foi puramente publicitária e necessária para esta versão Hollywoodesca. No entanto os poucos diálogos em inglês existentes no filme são dos dois, e ambos não têm qualquer destaque sendo obvio que esta foi apenas uma estratégia para vender em filme em todo o mundo. O trailer leva-nos ao engano quando nos faz acreditar que Wagner Moura será um dos principais personagens deste filme, ele sem dúvida um papel chave na história, mas o seu tempo de ecrã é pouquissimo, o seu enorme talento como actor é aqui totalmente desperdiçado mas em todos os poucos momentos que entra a sua performance é fantástica. Selton Mello também tem um papel sólido mas pouco desenvolvido, seria interessante ter explorado mais o personagem. As crianças conseguem surpreender, sempre muito energéticas e o melhor que Lixo tem é sem dúvida a parte de entretenimento que os três meninos dão ao filme.

No que toca a aspectos técnicos, o filme tem sequências muito bem filmadas, uma boa edição e banda sonora adquada ao tema e situações do filme, mas os buracos no enredo e situações absolutamente impossiveis de acontecer chegam a ser bastante estrambólicas e totalmente previsiveis. A imagem que conhecemos do Rio de Janeiro não nos é mostrada da maneira que estamos habituados a ver. Sabemos que o filme é passado lá, mas mal conseguimos identificar isso. A ideia seria talvez mostrar só a parte menos boa da cidade, mostrando apenas as favelas e o lixão, mas estranhamente nem nisso consegue ser bem sucedido bem, pois tudo parece bonitinho demais.

Tentando ser provocador e politicamente incorrecto, Lixo acaba por se perder no meio de momentos  que não fazem sentido ou simplesmente são pouco inteligentes.









Classificação final: 2 estrelas em 5.