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domingo, 17 de setembro de 2017

Crítica: Sorte à Logan (Logan Lucky) . 2017


Depois de ter afirmado há uns anos que se iria retirar do mundo da realização, ficando apenas ligado a projectos televisivos, Steven Soderbergh quebra a promessa para o bem da humanidade. Simples, mas com estilo e uma grande dose de humor inteligente, Logan Lucky é mais uma certeza que Soderbergh tem obrigatoriamente que continuar a cultivar este lado da carreira.

Jimmy Logan (Channing Tatum) e Clyde Logan (Adam Driver) são irmãos e consideram-se bastante azarados na vida. Jimmy tinha uma carreira promissora no football que lhe escapou derivado a uma lesão num joelho. Clyde é um veterano da guerra do Iraque, que perdeu parte de um braço em combate. Longe de ligar a superstições está a irmã Mellie Logan (Riley Keough). Quando Jimmy descobre a que a sua ex-mulher Bobbie (Katie Holmes) está a pensar mudar-se para outra cidade com a filha de ambos, Jimmy elabora um plano que consiste em assaltar uma pista de corridas de Nascar, pois adquiriu conhecimentos da forma como funciona o sistema pneumático de recolha de dinheiro durante as corridas durante uns tempos em que lá trabalhou. Para que o plano resulte vão precisar contar com a ajuda do velho conhecido Joe Bang (Daniel Craig), um criminoso com muita experiência. 

terça-feira, 30 de junho de 2015

Crítica: Magic Mike XXL . 2015


E foi assim que o Mike perdeu toda a sua Magic! A sequela sobre o grupo de strippers masculinos de "XXL" só tem quase mesmo a duração, que poderia ser bem mais curta, tendo em conta o conteúdo que tem para nos dar. Desta vez realizado por Gregory Jacobs (assistente de realização de Steven Soderbergh há anos), o filme tenta seguir a linha do anterior, mas sem grande sucesso. Apesar de Soderbergh continuar associado ao filme como produtor e cinematografo (sob o pseudónimo de Peter Andrews) o filme é uma estranha mistura entre as suas características de realização e coisas que não percebemos bem o porquê de estarem enquadradas da maneira que estão. O enredo desinteressante e a falta de informação suficiente sobre a vida dos personagens durante estes três anos faz com que fique no ar uma certa insatisfação. 

Sabemos perfeitamente qual o público alvo que o filme pretende atingir, mas a diferença daquilo que Steven Soderbergh fez com Magic Mike em 2012, e aquilo que vemos aqui consegue ser substancial. Enquanto a parte de entretenimento continua a funcionar na perfeição, Soderbergh mostrava-nos os bastidores da vida de um clube de strip de forma natural e efectiva, sem julgamentos e preconceitos. Homens que se despem para entreter senhoras (ou como os mesmos se intitulam no filme, não passando de male entertainers), ideia repetida vezes demais ao longo deste filme, como que querendo provar um ponto que já todos sabemos qual é.