Mostrar mensagens com a etiqueta Tom Hanks. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Tom Hanks. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

my (re)view: The Post . 2017


Steven Spielberg fez mais um belissimo filme, que não só é importante como peça de um período histórico, como prima pela qualidade visual, e pelo toque de requinte dos thrillers à moda antiga. Em The Post vivemos em plena era da guerra do Vietname, aquando do escândalo da revelação dos chamados Pentagon Papers, documentos que detalhavam como a Casa Branca tinha conhecimento do que se passava na guerra, mentindo constantemente aos cidadãos americanos. A narrativa é bem construída, e esta repleto de boas interpretações, apesar de algumas quebras de ritmo aqui e acolá, mas que no geral não prejudicam toda a tensão que faz sentir o peso e a importância das decisões, em diferentes perspectivas.  Tom Hanks e Mery Streep dão grandes performances, sustentados por performances secundárias bastante sólidas. Ambos estão totalmente interiorizados no espírito da época e no conteúdo dos seus personagens. Streep é Katahrine Graham, dona do jornal The Washington Post, sabendo mais de social life do que propriamente da gestão de uma grande empresa. Hanks é Bradlee, um veterano editor à procura do momento glorioso da sua redacção, com matérias mais polémicas que as que usualmente faziam o jornal ser considerado um jornal familiar. Uma batalha entre a imprensa livre e a Casa Branca cujo segredos de estado e a publicação dos mesmos levaram o caso ao Supremo Tribunal de Justiça. Chegamos ao fim a celebrar a liberdade de expressão junto daqueles que lutaram por tal, num filme que acaba por ter o seu quê de contemporâneo, numa América que nos dias de hoje tem um chefe de estado que também ele vai tendo problemas com a imprensa.

Classificação final: 4 estrelas em 5.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Crítica: Milagre no Rio Hudson (Sully) . 2016


Clint Eastwood resolveu transportar para o cinema, mais um feito americano. Milagre no Rio Hudson é baseado numa inacreditável e aterradora história verídica que ocorreu durante aproximadamente 3 minutos. Transformar isso num filme de 1 hora e 50 minutos não seria tarefa fácil, e a verdade é que se revela numa experiência que sabe a pouco.

Chesley "Sully" Sullenberger (Tom Hanks), um piloto veterano da US Airlines, ficou marcado na história da aviação como o herói que miraculosamente conseguiu aterrar o voo 1549 no meio do Rio Hudson, devido à perda de ambos os motores depois um percurso de apenas cerca de 3 minutos. Horas após o incidente, e mesmo tendo retirado com sucesso os 155 passageiros a bordo, Sully e o co-piloto Jeff Skiles (Aaron Eckhart) viam-se interrogados pela National Transportation Safety Board (organização que investiga acidentes de aviação civis, entre outros, nos EUA), que sugeriam que ambos teriam posto em causa as vidas dos tripulantes, tomando a decisão precipitada de aterrar no rio, ao invés de voltar para o aeroporto de LaGuardia de onde tinham descolado. Sully veria agora a sua vida exposta na imprensa, sendo considerado pelo país como um herói, mas sofrendo uma grande pressão psicológica por parte do inquérito interno que apontava para que fosse erro humano e não da capacidade que os motores teriam para regressar em segurança.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

It Takes 2 . #6 Spielberg & Hanks


Steven Spielberg & Tom Hanks

E já lá vão 4: Saving Private Ryan (1998) . Catch Me If You Can (2002) . The Terminal (2004) . Bridge of Spies (2015)

Sucesso da parceria:

A verdade é que existem parcerias que já nos presentearam com um número mais elevado de colaborações, mas estes dois senhores são concerteza das mais bem sucedidas de todos os tempos. Steven Spielberg, lá conta de tempos a tempos com a presença Tom Hanks nos seus filmes, presença essa que já dura há 18 anos e cativou fãs ao longo dos tempos. Quando vemos estes dois nomes juntos, certamente nos espera um grande filme.

High-lights:

Podemos encontrar na lista de papeis de grande destaque na carreira de Hanks, todos os nomes associados a Spielberg, já para não falar na quantidades de nomeações a prémios que vão arrecadando em conjunto, nos projectos em comum. Se Tom Hanks é uma das maiores estrelas de Hollywood, Steven Spielberg é um dos maiores nomes da indústria desde os anos 70. E só por aí vemos.

Spot on:

É conhecida a admiração e carinho que nutrem um pelo outro e isso é transmitido sempre que estão juntos e é algo que flui e se sente nos seus trabalhos. Para além das colaborações realizador/actor, os dois também se juntam para produzir outros projectos, demonstrando claramente o gosto por obras passadas durante a WWII. Certamente farão mais projectos no futuro, e nós ficaremos ansiosamente à espera que isso aconteça.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Crítica: Negócio das Arábias (A Hologram For The King) . 2015


Duas palavras mágicas: Tom Hanks. E é meio caminho andado para seguirmos em frente! Negócio das Arábias é o mais recente trabalho de Tom Tykwer e tem em si, um monte de boas ideias que se vão perdendo pelo caminho, culpa da inconsistente narrativa, que nem o fantástico Tom Hanks consegue salvar.

Esta é a história de Alan Clay (Tom Hanks), um antigo vendedor imobiliário que viaja para a Arábia Saudita disposto a vender um inovador sistema de video holográfico ao rei, que pretende construir uma grande cidade no meio do deserto. Mas Alan atravessa agora uma crise existencial, sentindo-se deprimido e culpado pelo fim do seu casamento e pelo facto de não poder proporcionar os estudos na faculdade à sua filha. Tudo isto, a juntar ao facto do rei ter marcado a apresentação, mas não saber quando poderá comparecer à mesma, visto que se encontra com a agenda super cheia. Alan e a sua equipa acabam por ficar no país por tempo indeterminado, nesta viagem de negócios que parece não ter fim. Enquanto nada é resolvido, Alan vai conhecendo alguns habitantes com os quais vai criando empatia, e vivendo algumas aventuras que o farão perceber que a vida é feita de altos e baixos, e há que haver força para enfrentar os obstáculos.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Crítica: A Ponte dos Espiões (Bridge of Spies) . 2015


Pela quarta vez, Tom Hanks e Steven Spielberg voltam a juntar-se num projecto e cada vez que isso acontece é sucesso certeiro. Assim o é, neste thriller A Ponte dos Espiões, que conta com a Guerra Fria como pano de fundo.

Passado em 1957, o filme retrata a história real de James Donovan (Tom Hanks) um advogado a quem é pedido que defenda um prisioneiro, Rudolf Abel (Mark Rylance), acusado de ser um espião soviético a actuar em território americano. Donovan não passa de um advogado especializado em casos de companhias de seguros e ao entrar no campo do desconhecido irá descobrir que afinal se vai encontrar numa situação muito mais frágil do que aquela que pensava inicialmente. Contratado apenas para fazer "boa figura" enquanto representante dos EUA, sendo certo que iria perder o caso com toda a certeza, Donovan começa a ganhar um interesse diferente pelo caso, e toma consciência acerca de algumas das verdadeiras intenções e relações entre os EUA e a União Soviética. Tudo se complica ainda mais quando um avião americano se despenha em território soviético e o militar Francis Gary Powers (Austin Stowell) também é feito prisioneiro. Donovan terá em mãos a responsabilidade de negociar a troca dos dois homens. Um caso muito mais complicado e perigoso do que alguma vez poderia esperar.