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sexta-feira, 23 de março de 2018

my (re)view: Annihilation . 2018


O fenómeno Annihilation começou muito antes de sequer ter chegado a todo o público. Sendo um dos mais esperados desde ano, contendo imenso hype em torno da sua chegada, foi uma surpresa para todos saber que o novo sfi-ci de Alex Garland (Ex Machina) saltava a estreia no cinema directamente para as mãos da Netflix. Intitulado de demasiadamente intelectual e complexo para os gostos da maior parte das audiências, é sabido que a Paramount entrou em pânico assim que percebeu o que tinha em mãos. É pena, pois constata-se que Annihilation certamente se transformará em filme de culto, que se sente mais do que propriamente se revela concreto, dando origem a inúmeras teorias possíveis em torno do que estamos a observar. Uma experiência envolvente que nos absorve para dentro dela e nos incomoda pela facilidade com que nos agarra para dentro do desconhecido. A história é centrada numa bióloga (Natalie Portman) que está prestes a enfrentar o luto do marido (Oscar Isaac), quando misteriosamente sem aviso este reaparece. Depois dessas estranhas circunstancias, ela torna-se voluntária numa missão para explorar uma área secreta, que se encontra afectada por algum tipo de acontecimento inexplicável. A sensação de perigo está sempre à espreita e as boas performances do elenco contribuem bem para esse efeito. Talvez o seu único problema esteja ligado à quantidade de flashbacks que Garland lhe colocou, e de como estes interagem com a narrativa principal, mas que acabam por ser erro menor no meio de toda esta viagem. Não é de todo um filme fácil, mas esses são os filmes mais desafiadores. Os que nos deixam a pensar sobre eles e nos fazem trocar ideias.

Classificação final: 4,5 estrelas em 5.

sábado, 7 de outubro de 2017

Crítica: Blade Runner 2049 (ou a carta de amor a Denis Villeneuve) . 2017

Quando me preparo para começar a escrever um texto sobre um filme que gosto muito é sempre uma tarefa complicada. Tenho receio de me tornar demasiado exagerada, pretensiosa ou simplesmente que esteja a tentar moldar a minha adoração perante outros. Acho que é sempre mais fácil dizer mal, do que dizer bem, e é nos filmes que me deixam mais arrebatada que sinto essa dificuldade, e mais me faltam as palavras. Não é segredo nenhum, que aqui já várias vezes louvei o trabalho de Dennis Villeneuve, o realizador que rapidamente me fascinou desde o primeiro trabalho que dele vi. Acredito que ele é tudo aquilo que a minha geração procura viver no cinema, o entusiasmo de aguardar pela estreia do filme que queremos imaginar ser a próxima obra-prima que daqui a 35 anos vão continuar a falar. Tal como Ridley Scott transformou o seu Blade Runner, em algo que ainda hoje deixa marca a quem o assiste pela primeira vez, também Denis Villeneuve transformou esta sequela em algo só seu, com cunho pessoal que homenageia o trabalho de um veterano, aperfeiçoado por outro que converte o legado a algo muito superior. A maneira com que a história é respeitada, e os caminhos percorridos são traçados, eleva o espírito Blade Runner a toda uma outra dimensão, ainda mais complexa e mais interessante de ser experienciada, abordando questões sociais e humanas de forma metafórica, mas suscitando muitas outras dúvidas que nos perseguem muito depois do filme ter terminado. É na beleza dos planos, das cores e dos sets, é na forma crua e vulnerável que se apresentam os personagens das suas histórias, é na delicadeza das imagens e dos gestos, é nas palavras que por mais complexas ou confusas que possam ser, tocam de alguma forma. Nunca dúvidei das suas capacidades, mas tinha medo que com um peso destes sobre as suas costas o resultado não fosse propriamente o esperado. Roger Deakins ajudou construir a sua beleza visual, o jogo de luzes que se entranha pelos olhos adentro, e nos absorve para dentro de si. Hans Zimmer e Benjamin Wallfisch formam melodias melancolicas que arrepiam. O casting perfeito que leva Ryan Gosling ao limite e eleva Harrison Ford a um nível que há muito tempo não viamos. É como se Villeneuve conseguisse fazer magia em qualquer coisa em que pegue. 2049 é mais uma prova de como o seu trabalho é um dos mais interessantes que se fazem hoje em dia.

Muitos poderão achar exagero se colocar Denis Villeneuve no mesmo patamar de um Kubrick ou de Scorsese, mas a verdade é que ele consegue deixar me a cada obra sua mais e mais apaixonada pelo seu trabalho e pela genialidade com que consegue transmitir sentimentos e emoções através da lente da sua camera. Muito mais que uma review, esta acaba por ser a minha carta de amor a Villeneuve, tal como 2049 é a carta de amor de Villeneuve para Blade Runner.


Classificação final: 5 estrelas em 5.
Data de estreia: 05.10.2017

terça-feira, 4 de julho de 2017

flash review : The Discovery . 2017


The Discovery, de Charlie McDowell (2017)

E se num futuro próximo existissem provas de vida para além da morte? Através da descoberta de um cientista essas provas estão comprovadas e uma grande percentagem de pessoas no mundo começa a cometer suicídio. Restam apenas alguns sépticos, nomeadamente o filho desse mesmo cientista e uma mulher misteriosa que desperta o seu interesse. The One I Love (2014), o filme anterior do realizador Charlie McDowell foi tão bom que as expectativas para este estavam altas e talvez por conta disso tenha saído mais decepcionada do que satisfeita. Uma variável de grandes ideias muito mal desenvolvidas e Jason Seagle que não sobressai num papel que parece não encaixar na perfeição na sua pele. A química entre ele e Rooney Mara é quase inexistente e forçada, e nem ela nem Robert Redford conseguiram tornar isto um bocadinho mais interessante. Apesar de todo o seu potencial, a verdade é que nada aqui se destaca verdadeiramente.

Classificação final: ★★★

domingo, 2 de abril de 2017

Crítica: Vida Inteligente (Life) . 2017


O Sci-fi nunca é um género fácil e Daniel Espinosa resolveu aventurar-se por caminhos apertados. Com um passado mais recente baseado em thrillers como Child 44 (2015), Safe House (2012) ou Easy Money (2010), Espinosa avança para algo mais ambicioso em termos visuais, mas não tanto no que toca a um bom argumento. Com um elenco sólido, mas uma história que não surpreende, Vida Inteligente não passa de uma ideia saturada, mas que incrivelmente nos agarra ao ecrã, mesmo quando já sabemos bem aquilo que nos espera.

A bordo da International Space Station, os seis membros da tripulação (Jake Gyllenhaal, Rebecca Ferguson, Ryan Reynolds, Hiroyuki Sanada, Ariyon Bakare e Olga Dihovichnaya) têm a missão de estudar amostras recolhidas em Marte. A ideia é verificar que realmente existirá vida extraterrestre, tal como analisar o seu desenvolvimento, comportamento e inteligência. Ao fim de poucos dias, a progressão de um pequeno organismo marciano é incrível e as suas características são bastantes similares à de qualquer ser humano. O entusiasmo acerca desta pesquisa é enorme e o pequeno ser é apelidado de Calvin, referido com afecto como se de um humano se tratasse, e o misticismo e encantamento por parte de todos transforma-se em algo extremamente perigoso, quando sem contar se apercebem que Calvin se prepara para atacar, ficando cada vez mais forte, cada vez que o faz. E até aqui, o filme até que era interessante...

domingo, 20 de novembro de 2016

Crítica: O Primeiro Encontro (Arrival) . 2016


Quando gostamos muito de um realizador, é um pouco difícil não criar certas expectativas. Denis Villeneuve decide agora apostar num género diferente do que tem feito, seguindo os passos de Interstellar ou Gravity, onde os sentimentos do ser humano são explorados, ao mesmo tempo que a imensidão de um universo, o futuro e as complexidades do desconhecido são abordadas.

Misteriosamente, naves espaciais alienígenas aparecem em vários sítios no planeta Terra. Nada se sabe sobre elas, o que contêm ou o porquê de terem aparecido e escolhido aquelas localizações especificas. Louise Banks (Amy Adams), professora de linguística é escolhida pelo exército americano, para fazer parte da equipa de investigação em campo devido a um trabalho de tradução de alta segurança que tinha feito em tempos para o governo. Também fazem parte da equipa o físico Ian Donnelly (Jeremy Renner) e o coronel Weber (Forest Whitaker), e todos estão focados na importância do primeiro encontro com os seres desconhecidos que comandam as naves e nas suas intenções. No inicio do filme, vemos imagens do passado de Louise e da filha, que morre na adolescência. No seu olhar sentimos o amor, a mágoa e a dor da perda de um filho, e sabemos que apesar do seu pesar, ela terá um papel definitivo e propositado nesta história, onde o passado e o futuro se ligam de forma fortíssima, e os aliens não só têm algo a transmitir como abrem caminho a várias teorias.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Crítica: Star Wars: Episódio VII - O Despertar da Força (Star Wars: Episode VII - The Force Awakens) . 2015


J. J. Abraams tinha um grande peso sobre os seus ombros. Para além de não ser nada fácil pegar numa trilogia com a carga pop que Star Wars tem, este sétimo episódio, não seria apenas realizado por si, mas também co-escrito. A esperança que J. J. Abraams fizesse renascer o espírito da trilogia original (episódios IV, V e VI) era elevada, e este filme teria obrigatoriamente a responsabilidade que isso acarreta.

Passado 10 anos do lançamento do último filme, Star Wars: O Despertar da Força, regressa com as caras bem familiares e outras novas cheias de carisma. A antiga Aliança Rebelde é agora a Resistência, que luta o Império da Primeira Ordem, liderado por Kylo Ren (Adam Driver). Quando Poe Dameron (Oscar Isaac), piloto da Resistência, é raptado pela Ordem, o seu droide BB-8, consegue fugir para o planeta árido de Jakku, onde conhece Rey (Daisy Ridley) que mais tarde formará equipa com Finn (John Boyega), um antigo stormtrooper. Quanto ao resto? Ficamos por aqui...

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Back in Time . Trilogia Back to the Future . 2015


Em 1989 Robert Zemeckis e Bob Gale davam finalmente vida àquela que viria uma das trilogias mais bem sucedidas da história do cinema. 30 anos se passaram, e Back to the Future continua a ser um fenómeno universal, com fãs devotos espalhados por todo o mundo, sempre preparados para glorificar o clássico intemporal.

Este não é o melhor documentário que alguma vez já viram na vida, mas prefiro olhar para ele simplesmente como uma celebração de uma data que carrega consigo uma enorme nostalgia, sendo impossível para qualquer fã não se interessar pelo que está a ver. Os vários testemunhos do realizador, argumentista, actores, produtores, equipa técnica e até um segmento apenas dedicado aos grandes fãs - à sua dedicação e amor pelo que esta representa - mesmo as relevações mais desconhecidas ou curiosidades sobres alguns aspectos chave, nunca são demais. A magia que ainda hoje passa a todos os que vêem pela primeira vez ou revêem, faz com que Marty McFly (Michael J. Fox) e Doc Emmet Brown (Christopher Lloyd) sejam das personagens mais vibrantes, frenéticas e queridas de todos os tempos, complementando um enredo inteligente, empolgante, misterioso e aventureiro que nos leva a querer acreditar mais em nós e sonhar mais além!

Afinal de contas, hoje já é dia 22 de Outubro de 2015, e o futuro já ficou no passado, mas o importante é continuar a celebrar o seu regresso, no futuro, da melhor maneira que podermos, pois o futuro ainda não foi escrito, o de ninguém. O futuro é aquilo que fazemos dele, por isso vamos torna-lo algo de bom! 

Obrigada Doc. Obrigada McFly. Vemo-nos em breve... no futuro!

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Crítica: Perdido em Marte (The Martian) . 2015


Ridley Scott tem uma carreira feita de altos e baixos e depois de alguns dos seus últimos filmes não terem tido a melhor das recepções, The Martian era uma incógnita. Apesar do elenco de peso - coisa a que Scott já nos habituou - a história teria um quê de semelhante com algumas obras sci-fi que temos assistido, não há tão pouco tempo atrás. As imediatas parecenças com Gravity ou Interstellar fizeram com que as minhas expectativas não fossem as mais elevadas. E o resultado é surpreendente.

Durante uma missão arriscada em Marte, o astronauta Mark Watney (Matt Damon) é deixado para trás. Depois da sua presumível morte, a sua tripulação segue de imediato caminho para a Terra. Ele luta dia-a-dia pela sobrevivência na atmosfera de um planeta que não está preparado para o receber. Vamos observando o seu quotidiano, novas descobertas, experiências, frustrações, angústias mas também alegrias, enquanto vai tentando encontrar formas de entrar em contacto com outros. Ao descobrir sinais de que Watney poderá estar vivo, a NASA tenta arranjar um plano de salvamento antes que seja tarde demais.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Crítica: Outro/Eu (Self/Less) . 2015



O conceito da juventude eterna é mais uma vez explorado no grande ecrã. Outro/Eu, de Tarsem Singh (Mirror Mirror, Immortals), é um thriller de ficção-cientifica que pretende analisar a ideia de uma mente saudável ser introduzida num corpo jovem. Infelizmente a má estrutura da narrativa e a predictabilidade da história fazem com que todos os momentos relevantes o tornem num filme vulgar.

Quando o milionário Damian Hayes (Ben Kingsley) é diagnosticado com um cancro terminal, encontra um cartão de uma misteriosa empresa que proporciona aos seus clientes a possibilidade de transferir a sua consciência para um corpo jovem (Ryan Reynolds) e perfeitamente saudável, através de um processo chamado "shedding" coordenado pelo professor Albright (Matthew Goode). Já a viver na sua nova pele, Damian começa a descobrir que afinal nem tudo é como pensava e cada vez mais detalhes e segredos sobre a sua nova condição são desvendados. O pior é que na tentativa de enveredar por caminhos mais filosóficos, coisas essenciais ficam a faltar, guiando a história por caminhos pouco originais e previsíveis que lhe tiram todo o suspense.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Crítica: Mundo Jurássico (Jurassic World) . 2015


Passado 22 anos, o parque está de novo aberto! Mundo Jurássico é o quarto filme da franquia Jurassic Park que Steven Spielberg criou em 1993, aquele que é um importante passo na história do cinema, marcando uma mudança no que toca a alguns aspectos técnicos, pioneiros e incrivelmente feitos para a época. Para todos os que cresceram com os filmes Jurassic Park como eu, o regresso deste universo era sem dúvida algo esperado com entusiasmo mas, sempre ciente de que dificilmente estaria à altura do primeiro filme (visto que os outros três que se seguiram também não conseguiram ser tão fortes). Colin Trevorrow é o responsável pela nova sequela que é capaz de nos deixar boquiabertos com as novas criaturas e espaços temáticos do parque, mas que não consegue igualar a magia do primeiro filme.

Na Isla Nublar, o mesmo local onde Jurassic Park esteve em tempos aberto, pelas mãos da InGen (companhia de engenharia biológica fundada pelo Dr. John Hammond (Richard Attenborough), o criador do primeiro parque temático com dinossauros) está agora reaberto e em plenas funções. Mundo Jurássico, acolhe milhares de visitantes curiosos para ver e interagir com dinossauros num lugar único. Sempre prontos a inovar e mostrar coisas novas a quem visita a ilha, a InGen cria um novo dinossauro, geneticamente modificado, com o nome de Indominus Rex, conseguido através de DNA de vários predadores. Quando o dono do parque Simon Masrani (Irrfan Khan) pede ao treinador de velociraptors Owen Grady (Chris Pratt) para inspeccionar o novo dinossauro, este percebe que algo de errado se passa com a criatura. Grady tenta alertar a manager do parque Claire Dearing (Bryce Dallas Howard), dos perigos que a InGen poderá ter com nova atracção principal, mas já seria tarde demais pois Indominus Rex consegue escapar do cativeiro e prepara-se para um massacre total.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Crítica: Tomorrowland: Terra do Amanhã (Tomorrowland: A World Beyond) 2015


Brad Bird conhecido por ter realizado excelentes filmes de animação como The Incredibles ou Ratatouille traz agora ao grande ecrã a aventura de ficção cientifica Tomorrowland, baseada numa terra futurista que pode ser encontrada nos parques temáticos da Disney. A premissa parece bastante interessante - Frank e Casey viajam para um lugar algures no tempo e no espaço chamado Tomorrowland onde as suas acções afectam não só a si próprios, mas também o mundo - mas durante todo o filme por aqui nos ficamos e nada de muito especifico é apresentado acerca deste lugar especial.

Assim que o filme começa o personagem Frank (George Clooney) interage directamente com a camera e logo aí percebemos que iremos passar um bocado bem divertido, e a verdade é que durante todo o filme o interesse não se perde, mas no que toca à própria narrativa em si é que as coisas se tornam um pouco diferentes. Frank Walker (George Clooney) foi em tempos um menino prodígio que em 1964 entrou no mundo secreto de Tomorrowland (com a ajuda de uma perspicaz jovem) sendo mais tarde deportado de volta ao mundo real. Casey Newton (Britt Robertson) é a heroína da história, que graças a um misterioso pin, entra em Tomorrowland e tem a missão de salvar o mundo. Os dois irão juntar-se numa aventura que carrega consigo o peso daquilo que é a destruição ambiental e social da humanidade, algo que temos visto recorrentemente noutros filmes. A mensagem que passa é sem dúvida importante e nunca é demais lembrar, mas quer queiramos quer não, peca pela falta de originalidade.

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Crítica: Ex Machina 2015


Ex Machina é um Sci-Fi que explora o tema da Inteligência Artificial, fazendo uma abordagem filosófica e por vezes complexa acerca do que esta afinal na mente dos humanos. Brilhantemente escrito e realizado por Alex Garland, este filme destaca-se de tudo o que tem sido feito ultimamente dentro do tema "humanos vs robots" devido a uma enorme subtileza, inteligência e mistério à medida que nos são dados a conhecer todos os factos da história.

Caleb (Domhnall Gleeson) é um jovem programador que ganha um concurso interno na empresa onde trabalha, a Blue Book (uma espécie de Google). O prémio é passar uma semana em casa do Director Executivo da empresa, Nathan (Oscar Isaac) um génio da tecnologia. Nathan quer que Caleb passe toda a semana desempenhando o Teste de Turing (que testa a capacidade que uma máquina tem em exibir um comportamento inteligente equivalente a um ser humano) numa robot que dá pelo nome de Ava (Alicia Vikander). Rapidamente Caleb começa a nutrir sentimentos pela robot, algo que se poderá vir a tornar perigoso.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Crítica: Chappie 2015


Quando comecei a ler que Chappie não estava a ser muito bem recebido lá fora, tanto por críticos como pelo público em geral, sempre quis acreditar que seria impossível que o novo filme de Neil Blomkamp estivesse assim tão mau. Este é apenas o seu terceiro filme, mas em 2009 ele surpreendeu todos com a sua estreia genial, Distrito 9, um dos melhores Sci-Fi dos últimos tempos. Em 2013, Elysium não esteve à sua altura, mas conseguiu ser sólido, na minha opinião. Chappie parece ser uma mistura dos dois, com elementos semelhantes de cada uma das obras anteriores, o pior é que ao contrário dos outros dois o conceito utilizado de original não tem muito e a forma como foi construído faz com que nem sequer pareça um filme do realizador que se colocou nas luzes da ribalta pelo bom trabalho anteriormente feito.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Poster & Trailer: The Fantastic Four


Ora aqui está o primeiro poster e teaser trailer para o reboot The Fantastic Four realizado por Josh Trank. Confesso que não sei bem o que esperar do filme, mas este trailer conseguiu suscitar um pouco mais a curiosidade que não tinha antes. Um trailer que mostra que este filme definitivamente seguirá um caminho diferente dos outros dois filmes sobre o quarteto (Fantastic Four de 2004 e Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer) seguindo mais uma base Sci-Fi e uma atmosfera mais pesada. 

Interpretando o grupo desdes quatro super-heróis estão Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan e Jamie Bell.

O filme tem estreia prevista para Agosto de 2015.

sábado, 29 de novembro de 2014

Trailer: Star Wars Episode VII: The Force Awakens


Aqui está ele! O tão esperado primeiro teaser trailer para Star Wars Episode VII: The Force Awakens de J. J. Abraams.

Tem apenas oitenta e oito segundos, mas consegue-nos deixar com água na boca! Pena que temos que esperar até Dezembro de 2015 para o ver.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Crítica: Autómato (Automata) 2014


Mais do mesmo, Robots vs Humanos. 

Autómato é mais um filme de ficção cientifica já visto vezes e vezes sem conta, onde robots ambicionam ser mais ameaçando aqueles que lhes deram a vida, os humanos.

Jacq Vaucan é um agente de uma corporação de Robots, que investiga casos de robots que se tornam agrevissos para com os seus proprietários violando assim um protocolo para eles criado pelos humanos. Ao investigar um dos casos Jacq descobre algo que poderá ter grandes consequências no futuro da humanidade. 

No inicio, o "feeling" misterioso no ar suscita em nós interesse e curiosidade em querer saber mais, mas essa curiosidade vai decrescendo ao longo do filme, e chegamos a um ponto que damos por nós a pensar quando é que irá acabar.

Visualmente é muito interessante, mostrando um apelativo e envolvente cenário pós-apocaliptico. Antonio Banderas consegue ter um papel interessante na história. Ele é um homem que lida com imensos dilemas morais e o seu personagem é o que dá mais profundidade à história. Tirando a sua personagem, todas as outras não têm carisma nem capacidade de causar qualquer importante impacto no espectador. 

O filme tenta abordar importantes questões a cerca da moralidade de cada um, mas afinal de contas acaba não demonstrando grande importância ao tema, pois existem imensas coisas que ficam por explicar e situações que simplesmente não fazem sentido.

Autómato tinha todo o potencial para ser um bom filme, explorando melhor todo o conceito, mas que acaba por se perder e irá certamente cair rapidamente no esquecimento.






Classificação final: 2 estrelas em 5.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Crítica: Interstellar (2014)


Data de Estreia: 06-11-2014

Christopher Nolan explora o tempo e literalmente o Espaço neste seu novo e visionário filme de ficção cientifica, um dos melhores do género dos ultimos anos. Interstellar é uma viagem não só pelo Espaço mas também pelas emoções do ser humano, acabando por ser a cima de tudo um filme que toca nos sentimentos e aborda o amor como a maior força no Planeta Terra.

Em muitos dos seus trabalhos anteriores, Christopher Nolan gosta sempre de abordar temas éticos e morais, com diferentes pontos de vista que podem ser interpretados por cada um dos espectadores de forma diferente, Interstellar não é diferente disso. Usando paradoxos e cenas que podem parecer um pouco complexas, onde há sempre algo mais a dizer escondido por detrás de pequenos detalhes. As semelhanças com outros filmes do género, principalmente com o que Stanley Kubrick fez com 2001: Odisseia no Espaço, Nolan nunca deixa de marcar a sua indentidade própria utilizando o seu estilo habitual de trabalho, uma narrativa não linear e ambivalência no que toca aos sentimentos dos seus personagens.

Num futuro próximo, algures numa America devastada por tempestades de areias, onde os recursos e alimentos cada vez são mais escassos, Cooper (Matthew McConaughey) um agricultor viúvo que vive com o seu filho Tom de 15 anos (Timotheé Chalamet e posteriormente Casey Affleck), a sua filha Murph de 10 anos (Mackenzie Foy e posteriormente Jessica Chastain), e o seu sogro (John Lithgow) sabem que o futuro não promete nada de bom, pois o Planeta Terra está a entrar em colapso e em breve tudo irá acabar. Seguindo uma pista estranha de algo que acontece no quarto de Murph, Cooper e a filha descobrem uma estação secreta da NASA, que supostamente todos pensam que já não existe. Cooper que em tempos já tinha trabalhado para eles como engenheiro aeroespacial, reencontra lá o Professor Brand (Michael Caine) que o tenta convencer a partir numa missão na busca de um novo planeta, que tenha todas as condições necessárias para a vida humana, visto que dentro de alguns anos vai ser impossivel habitar na Terra. Cooper tem então de lidar com o dilema de ficar na Terra com a sua familia ou, em conjunto com a filha do Professor, Dr.ª Brand (Anne Hathaway) e mais dois membros de tripulação, partir para o desconhecido e salvar não só a sua familia mas todo os seres do Planeta.

Visualmente é um filme fantástico! Tive a oportunidade de ver em IMAX e penso que este é mesmo daqueles que vale a pena ser experienciado dessa maneira, pois é realmente digno disso. Todos os cenários estão incrívelmente bem executados, sendo surpreendente como tudo parace tão real. Com um elenco de grande peso era impossivel não ter boas interpretações. Matthew McConaughey em especial, brilha mais uma vez, num papel extremamente emotivo que será capaz de nos fazer derramar algumas lágrimas. O único aspecto que pode não abonar a favor do filme será o uso de demasiada linguagem cientifica que pode não ser compreendida e confusa para a audiência. 

Um filme sobre a busca do desconhecido, que eleva ao máximo as emoções e onde o amor afinal acaba por ser o mais importante da existência Humana. Penso que será certo dizer que Interstellar é o 2001: Odisseia no Espaço desta geração e esta afirmação diz muito sobre este filme. Ele pode não ser um filme perfeito, mas é sem dúvida uma obra cinematográfica de grande calibre.









Classificação final: 4,5 estrelas em 5.

Poster & Trailer: Chappie


Passado umas horas de ter sido relevado o poster sai também o trailer, para o próximo filme de Neill Blomkamp, Chappie. O realizador de Distrito 9 (2009) e Elisium (2013) trás-nos para o próximo ano mais um Sci-Fi, a história do robot Chappie, que deseja ser tratado como um ser humano. Dotado de uma extraordinária inteligência artificial, desde que foi criado, foi raptado por gangsters com finalidades malignas. 

O filme contará com as interpretações de Hugh Jackman, Dev Patel, Sigourney Weaver, Sharlto Copley, que já é presença habitual nos seus filmes, entre outros.

Estou muito curiosa para saber o que é que este senhor nos irá trazer desta vez. Chappie chegará às salas de Cinema lá para meados do próximo ano.

domingo, 2 de novembro de 2014

Poster & Trailer: Ex Machina


Chega no próximo ano Ex Machina um thriller de Ficção Cientifica que terá nos principais papeis Oscar IsaacDomhnall Gleeson e Alicia Vikander.

Realizado por Alex Garland, mais conhecido por ter escrito argumentos de filmes como 28 Dias Depois ou Sunshine: Missão Solar de Danny Boyle ou Nunca Me Deixes de Mark Romanek, estreia-se agora com este seu primeiro desempenho por detrás das cameras, mas também é o responsável pelo argumento deste.

O filme conta a história de um programador de internet (Domhnall Gleeson), que ganha um concurso, em que o prémio é passar uma semana nas montanhas numa propriedade do CEO (Oscar Isaac) da empresa para a qual trabalha. Quando lá chega descobre que irá fazer parte de uma experiencia que envolve inteligencia artificial. Dois homens e uma mulher robot (Alicia Vikander) que irá provar que é mais engenhosa do que os dois poderiam imaginar.

Ainda não tem data de estreia marcada em Portugal.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Crítica: Coherence 2013


Coherence é talvez dos filmes de ficção-cientifica mais originais e cativantes dos últimos tempos. Com uma simplicidade enorme mas uma atmosfera muito envolvente, consegue absorver por completo o espectador para aquilo que está a ver.

O filme é passado durante uma noite em que um grupo de amigos se reúne para jantar. Nessa mesma noite, um cometa irá passar muito perto do Planeta Terra. Visto que um dos objectivos do jantar também seria assistir a tal acontecimento, algumas teorias sobre eventos estranhos e inexplicáveis a cerca de cometas vêm à tona durante o jantar. O que é certo é que enquanto se encontram tranquilamente apenas a desfrutar de uma noite agradável, coisas estranhas começam a acontecer, causando pânico e paranóia sobre todos os elementos presentes na casa. 

Com um orçamento muito baixo e filmado em estilo de documentário, Coherence tem um conceito que irá confundir a nossa mente por completo tal como faz com os personagens de história. Começamos a questionar o porque de todos os acontecimentos e é isso que o torna tão bom. O interesse que consegue causar sobre o espectador é enorme e não dá para descolar os olhos do ecrã. Tentamos juntar todas as peças do puzzle, tal como os personagens, peças essas que irão fazer dar voltas e voltas à mente em busca de uma resposta.

O dialogo é muito dinâmico e interessante e as performances dos actores são extremamente naturais o que o torna ainda mais credível, mesmo que a história seja bastante estranha.

Coherence é um filme que irá confundir a nossa mente e fazer-nos sentir como se tivéssemos no lugar daqueles personagens. O fim é perfeito para esta história e o melhor de tudo é que o feeling misterioso continua no ar mesmo depois dos créditos começarem a rolar.






Classificação final: 4 estrelas em 5.