Mostrar mensagens com a etiqueta comédia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta comédia. Mostrar todas as mensagens

domingo, 1 de outubro de 2017

Crítica: It . 2017


Andy Muschietti ganhou reconhecimento em 2013 com Mama, um thriller de horror, cujo o tipo de narrativa e visuais se assemelhava ao cinema de Guillermo del Toro. Depois de ter sido escolhido para a nova roupagem de It - adaptado do livro de Stephen King, que em 1990 já tinha sido adaptado para tv - as expectativas seriam as melhores. O palhaço assassino que atormentou muitas crianças na altura, vinte e sete anos depois estaria pronto para atormentar muitas mais. Só que não.

A acção decorre no final dos anos 80, na pequena cidade de Derry, onde vivem Bill (Jaeden Lieberher) e o seu irmão Georgie. Numa tarde chuvosa de inverno, Georgie decide brincar pelas ruas com um barquinho de papel, que com a força das águas caí numa valeta de esgoto. Na tentativa de retirar o barco, Georgie espreita lá para dentro e é surpreendido por Pennywise the Dancing Clown (Bill Skarsgard), que o alicia a entrar no esgoto com ele. Georgie desapareceu sem deixar rasto, e cada vez mais na cidade começa a ser notorio o número de crianças que também desaparecem. É então que Bill com a ajuda dos amigos, decide começar a investigar o desaparecimento do irmão, e juntos começam a tentar desvendar o mistério que paira sobre Derry. Enquanto isso, todos eles começam a ter visões aterradoras com o palhaço, todas elas ligadas aos seus maiores medos.

domingo, 17 de setembro de 2017

Crítica: Sorte à Logan (Logan Lucky) . 2017


Depois de ter afirmado há uns anos que se iria retirar do mundo da realização, ficando apenas ligado a projectos televisivos, Steven Soderbergh quebra a promessa para o bem da humanidade. Simples, mas com estilo e uma grande dose de humor inteligente, Logan Lucky é mais uma certeza que Soderbergh tem obrigatoriamente que continuar a cultivar este lado da carreira.

Jimmy Logan (Channing Tatum) e Clyde Logan (Adam Driver) são irmãos e consideram-se bastante azarados na vida. Jimmy tinha uma carreira promissora no football que lhe escapou derivado a uma lesão num joelho. Clyde é um veterano da guerra do Iraque, que perdeu parte de um braço em combate. Longe de ligar a superstições está a irmã Mellie Logan (Riley Keough). Quando Jimmy descobre a que a sua ex-mulher Bobbie (Katie Holmes) está a pensar mudar-se para outra cidade com a filha de ambos, Jimmy elabora um plano que consiste em assaltar uma pista de corridas de Nascar, pois adquiriu conhecimentos da forma como funciona o sistema pneumático de recolha de dinheiro durante as corridas durante uns tempos em que lá trabalhou. Para que o plano resulte vão precisar contar com a ajuda do velho conhecido Joe Bang (Daniel Craig), um criminoso com muita experiência. 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Crítica: Footloose . 1984


Directamente do universo dos teenage movies dos 80's, Footloose é dos mais queridos perante a malta que viveu a juventude durante essa época. Por mim, foi visionado apenas ontem pela primeira vez, e é daqueles que transmite, para quem não viveu a sua época, o feeling que marcou a era. O argumento pode ter defeitos, e a originalidade pode ser pouca, mas a sua energia contagia e também nós queremos soltar o bailarino que há em nós!

Quando Ren (Kevin Bacon), um rapaz sofisticado de Chicago chega à pequena cidade de Bomont, apaixona-se por Ariel (Lori Singer) filha do reverendo Shaw Moore (John Lighgow) que molda muitas das mentalidades da região. Ren tem estilo e adora dançar, comportamento abolido na cidade, interpretado como sinal de pecado, consumo de drogas e álcool. O jovem decide que é indispensável mudar mentalidades e quer organizar um baile, mas para isso terá de contrariar a vontade do reverendo, e também enfrentar algumas das figuras mais importantes da escola. Seguindo a tendência de filmes do género que saíram durante a época, Footloose assume-se como o filme de adolescentes que é, vive de momentos descontraídos e de humor que existem apenas para divertir e não para serem levados a serio, um tanto quanto a despreocupação típica de um adolescente.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

flash review : Beatriz at Dinner . 2017


Beatriz at Dinner, de Miguel Arteta (2017)

De ritmo lento, mas muito rico em conteúdo Beatriz at Dinner é um autentico prato gourmet. Recheado de significado e comentário social, o filme faz o contraste entre a era em que vivemos actualmente e o mundo dos que sobrevivem e lutam dia-a-dia por uma vida melhor. O confronto entre classes sociais é uma constante e não poderia estar mais bem inserido no estado em que o mundo se encontra actualmente. Com a imigração e os valores sociais e humanos constantemente em cima da mesa, John Lithgow e Salma Hayek são ambos personagens fortes, que sustentam os diálogos inteligentes e lhe dão a credibilidade necessária. Salma Hayek está fantástica, num papel muito poderoso e diferente do habitual, desprovida da vaidade e do glamour habitual, brilha numa interpretação simples, emotiva e com muita essência.

Classificação final: ★★★★

domingo, 6 de agosto de 2017

Crítica: Baby Driver: Alta Velociodade (Baby Driver) . 2017


Hollywood precisa de Edgar Wright. Depois de cultivar durante vinte anos a ideia de fazer um filme sobre perseguições de carros sincronizadas musicalmente, nasceu este inspirado e energético baby. Independentemente do género, dá gosto ver um filme onde todos os elementos vivem em perfeita harmonia. Aqui as palavras e as acções ganham muito mais estilo ao som-de-um-bom-som, capaz de transformar as imagens em música para os nossos ouvidos. Divertido, repleto de acção e acima de tudo diferente, Baby Driver entra nos pelos olhos e pelos ouvidos adentro.

Baby (Ansel Elgort) é um jovem muito especial. Recatado e de poucas palavras, tem altas competências a nível da condução, que trabalha para Doc (Kevin Spacey) um grande criminoso da cidade de Atlanta, que requisita os seus serviços para o ajudar na fuga de múltiplos assaltos dos vários grupos de gangs com os quais faz parcerias. Mas logo percebemos que Baby destoa completamente dos requisitos do frio mundo do crime e não vê a hora de poder deixar este trabalho, ao qual se vê obrigado a comparecer até saldar a divida que tem para com Doc. A grande particularidade do seu trabalho, é o facto de não ser capaz de conduzir sem música. Prestes a participar no último assalto, Baby apaixona-se por Debbie (Lily James) e percebe que têm mesmo que tomar outro rumo na vida.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Crítica: Baywatch: Marés Vivas (Baywatch) . 2017


Não posso mentir, ver um filme com o Dwayne Johnson está a tornar-se um serissímo guilty pleasure! O tipo tem carisma, e não é à toa que é um dos mais bem pagos do momento. Baywatch: Marés Vivas é daqueles casos em que fazer um filme sobre o tema era estritamente desnecessário, mas que já se sabe que vai facturar milhões. Basicamente, aqui estamos perante uma compilação gigante de episódios da série de sucesso dos anos 90 com o mesmo nome, com momentos de pura parvoíce de fácil gargalhada, mas de ficam um pouco à quem da originalidade, colocando-se no mesmo patamar que muitas outras que temos visto ultimamente.

O tenente Mitch Buchannon (Dwayne Johnson) e a sua equipa de nadadoras salvadoras, Stephanie Holden (Ilfenesh Hadera) e C. J. Parker (Kelly Rohrbach) vigiam e protegem as praias da Flórida criando uma divisão de elite intitulada de Baywatch. Quando uns pequenos sacos de droga começam a aparecer na posse dos frequentadores da praia, Mitch começa a investigar o que o leva até à empresária de sucesso na área, Victoria Leeds (Priyanka Chopra). Prontos a prestar provas para entrar para a equipa estão a surfista Summer (Alexandra Daddario), o nerd gorducho Ronnie (Jon Bass) e o campeão olímpico Matt Brody (Zac Efron), que apenas se prestou a provas por estar sob um acordo de trabalho comunitário. Juntos vão tentar desmantelar a rede de tráfico de drogas na área que começa a provocar insegurança e a ameaçar o bem estar em toda a costa.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

CINEPHILIA | Moulin Rouge! (2001)


Viva a celebração do amor! Moulin Rouge! pode ter todos os defeitos do mundo e mesmo assim consegue ser incrivelmente cativante, entrando no ano de 2001 para a categoria de filmes para ver antes de morrer. Baz Luhrmann constrói uma ode moderna ao romantismo, contendo todos os truques necessários para o sucesso de uma história de amor, por vezes bem lamechas, outras vezes bem original, divertido, colorido, glamoroso e apaixonante. É estranho como a sua estranheza se entranha facilmente e uma irresistível vontade de o rever cresce, provocando até aos menos susceptíveis aos temas amorosos um certo bichinho armado em cupido com graves repercussões que causam sintomas de visionamentos em loop.

Tudo se passa em 1900. Christian (Ewan McGregor), um jovem poeta britânico, decide tentar a sua sorte em Paris, considerada por muitos como cidade boémia e cheia de liberdade onde tudo é possível para um artista e triunfar é fácil. Por lá é acolhido pelo pintor Toulose-Lautrec (John Leguizamo) e seus amigos, habituais frequentadores do Moulin Rouge, o famoso bordel de Harold Zidler (Jim Broadbent), onde reina o sexo, as drogas e o cancan de inúmeras e belíssimas mulheres. A maior estrela de todas é Satine (Nicole Kidman), e Christian fica absolutamente rendido aos seus encantos. Loucamente apaixonado, Christian é confundido com o poderoso Duque de Monroth (Richard Roxburgh), potencial investidor do cabaret, e Satine acaba por se apaixonar também por ele. Christian acaba por viver uma paixão arrebatadora, percebendo o verdadeiro sentido do amor, que tem tanto de belo como de trágico, pois mais vale viver um grande amor do que nunca ter vivido amor algum.

Considerado por muitos como um dos piores dos últimos tempos, Moulin Rouge! é dos tais que se ama ou se odeia. Frenético, exagerado, extravagante é um autentico espectáculo visual que contém um pequeno toque de muitas das histórias de amor mais famosas de sempre. Baz Luhrmann usa a música para contar uma história, misturando elementos modernos e modificando letras e arranjos de forma a que sejam adaptadas e inseridas num contexto próprio. A música como elemento de cultura pop é contrastada com o ambiente La Boheme francês criando um ambiente interessante e uma forte conexão com a audiência. O enredo é inspirado essencialmente nas obras de Verdi, Puccini e Offenbach, transformando a visão do que seriam as operetas do século XIX. O componente teatral está sempre presente, desde o aspecto cenográfico à representação do elenco de peso, liderado por Nicole Kidman e Ewan McGregor, que imortalizam Satine e Christian, e os transformam num dos casais mais carismáticos do cinema. À medida que vamos avançando na história, esta fica mais sombria, nunca perdendo o encanto, mas largando aos poucos a alegria mergulhando na tristeza profunda de um amor que sabemos que não irá prevalecer. O estilo muitas vezes sobrepõe-se à substância, mas nunca tentar ser algo mais do que é suposto.

É impossível não admirar o esforço criativo de todos os aspectos do filme, que sem medo de arriscar foram pioneiros numa viragem no que toca ao estilo musical em Hollywood, onde o tradicional e o moderno se transformam e se complementam. É fácil entrar no espírito e viver esta experiência espectacular, onde a musica e as cores retratam o poder do amor.

"The greates thing you'll ever learn is just to love and be loved in return".

quarta-feira, 21 de junho de 2017

flash review : Colossal . 2016


Colossal, de Nacho Vigalondo (2016)

Uma mulher alcoólica descobre que uma série de eventos catastróficos a ocorrer na Coreia envolvendo um monstro kaiju, têm de alguma forma conexão com as suas atitudes enquanto embriagada, tudo isto consequência do seu estado emocional. Aqui percebemos que estamos perante algo criativo e único. Colossal é diferente do que estamos habituados a ver, algo que advém desta nova onda de filmes ligados ao género do horror / thriller que tão bem têm animado o panorama dentro do género. É muito interessante como consegue ser por vezes incomodativo pela forma como a violência e a agressividade das palavras e dos actos são apresentados, tudo com o objectivo de abordar temas sociais relevantes. Apesar de alguns toques de comédia nele contidos, consegue ser muito mais dark do que imaginávamos quando nos deparamos com os temas do alcoolismo ou da doença mental, bem ilustrados pelos protagonistas Anne Hathaway e Jason Sudeikis. Um filme sobre os monstros escondidos dentro de cada um de nós, e sobre a forma como podemos mudar o rumo às coisas menos boas se acabarmos com eles.

Classificação : ★★★★½

sábado, 17 de junho de 2017

flash review : Free Fire . 2017


Free Fire, de Ben Wheatley (2017)

Pode não ser a coisa mais original que já viram nas vossas vidas, mas é sem dúvida a mais divertida e bem conseguida que vão ver no decorrer deste ano. Grandes personagens, situações hilariantes e tudo isto passado num só local. Como cenário temos um armazém abandonado em plenos anos 70 e dois gangs rivais a tentar negociar armas. No meio de tanta testosterona encontramos também por lá Brie Larson, uma miúda com fibra que apesar de se ver metida em sarilhos, consegue sobressair no meio de tanto homem. As balas vão voar e tudo acaba por se transformar num jogo de sobrevivência. A combinação perfeita entre acção às carradas e gargalhadas às carradas. Sharlto Copley, Sam Riley e especialmente Armie Hammer estão deliciosos. Free Fire a ilustrar que os homens (e os seus egos) conseguem ser uns grandes totós. Ver um bando de gente aos tiros nunca foi tão divertido!

Classificação : ★★★★★

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Crítica: La La Land - Melodia de Amor (La La Land) . 2016


Damien Chazelle surpreendeu todos, ao fazer da sua segunda longa metragem um sucesso digno de realizador experiente em Hollywood. A sua produção independente Whiplash (2013), tinha a qualidade de qualquer filme de grande estudio e os olhos ficaram de imediato postos neste jovem de 32 anos, que escreve e realiza como gente grande, onde já merecidamente o podemos classificar como um dos melhores da nova era.

Los Angeles, a cidade dos sonhos. Mia (Emma Stone) é uma aspirante a actriz, a trabalhar numa coffee shop de um estúdio de cinema. Sebastian (Ryan Gosling) é um pianista de jazz, debatendo-se por encontrar um trabalho onde possa ser dono da sua criatividade. O destino dos dois cruza-se e juntos vão descobrir que o amor e os sonhos são algo verdadeiramente poderoso. Cada vez passam mais tempo juntos e um carinho especial surge. A ambição de triunfar é imensa pela duas partes, e assim é também o amor que os une, mas será que tudo é realmente perfeito e possível na cidade dos sonhos?

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Crítica: Beleza Colateral (Collateral Beauty) . 2016


David Frankel é responsável por uma das mais conhecidas e mais adoradas comédias dramáticas dos anos 00's. Grande parte da sua reputação vem do sucesso de The Devil Wears Prada (2006), onde a qualidade improvável de um filme do género o fez destacar de todos. Isso tudo está longe de acontecer aqui. Com um elenco de luxo e repleto de boas intenções, Beleza Colateral perde-se no meio de um enredo que é uma confusão e o final previsível.

Howard (Will Smith) foi outrora um homem destemido, confiante e acima de tudo feliz, até ao dia em que perdeu a sua filha de seis anos que faleceu devido a doença rara. Três anos se passaram e Howard perdeu a vontade de viver. Passa os dias tipo zombie, dorme pouquíssimo e anda loucamente de bicicleta pela cidade. Ao ver o estado perturbado em que o amigo se encontra, os seus sócios, numa empresa de publicidade de grande reputação em Nova Iorque, Whit (Edward Norton), Claire (Kate Winslet) e Simon (Michael Peña) decidem investigar o seu dia-a-dia e acabam por descobrir que Howard escreve cartas, não a pessoas, mas aos espíritos do Amor, Tempo e Morte (respectivamente interpretados por Keira Knightley, Jacob Latimore e Helen Mirren). Na tentativa de provar ao sócio que precisa de reagir e enfrentar a vida, agora de outra forma, os três têm o objectivo de enganar Howard contratando actores que irão interpretar esses mesmos espíritos, interagindo com ele em vários locais da cidade, levando-o a acreditar que está louco na tentativa de o fazer abdicar da sua parte da agência, salvando-a da instabilidade constante do seu sócio maioritário.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Crítica: Ela (Elle) . 2016


Não é muito comum vermos retratada no cinema histórias sobre violações da maneira que esta é retrata. Paul Verhoeven (Instinto Fatal, 1992) aventura-se pela primeira vez na lingua francesa com a maravilhosa Isabelle Hupert a comandar operações. Ela é um thriller sobre insanidade e vingança, que aborda temas delicados, como se uma comédia de humor negro se trata-se.

Uma cena cruel e impiedosa dá inicio ao filme e logo de forma abrupta estamos perante uma invasão de propriedade e uma violação. A vítima é Michèle (Isabelle Hupert) é uma mulher de negócios de meia idade. Ao contrário daquilo que imaginamos, Michèle não reage de forma que estamos à espera, mas sim de forma natural e desprezível, como se nada se tivesse passado. Arruma o local do crime, não chama a policia nem sequer demonstra algum tipo de sentimentos acerca do que acabou de suceder. Ao longo do filme, vamos descobrindo alguns detalhes importantes da vida desta mulher e vamos entendendo o porquê de algumas atitudes. Mas não todas. Michèle é um personagem bastante intrigante, daquelas que mesmo depois do final de uma história, permanecem connosco e nos fazem questionar algumas das situações que acabamos de assistir.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Crítica: Café Society . 2016


Há quem diga que a originalidade de Woody Allen está acabada, mas eu prefiro dizer que ele gosta de ser manter fiel ao seu estilo, escrevendo sobre os temas que mais lhe dão gozo explorar. Café Society é o que nos apresenta este ano, um belo tributo à Hollywood dos anos 30 com as instrospecções habituais dos personagens centrais à mistura.

Bobby Dorfman (Jesse Eisenberg) é um jovem nova iorquino, que procura uma oportunidade de vida diferente, visto trabalhar com o pai e estar saturado da rotina como joalheiro em Nova Iorque. Bobby decide então mudar-se para Los Angeles, para trabalhar com o seu tio Phil (Steve Carell) um agente de renome das grandes estrelas do cinema. Quando Phil apresenta a sua secretária Vonnie (Kristen Stewart) a Bobby este apercebe-se que ela é o oposto do estereotipo de rapariga a viver em LA e cai imediatamente nos seus encantos, mas quando se declara, ela diz-lhe que tem namorado. Entre as saídas com Vonnie e os cocktails glamorosos em casa do tio, Bobby continuar a estar bastante ligado à família, mantendo constante contacto com a mãe (Jeannie Berlin) cheia de altas expectativas para si, com as peripécias do irmão Ben (Corey Stoll) um respeitável gangster no mundo do crime e com a irmã (Sari Lennick). 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Crítica: O Bebé de Bridget Jones (Bridget Jones's Baby) . 2016


Passaram 12 anos desde a última aparição de Bridget Jones no grande ecrã. Em 2001, O Diário de Briget Jones destacou-se deixando a sua marca no género da comédia romântica, mostrando provas de ter sido claramente influenciado pelo clássico de Jane Austen, Orgulho e Preconceito, dando-lhe um toque moderno e fresco, que posteriormente também influenciou outros, centrando-se na versão honesta e feminina, da vida de uma solteirona na casa dos 30. A notícia de um terceiro filme na franquia, deixou um certo cepticismo no ar, especialmente depois de O Novo Diário de Bridget Jones em 2004, não tão brilhante e bem construído quanto o primeiro. A verdade, é que este O Bebé de Bridget Jones surpreende da melhor maneira, fazendo-nos lembrar a razão pela qual Bridget encantou o mundo pela primeira vez.

Bridget Jones (Renée Zellweger) tem agora 43 anos, e parece ter voltado à estaca zero no que toca ao amor. Agora com uma carreira profissional estável e respeitada no mundo da televisão, Bridget sente-se novamente incompleta no campo sentimental, depois de ter terminado à cinco anos o namoro com Mark Darcy (Colin Firth) o amor da sua vida. A idade começa a despertar em si novos objectivos e motivações, mas Bridget continua a ser fiel a si própria, e à sua maneira extrovertida de ser. Desesperada por um pouco de mais acção, deixa-se cair nos encantos de Jack (Patrick Dempsey) um completo desconhecido com quem tem um caso durante um festival de música. Passado uns dias, ao encontrar Mark, a velha chama entre os dois acende e isto tudo resulta numa noite de paixão. Bridget encontra-se agora numa situação complicada, quando descobre que está gravida mas não tem a certeza, qual deles é o pai.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Crítica: Os Traficantes (War Dogs) . 2016


Sabem aqueles filmes que querem mesmo mesmo dizer bem, mas vêm-se obrigados a dar uma nega!? Bem, Os Traficantes é um desses filmes. É daqueles que nos deixa um sabor agridoce na boca, cujos ingredientes tinham tudo para dar certo, mas seguem um caminho completamente errado. Um filme sem qualquer identidade própria.

Baseado num artigo da revista Rolling Stone (que posteriormente deu origem ao livro "Arms and The Dudes", escrito pelo mesmo responsável pelo artigo, o jornalista Guy Lawson), Os Traficantes é a comédia biográfica onde seguimos a história de David Packouz (Miles Teller) e Efraim Diveroli (Jonah Hill), dois jovens traficantes de armas que conseguem um contrato com o governo americano, de forma a fornecer armas ao exército americano no Afeganistão. Dinheiro fácil, perigo, ganância ou poder, são tudo temas que podemos ver aqui explorados, mas nunca suficientemente bem. Convém também lembrar, que apesar de se basear numa história verídica, a maior parte dos eventos que vemos no filme, são dramatizados ou nunca chegaram a acontecer na realidade.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Crítica: Caça-Fantasmas (Ghostbusters) . 2016


Who you gonna call? Paul Feig. Existem filmes difíceis de reciclar, quando a legião de fãs é demasiado maciça, sendo mais fácil vê-los quando simplesmente não estamos tão apegados ao original e à nostalgia que ele nos poderá trazer. Este remake do clássico dos anos 80 Ghostbusters, é a versão feminina que pretende apenas divertir acabando por homenagear aquela que é a sua verdadeira inspiração.

Quando o livro sobre o paranormal das cientistas Abby Yates (Melissa McCarthy) e Erin Gilbert (Kristen Wiig) se torna um enorme fracasso, as apaixonadas pelo desconhecido - especificamente por almas do outro mundo - decidem tomar rumos diferentes nas suas carreiras profissionais. Enquanto Yates continua ligada aos estudos do oculto com a ajuda da peculiar engenheira Jillian Holtzmann (Kate McKinnon), Gilbert segui a carreira universitária como professora de física. Quando as três testemunham a aparição de um fantasma numa casa assombrada em Nova Iorque, e à medida que as aparições começam a ser mais recorrentes por toda a cidade, decidem formar o negócio "Caça-Fantasmas" destinado a por fim às almas que pretendem atormentar o dia-a-dia do cidadão comum. A elas juntam-se Patty Tolan (Leslie Jones), uma trabalhadora do metro à procura de um pouco mais de acção na vida e Kevin (Chris Hemsworth) o recepcionista com falta de inteligência. O grupo fará de tudo para proteger a cidade de uma eminente e grave ameaça fantasma que poderá por em causa a segurança de todos!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Crítica: Cenas de Família (The Family Fang) . 2015


Jason Bateman é bem conhecido no mundo da comédia, tendo feito parte de alguns sucessos do género ao longo dos últimos anos, mas a sua faceta de realizador, num registo um pouco mais sério é algo que certamente poderá ter pernas para continuar a andar. Cenas de Família é um indie aparentemente light, mas que rapidamente se transforma em algo melancólico, abordando temas familiares interessantes.

Annie (Nicole Kidman) e Baxter (Jason Bateman) são dois irmãos fortemente marcados pela infância atribulada que tiveram, quando se viam envolvidos pelas performances artísticas dos seus pais (Christopher Walken e Maryann Plunkett) que viviam para atrair a atenção de pessoas comuns, ao encenar pequenas situações com o objectivo de provocar várias emoções surpreendendo o público. A quantidade de aparições ao longo dos anos 80 e 90, fizeram com que esta família se torna-se famosa, e como consequência a imagem de Annie e Baxter ficaria associada à fase em que o mundo os conhecia e intitulava de Child A e Child B. Hoje, Annie é uma actriz conceituada e Baxter um pseudo autor de romances, ambos com a particularidade de viver presos a um passado que tem tanto de longínquo como de recente, pois perante um per causo terão de lidar novamente com a peculiaridade dos seus pais que escondem um segredo. Tudo isto os fará reviver momentos, e até encontrar respostas certas com a ajuda da maturidade que outrora não teriam.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Crítica: Central de Inteligência (Central Intelligence) . 2016


Confesso que por momentos cheguei a achar que isto poderia ter potencial para ser minimamente engraçado. Dwayne Johnson é actualmente uma das maiores estrelas de Hollywood e anda por todo o lado. Kevin Hart é um tipo engraçado que usa a seu favor a sua baixa estatura física. A verdade é que os dois até são capazes de manter uma boa química, mas o argumento para além de sofrer de falta de originalidade, não se destaca de mais um mero buddy cop movie sem interesse algum.

Dois colegas da escola secundária, Robbie Weirdicht - que agora dá pelo nome de Bob Stone - (Dwayne Johnson) e Calvin Joyner (Kevin Hart) reencontram-se passado 20 anos. Bob nunca esqueceu Calvin, depois deste o ter ajudado, durante um episódio embaraçoso em frente toda a escola. Enquanto Bob sofria de bullying, Calvin era o miúdo mais popular, o que teria um futuro brilhante à sua frente, mas com o passar do anos todos os seus sonhos foram ficando para atrás e para além de se sentir insatisfeito profissionalmente, também tem problemas no casamento. O reaparecimento de Bob vem agitar a sua vida, quando este descobre que o antigo colega não só mudou radicalmente a sua aparência, como é um agente da CIA com gostos bastante peculiares. Rapidamente Calvin vê-se envolvido no meio de uma investigação secreta ao mesmo tempo que se aproxima a festa de celebração dos 20 anos de secundário, à qual Calvin se recusa a ir, mas Bob está mais que entusiasmado.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Crítica: Maggie Tem Um Plano (Maggie's Plan) . 2015


Escrito e realizado por Rebecca Miller, Maggie Tem Um Plano é mais um indie cheio de personagens intransigentes que se debatem com dilemas interiores, e se cruzam por Nova Iorque, cidade recorrentemente associada a um estilo de vida narcisista um tanto ou quando snob e intelectual. Uma comédia romântica light, simpática, mas que não marca grande diferença.

Maggie (Greta Gerwig) é uma jovem nova-iorquina que decide tornar-se mãe solteira. Logo desde o inicio do filme, que as suas intenções são de imediato apresentadas. Sem capacidades para se manter numa relação por mais de seis meses, diz ela, pede ajuda a Guy (Travis Fimmel) um ex-namorado de faculdade, disposto a doar-lhe sémen, ajudando-a recorrendo à inseminação artificial. Aparentemente, Maggie acha que tem absoluto controlo sobre a sua vida, mas não contava apaixonar-se por John (Ethan Hawke), um antropólogo casado com Georgette (Julianne Moore), neurótica e também antropóloga, cujo o casamento está prestes a desmoronar. Os anos passam, Maggie casa com John e finalmente é mãe, mas os seus receios quanto a relacionamentos começam a surgir. Estaria afinal preparada para se comprometer? É então que surge a ideia de elaborar um plano, que conviria não só a si mas também a Georgette.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Crítica: Mestres da Ilusão 2 (Now You See Me 2) . 2016


Os Quatro Cavaleiros estão de volta, e era bem melhor que estivessem continuado escondidinhos. Mestres da Ilusão 2 é uma autentica trapalhada, que consegue ser ainda pior que o primeiro filme. Desleixado, banal, sem qualquer magia.

Passado um ano depois dos acontecimentos do primeiro filme (Mestres da Ilusão, 2013) os Quatro Cavaleiros (Jesse Eisenberg, Woody Harrelson, Dave Franco e Lizzy Caplan que aqui substitui a personagem de Isla Fisher) preparam-se para mais um grande truque. Com a ajuda do detective do FBI Dylan Rhodes (Mark Rufallo) - que aqui se vê envolvido numa teia de vingança com o céptico da magia Thaddeus Bradley (Morgan Freeman) que foi preso no último filme - os cavaleiros terão de escapar ao plano maquiavélico do bilionário Walter Mabry (Daniel Radcliffe), que pretende que estes o ajudem a ter acesso a um poderoso chip que tem o poder de obter dados privados de todos os dispositivos do planeta. Sabemos um pouco mais sobre os personagens, mas não o suficiente, e revelações um pouco absurdas acabam por surgir. À excepção de algumas, poucas, cenas de mais acção e divertimento, o tempo parece não passar e as duas horas de filmes tornam-se intermináveis!