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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

my (re)view: Green Book: O Guia (Green Book)


Green Book, de Peter Farrelly

Viggo Mortensen e Mahersala Ali já demonstraram anteriormente o quão são bons naquilo que fazem e em Green Book isso não muda. Os personagens são daquele tipo que cria empatia com o publico, assim como a narrativa está disposta precisamente para puxar para o sentimento e supostamente se conecta connosco. Talvez esse seja mesmo o seu problema, pois acaba por ser demasiado básico e algo que já vimos anteriormente. O filme acompanha a viagem do motorista Tony Vallelonga e do pianista Don Shirley pelo sul dos Estados Unidos ainda durante o tempo em que os negros não podiam frequentar os mesmos espaços que os brancos e mostra a relação que foram criando ao longo dessa viagem. Confesso que não compreendo todo o buzz em torno deste filme. Mais uma história verídica, sobre uma amizade improvável numa época onde poucos ousavam contrariar a sociedade. Inovador? Não. É apenas um filme mediano, doce, divertido, com boas performances, mas com algumas falhas no desenvolvimento de personagens onde a maior parte das pessoas nem vai querer saber. A ideia é a cima de tudo mexer com as emoções de quem vê. Há coisas piores, mas incluir este filme como um dos melhores do ano é sobrevaloriza-lo. O que é certo é que a critica em geral também está a adorar e a mensagem pode ser significativa sim, mas houve melhor cinema durante o ano. É mais um caso onde os actores fazem o filme e pouco mais, em especial Viggo Mortensen que tem aqui mais uma grande performance na carreira.

Classificação final: 3 estrelas em 5.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Crítica: As Duas Faces de Janeiro (The Two Faces of January) 2014


Data de Estreia: 30-10-2014

O elegante, envolvente, muito misterioso e cheio de boas interpretações, As Duas Faces de Janeiro, transporta-nos até umas férias glamorosas na Grécia, férias essas que estavam longe de se transformar num pesadelo.

O glamoroso e carismático milionário americano Chester MacFarland (Viggo Mortensen) está em Atenas com a sua jovem e bonita esposa Colette (Kristen Dunst) para umas férias de luxo. Lá conhecem o guia turistico, também americano, Rydal (Oscar Isaac) que rapidamente fica fascinado com a beleza de Colette. Impressionado com aquela vida extravagante, Rydal, aceita um convite do casal para jantar e rapidamente se percebe que ambos são homens com semelhantes convicções na vida. Ambos ambiciosos, ganânciosos e escondem secredos.

As Duas Faces de Janeiro é um thriller muito bem construido, que apesar de ser bastante simples no que toca à sua história, consegue ser muito inteligente. Conseguimos encontrar semelhanças com os filmes do mestre do suspense Alfred Hitchcock e até se poderá dizer que será uma homenagem ao seu brilhante trabalho. O facto de ser tão "Hitchcockian" dá-lhe com certeza um brilho especial. Suspense, intriga, mentiras, revelações perigosas e até uma atmosfera de paranoia e claustrofobia, funcionam sempre bem com a intensidade necessária para cada momento. O filme retrata muito bem a época dos anos 60 e conta também com uma bonita cinematografia.

No que toca a interpretações é sem dúvida Viggo Mortensen que se destaca mais neste filme e consegue convencer, pois tanto demonstra uma profunda calma sendo um homem bastante subtil e refinado, como derrama um sentimento de fúria e frustração quando necessário. A bonita Kristen Dunst e o também talentoso Oscar Isaac têm ambos boas interpretações, aos poucos explorando as virtudes e defeitos dos seus persongens com pequenos e interessantes detalhes que mostram aquilo que cada um é, e quando digo isto o mesmo se aplica à performance de Viggo Mortensen, que é muito bem apoiado por estes dois.

Um grande thriller sobre dois homens que o destino cruzou, que rapidamente descobrem que têm mais em comum do que aquilo que esperavam. Dois completos estranhos que percebem que querem exactamente o mesmo na vida. Uma casualidade do destino que funciona como o reflexo de um futuro.










Classificação final: 4 estrelas em 5.