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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Crítica: Roda Gigante (Wonder Wheel) . 2017


Mais um ano que passa e o entusiasmo por mais um filme de Woody Allen a chegar continua igual. Apesar da crítica ter achado este Wonder Wheel uma autêntica desilusão, a meu ver, este é talvez das coisas mais ambiciosas que já fez, durante os últimos dez anos. Allen tem o seu estilo, e quem vê os seus filmes têm que saber com o que contar. Dizer que é mais do mesmo, é diminuto, este é o seu estilo de narrativa, a sua assinatura, e isso já mais vai mudar.

Wonder Wheel conta a história de quatro personagens cuja vida anda numa roda viva de emoções, nomeadamente a personagem central Ginny (Kate Winslet). Woody Allen regressa à sua cidade, New York, e à sua juventude em Coney Island o eterno parque de diversões, que nos anos 50 estava em pleno auge. Ginny é uma mulher amargurada e extremamente emocional, cuja vida não é aquilo que sonhou, vivendo presa ao passado que poderia ter tido como actriz. Actualmente a servir às mesas num restaurante do parque, e casada com Humpty (Jim Belushi) bastante mais velho que ela, Ginny apaixona-se por Mickey (Justin Timberlake) o nadador salvador da praia. A viver um grande romance de Verão, Ginny não contava com a presença repentina da enteada Carolina (Juno Temple) que cai de imediato nos encantos de Mickey, deixando Ginny cada vez mais insegura e doida de ciumes.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Crítica: Café Society . 2016


Há quem diga que a originalidade de Woody Allen está acabada, mas eu prefiro dizer que ele gosta de ser manter fiel ao seu estilo, escrevendo sobre os temas que mais lhe dão gozo explorar. Café Society é o que nos apresenta este ano, um belo tributo à Hollywood dos anos 30 com as instrospecções habituais dos personagens centrais à mistura.

Bobby Dorfman (Jesse Eisenberg) é um jovem nova iorquino, que procura uma oportunidade de vida diferente, visto trabalhar com o pai e estar saturado da rotina como joalheiro em Nova Iorque. Bobby decide então mudar-se para Los Angeles, para trabalhar com o seu tio Phil (Steve Carell) um agente de renome das grandes estrelas do cinema. Quando Phil apresenta a sua secretária Vonnie (Kristen Stewart) a Bobby este apercebe-se que ela é o oposto do estereotipo de rapariga a viver em LA e cai imediatamente nos seus encantos, mas quando se declara, ela diz-lhe que tem namorado. Entre as saídas com Vonnie e os cocktails glamorosos em casa do tio, Bobby continuar a estar bastante ligado à família, mantendo constante contacto com a mãe (Jeannie Berlin) cheia de altas expectativas para si, com as peripécias do irmão Ben (Corey Stoll) um respeitável gangster no mundo do crime e com a irmã (Sari Lennick). 

sábado, 19 de setembro de 2015

Crítica: Homem Irracional (Irrational Man) . 2015


Chegou a esperada altura em que Woody Allen faz a sua visita anual ao grande ecrã. O realizador mais produtivo de Hollywood, com uma carreira no cinema desde 1965 mas que nos presenteia desde 1982 com um filme seu por ano, trás-nos desta vez a comédia/mistério Homem Irracional, onde mais uma vez explora a complexidade de uma mente prodigiosa, ao mesmo tempo tão ilógica.

Quando o professor de filosofia Abe Lucas (Joaquin Phoenix) chega ao campus da pequena Universidade de Braylin para dar umas aulas, os boatos sobre a sua vida pessoal e profissional são um facto. Este encontra-se perante uma intensa crise existencial, mas tudo começa a ficar mais animado, tentando redescobrir aos poucos uma nova resolução para a sua vida, quando começa a relacionar-se com Jill (Emma Stone) uma das suas alunas. O relacionamento entre os dois torna-se cada vez mais intenso, mas nem o agradável tempo livre que passa com Jill, nem as aventuras com a colega de trabalho (Parker Posey) o parecem animar. É então que mais tarde, surge a oportunidade perfeita para que consiga despertar de novo em si, vontade plena de viver e desfrutar a vida. O crime perfeito.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Woody Allen | Take 38 NYC


Artigo presente na 38ª Edição (New York City) da

É impossível pensar em Woody Allen sem o associar de imediato à cidade de Nova Iorque. Nascido em Brooklyn, em 1935, Woody Allen começou a dar provas do seu grande talento para a escrita apenas com 17 anos de idade. Quando percorremos toda a sua filmografia, vemos que já deu imensas provas do seu profundo amor pela cidade em que nasceu, retractando-a frequentemente em muitos dos seus filmes. A sua filmografia contém até à data 45 filmes (quase metade deles são passados em Nova Iorque, sendo que alguns deles não no seu todo) sendo assim sem sombra de dúvida o realizador mais produtivo dos nossos tempos e um sinónimo de qualidade.

Uma Nova Iorque absolutamente charmosa, romântica e ao mesmo tempo encantadoramente neurótica serve de pano de fundo para que Woody demonstre os assuntos que mais o fascinam nas vidas dos personagens que cria, personagens esses, que lidam constantemente com problemas existenciais. Entre muitas comédias românticas e dramas, o seu foco principal sempre foram as relações entre homens e mulheres, o sentido da vida e também a morte.

domingo, 14 de setembro de 2014

Crítica: Sweet and Lowdown (Através da Noite) 1999


Mais um filme onde Woody Allen mostra o seu enorme amor pela música Jazz. Sweet and Lowdown (Através da Noite) é uma comédia dramática passada nos anos 30, ao estilo de documentário / biografia contando a vida do “famoso” guitarrista de Jazz Emmett Ray.

Emmett Ray é um guitarrista de Jazz que se intitula como “o maior guitarrista do país” (a seguir ao seu grande ícone Django Reinhardt). Um homem muito egocêntrico, com atitudes pouco adultas afirmando ser assim irresponsável porque é um artista e “os artistas são mesmo assim”. A verdade é que Emmett apesar do seu enorme talento, devido a sua personalidade, parece não conseguir o progresso na carreira que merece, mas ele tem sempre justificação para tudo, ou não fosse ele “o melhor guitarrista do país”. Um dia conhece Hattie, uma rapariga muda que se apaixona por ele.

Sean Penn interpreta Emmett de forma brilhante! Apesar de toda a postura vaidosa, narcisista e por vezes até bastante irritante do personagem, Sean Penn foi capaz de nos fazer sentir um carinho especial por ele. Por trás de toda aquela figura arrogante está um homem mais sensível do que aquilo que aparenta. Hattie é uma personagem absolutamente magnifica e Samantha Morton conseguiu interpreta-la de forma genial! Apesar da grande performance de Sean Penn a estrela maior deste filme é sem dúvida Samantha Morton.  Cada vez que olhava para ela no filme só conseguia imaginar que ela tinha acabado de sair de um filme mudo, pois a personagem é mesmo muito semelhante com performances de filmes do inicio do Cinema e não posso deixar de referir que figuras como The Tramp (Charlot) de Charlie Chaplin (por exemplo a forma meio que trapalhona de Hattie anda) e Mary Pickford (em algumas expressões faciais) me vieram à cabeça várias vezes. Dois excelentes personagens saídos da mente de Allen.

O filme consegue retractar a época muito bem, através de cenários e vestuário, já para não falar da boa banda sonora, ou não fosse este filme também sobre Jazz. O maior problema deste filme talvez seja a sua última meia hora, que não consegue ser tão forte em termos de história, perdendo um pouco a eficiência e o interesse que nos proporciona até então.

Sweet and Lowdown é mais uma comédia muito espirituosa, mesmo ao estilo de Woody Allen com cenas que vos farão rir e passar um bom bocado.






Classificação final: 3,5 estrelas em 5.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Crítica: Magic in the Moonlight (Magia ao Luar) 2014


Data de Estreia: 04-09-2014

Já estamos bem habituados à visita anual ao grande ecrã de mais um filme de Woody Allen. Um homem com uma filmografia enorme repleta de grandes filmes todos escritos e realizados por ele. Muitos deles onde o próprio é o protagonista. Este ano ele apresenta-nos mais uma das suas comédias, o cheio de charme Magic in the Moonlight (Magia ao Luar).

Em 1928 o famoso, talentoso e místico Wei Ling Soo, está nas luzes da ribalta! Conhecido em todo o mundo pelos seus fantásticos espectáculos de ilusionismo é adorado e idolatrado por muitos, mas poucos sabem que Wei Ling Soo não vem da China nem sequer de lá perto… Ele é afinal um mágico inglês e tudo o que faz não passa de meros truques. Na verdade, o seu nome é Stanley e passa bem despercebido no dia-a-dia, pois sem o seu caricato personagem asiático de faz-de-conta não poderá ser reconhecido por ninguém. Stanley é um homem rude, um pouco indelicado e super vaidoso. Não acredita em nada misterioso ou oculto, visto que a sua própria profissão é uma fraude, pois faz com que todos acreditem no que faz, que na verdade não passa de uma mentira. Stanley duvida de qualquer tipo de actividade fora do que é considerado normal e por isso que é convidado por um amigo a ir até ao Sul de França desmascarar uma jovem Americana que se diz passar por médium, na casa de uma das famílias mais ricas da zona. O seu cepticismo leva-o de imediato a duvidar do facto de que a rapariga possui um dom, e estará mais interessada no dinheiro da família do que em qualquer outra coisa, mas rapidamente estranhos acontecimentos começam a fazer com que Mr. Stanley comece a por em causa as suas próprias crenças.

Magic in the Moonlight consegue transportar nos sempre de uma forma bastante agradável até a uma década cheia de glamour, através de todo o meio envolvente. A banda sonora, os figurinos, cenários e as magníficas paisagens do Sul de França fazem com que a história tenha ainda mais charme. O filme faz em certa parte alguma crítica aos estratos sociais, analisando e satirizando a alta sociedade da época. Também se refere muito à parte da espiritualidade e religião, explorando vários aspectos das crenças de cada um. O medo e curiosidade sobre aquilo que não conhecemos é algo aceite de forma diferente por parte de alguns personagens da história, o que se aplica a cada ser humano pois cada um de nós tem diferentes formas e ideias de acreditar seja no que for.

Colin Firth tem uma performance absolutamente deliciosa! De uma forma muito espirituosa, e mesmo ao estilo de Allen, os seus diálogos são mesmo muito engraçados. É um papel que lhe assentou que nem uma luva! Emma Stone é uma das jovens actrizes que admiro e confesso que estava a espera de mais da parte dela. Não me interpretem mal, pois a sua interpretação foi boa mas estava a espera de ver algo diferente, talvez mais hilariante. Apesar das performances de cada um terem sido sólidas por si só, nas suas cenas juntos a química entre os dois parece ser um pouco fraca em algumas ocasiões. Lembro-me de ler algures que a diferença de idades tirou um pouco a credibilidade ao romance desta história, o que acho que não tenha sido o caso, pois a diferença de idades não importa desde que haja uma certa faísca entre a interpretação dos actores o que aqui não acontece o tempo todo e é essa inconsistência que o torna não tão cativante como deveria ser no seu todo.

Magic in the Moonlight é sem duvida um filme bastante agradável que vos vai proporcionar um bocado bem passado. Inteligente e engraçado, mesmo ao estilo daquilo que Woody Allen nos têm habituado ao longo de todos estes anos, mas que fica um pouco à quem de muitos outros filmes que já fez.








Classificação Final: 3,5 estrelas em 5.