O regresso de Danny Boyle a Trainspotting era para mim uma incerteza. Mexer naquilo que é bom, é 90% das vezes má ideia, mas surpreendentemente, os quatro rebeldes saídos dos livros de Irvine Welsh, continuam mais interessantes que nunca, respeitando o legado do filme de culto, considerado dos mais vibrantes da década de 90.
Vinte anos após a fuga de Edimburgo, Mark Renton (Ewan McGregor) volta à terra Natal para se reencontrar com os amigos Spud (Ewen Bremner) e Simon (John Lee Miller). Apesar de se encontrarem em fases diferentes das suas vidas, o que os une e bem mais forte do que aquilo que os separa, e vêem-se obrigados a regressar atrás no tempo, algo nada fácil por todas as razões que conhecemos. Rapidamente percebemos que vida não foi propriamente generosa para com nenhum deles e inconscientemente ainda anseiam pela mudança e alegria de quando eram jovem. A cumprir uma sentença de vinte e cinco anos na prisão está Begbie (Robert Carlyle), que consegue escapar quando lhe é recusada liberdade condicional, e que assim que descobre que Mark está de volta à cidade, procura vingança.
