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domingo, 4 de março de 2018

my (re)view: Mom and Dad . 2017


O ano ainda mal começou, e Mom and Dad foi das coisas mais divertidas que até agora vi. Imaginem que todas as mães e pais do mundo de repente, sem razão aparente, se revoltassem e começassem a querer matar os seus filhos!? Um zombie apocalipse em modo parenting, cuja unica solução é os filhos também eles se tornarem assassinos para sobreviver. O humor negro é rei e há cenas absolutamente deliciosas de tão goofy que são. O espirito B Movie é super bem aproveitado, com Nicolas Cage perfeito, numa das melhores coisas que tem feito nesta recente carreira de fracassos recorrentes. Selma Blair também ajuda. O ritmo é bem energético e assim como existem cenas memóraveis, também existem momentos introspectivos onde o casal partilha as suas frustrações e sonhos perdidos devido à parentalidade. Não é a coisa mais perfeita do mundo, mas dá-nos apenas aquilo que queremos. Uma hora e meia de diversão, à qual desculpamos todos os erros, só pelo facto de ter cumprido com o seu objectivo.

Classificação final: 4 estrelas em 5.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Crítica: Doidos à Solta, de Novo (Dumb and Dumber To) 2014


Data de Estreia: 04-12-2014

Passado vinte anos, Lloyd e Harry estão de volta para mais uma aventura. Continuam mais parvalhões que nunca e tal como se esperava acabam por não trazer nada de novo, no fundo nada de que se destaque daquilo que já nos tinham mostrado em 1994 quando saiu o primeiro filme (Doidos à Solta).

Desta vez os dois amigos levam-nos numa viagem estrada fora. Harry acaba de descobrir que teve uma filha, que foi dada para adopção há 18 anos atrás e a missão é encontra-la. É claro que só poderiamos contar com muita parvoice e situações sem sentido algum, no fundo coisas pelas quais ficaram marcados os personagens principais. 

Vinte anos para fazer uma sequela, talvez não tenha sido a melhor ideia e todos sabemos que o tempo pode ser bastante cruel. O facto de não haver nada de novo e surpreendente poderá não agradar o público em geral. As mesmas piadas, aplicadas exactamente nas mesmas situações tornam-se um pouco aborrecidas quando usadas imensas vezes. Por outro lado podem resultar bem para os fans mais fieis do primeiro filme e ao fim ao cabo não podemos deixar de olhar para ele de outra forma se não como um filme sobre verdadeiros idiotas e por isso é impossivel negar que o filme não nos proporcione algumas gargalhadas, tal não é a tamanha estupidez de alguns momentos.

Realizado exactamente pelos dois realizadores do primeiro filme, Peter e Bobby Farrelly, aqui o impacto que as duas peculiares personagens têm não consegue manter-se exactamente o mesmo. O facto de Jim Carrey e Jeff Daniels estarem ambos na casa dos 50 pode ser um problema e vê-los neste papel torna-se muito mais dificil do que em 1994. 

O maior problema de Doidos à Solta, de Novo pode ser talvez a falta de originalidade e frescura que poderia ter adquirido com o tempo. Talvez não tenha sido das melhores ideias mexer numa das comédias mais emblemáticas dos anos 90. O que é certo é que apesar de nunca ter sido grande fan do primeiro filme, é impossivel não sentir uma certa nostalgia assim que vemos as imagens dos créditos finais a rolar. Sinal de que estas duas personagens, adoradas ou odiadas, serão sempre lembradas na história do Cinema.







Classificação final: 2,5 estrelas em 5.

Poster & Trailer: Da Sweet Blood of Jesus


Da Sweet Blood of Jesus é o próximo filme do realizador Spike Lee. O filme é uma comédia de horror sobre pessoas que são viciadas em sangue e pouco mais se sabe. Estou curiosa para ver o que irá sair daqui.

O filme é de orçamento baixo e ficou concluído apenas em 16 dias. Ainda não tem estreia marcada em Portugal.

domingo, 28 de setembro de 2014

Crítica: Os Gatos Não Têm Vertigens 2014


Data de Estreia: 25-09-2014

A primeira vez que vi o trailer de Os Gatos Não Têm Vertigens, o novo filme do realizador António-Pedro Vasconcelos, fiquei logo com uma ideia formada daquilo que eventualmente seria. Um drama com vários toques de humor que pretenderia tocar as emoções do espectador abordando alguns temas importantes da sociedade, onde mais uma vez o realizador iria seguir o caminho mais "comercial" para chegar a grandes massas, tal como fez em 2010 com A Bela e o Paparazzo ou em 2007 com Call Girl.

Rosa, uma senhora de 73 anos acaba de ficar viúva. Jó, um rapaz de 18 acaba de ser expulso de casa pelo seu pai no dia do seu aniversário. Por obra do destino Jó vai para ao terraço do prédio onde Rosa mora e apesar da diferença de idades os dois irão criar um laço muito forte de amizade. Jó encontra em Rosa o amor e carinho que nunca lhe foi dado pela sua própria familia. Rosa encontra em Jó o conforto que lhe faltava para conseguir seguir em frente com a sua vida agora que já não têm mais o seu marido para lhe fazer companhia todos os dias. E assim aos poucos, tratando Jó como um gato vai ganhando a sua confiança, lealdade e amor, coisas que Jó nunca soube o que eram na vida.

Apesar da quantidade de clichés usados e da sua predictabilidade a verdade é que o filme consegue-nos manter interessados do principio ao fim, também graças a duas grandes interpretações por parte dos personagens principais. Maria do Céu Guerra uma das maiores actrizes que temos em Portugal é a alma do filme! A sua performance magnifica é definitivamente o que mais o suporta. O jovem actor João Jesus também surpreende dando uma performance verdadeira e muito sentida. A quimica entre Maria do Céu Guerra e João Jesus é verdadeiramente deliciosa, nada forçada e vai com certeza agradar a todos.

A solidão na terceira idade é capaz de tocar qualquer um. A sensação de abandono e tristeza de perder alguém que se ama muito pode ser totalmente devastadora e essa tristeza é abordada de forma muito credivel, assim como o desespero do jovem delinquente que não sabe bem o que fazer da vida.

Embora haja boa intensão quando em várias ocasiões através de pequenos dialogos e cenas aqui e ali sobre o estado de crise em que o país se encontra senti que algumas são feitas de forma completamente forçada, como que empurradas à força, ficando completamente fora do lugar. Os personagens de Fernanda Serrano e Ricardo Carriço, acabam por não ter qualquer relavância na história, poderiam perfeitamente não fazer parte dela. Aliás, acho que teria sido mais interessante fazer com que a Rosa não tivesse qualquer familia próxima. Também Jó poderia ter sido um personagem muito mais desenvolvido, explorando melhor ainda algumas partes do seu passado.

Os Gatos Não Têm Vertigens não é nenhuma obra prima do cinema Português, é um filme com o intuito de tentar levar um maior número de público as salas de Cinema para ver aquilo que por cá se faz, seguindo sem dúvida o caminho do entretenimento mas do bom entretenimento, pois mesmo nas suas partes mais fracas o que é certo é que, o que é suposto retermos realmente fica e sabemos perfeitamente que as situações de vida dos dois personagens são algo que existe neste país cada vez mais. Um país que infelizmente não respeita os novos, nem tão pouco os nossos velhos.

Não posso também deixar de referir também o belissimo tema original chamado "Clandestinos do Amor", feito especialmente para o filme interpretado por Ana Moura. Portanto quando os créditos começarem a rolar, não vão logo embora... Fiquem um bocadinho e desfrutem de uma bonita música.






Classificação final: 3 estrelas em 5.

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Crítica: Attila Marcel 2013


Filme que vai estar em exibição na Festa do Cinema Francês.

No inicio do filme é nos mostrada uma citação de Marcel Proust sobre A Memória e as memórias são o ponto de partida para este Attila Marcel.

Sylvain Chomet realizador de filmes como Les Triplettes de Belleville (2003) ou L’illusionniste (2010) passa da Animação para a vida real, num projecto doce e com importantes mensagens a passar à audiência.

Paul é um rapaz delicado, muito bem educado e toda a vida viveu com as suas duas tias pois os seus pais faleceram quando ele tinha dois anos. Desde então derivado ao trauma Paul nunca mais falou. Paul é um maravilhoso pianista, e trabalha com as duas tias num estúdio onde ambas dão aulas de dança. Constantemente triste e angustiado por toda a vida ter sido protegido demais, Paul segue uma rotina diária, muito esquematizada pois as suas tias parecem não o deixar crescer. A morte dos seus pais nunca foi assunto abordado em sua casa e existe algum tipo de mistério que as suas tias se recusam a contar, fazendo com que Paul tenha uma vida completamente em sofoco, sem vontade própria ou escolhas na sua vida. Mesmo sendo um individuo triste, Paul tem uma forte ligação com a música, e é através do piano que ele consegue expressar tudo aquilo que esta preso dentro de si.

Todas as personagens do filme poderiam perfeitamente ter sido retiradas ou adaptadas a um filme de Animação, mas é algo que se poderia esperar derivado ao curriculum de Sylvain Chomet. O personagem principal do filme Paul parece definitivamente saído de uma. Interpretado brilhantemente por Guillaume Gouix, toda a sua postura, muito mímica e por vezes desajeitada é muito “abonecada” brindando o ecrã com cenas absolutamente deliciosas e outras até bastantes emocionais. Hélène Vincent e Bernadette Lafont (aqui no seu último trabalho no grande ecrã depois do seu falecimento o ano passado aos 73 anos) interpretam maravilhosamente as duas tias, também bastante peculiares, vestem-se da mesma maneira, comportam-se da mesma maneira e nem por nada as vemos separadas. Anne Le Ny como Madame Proust, a personagem chave desde filme (ou não tivesse ela um apelido de peso) que por detrás de toda uma imagem trapalhona irá ajudar Paul através de métodos não muito convencionais. Mas Paul irá também contar com a pequena ajuda de mais um peculiar amigo da família, Monsieur Coelho, um homem cego que sem querer o levou a conhecer Madame Proust e que nos irá proporcionar uns bons momentos de risada, papel desempenhado pelo actor Luis Rego nascido em Portugal. E até o nosso Galo de Barcelos tem uma participação especial na história…

Attila Marcel é uma viagem até as memórias de Paul, memórias longínquas que o tempo ajudou a apagar. Ao recuperar algumas delas Paul irá conseguir desvendar o mistério do seu constante desgosto, sempre com o objectivo de ultrapassar os traumas do passado, traumas que nem ele sabe bem quais são, e finalmente ser feliz vivendo uma vida normal como qualquer outra pessoa jovem como ele.

Talvez um dos maiores problemas do filme seja o facto de levar muito tempo a chegar a alguma resolução. Ficamos “parados” muito tempo no mesmo sitio. O filme não deixa de nos entreter mas o desenvolvimento tardio faz com que o resultado final seja um pouco decepcionante. Ele guia-nos num caminho, que no fim nos troca as voltas. Não existe a reviravolta de grande impacto que poderia ter. Apesar de toda a agradável parte cómica da história, gostava que a parte dramática tivesse sido levada mais a sério visto que estas nos conseguem por a pensar e questionar realmente até onde é que as nossas memórias, boas ou más, nos podem levar ou ter influância nas nossas vidas. Algumas das cenas fortes do filme conseguem ter impacto em nós, abordando temas muito importantes como a violência doméstica, meio ambiente e exclusão social, mas mesmo sem intensão parece que nunca chega a haver um equilíbrio entre o género comédia vs drama. Os actores conseguem colocar a intensidade necessária nas partes emocionais mas também conseguem nos fazer rir quando é necessário, mas a passagem de um género para o outro por vezes não é harmoniosa.

Attila Marcel é uma agradável viagem até uma França bastante colorida onde as pessoas e a música estão ligadas. Demonstra também como difíceis memórias de infância podem influenciar muito a vida de certas pessoas. Um filme que carrega consigo para além de grandes mensagens um enorme coração.







Classificação final: 3,5 estrelas em 5.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Trailer: Os Gatos Não Têm Vertigens | 25 de Setembro nos Cinemas


Os Gatos Não Têm Vertigens é o mais recente filme do bem conhecido realizador português António Pedro Vasconcelos que vai ter estreia Nacional, para a semana, dia 25 de Setembro de 2014.

Nos papeis principais estão a veterana Maria do Céu Guerra e o jovem actor João Jesus. Como elenco secundário temos nomes como Nicolau Breyner, Fernanda Serrano, Ricardo Carriço ou Afonso Pimentel.

O filme conta a história de dois personagens, o jovem de 18 anos Jó, que sai de casa no dia dos seus anos e sem ter para onde ir se refugia no terraço do prédio de Rosa, uma mulher de 73 que acabou de perder o marido. Daí irá nascer uma amizade um pouco improvável.

Aqui fica o trailer:

Crítica: Au Bonheur des Ogres (O Bode Expiatório) 2013


Filme que vai estar em exibição na Festa do Cinema Francês.

Au bonheur de Ogres (O Bode Expiatório) é um filme baseado num famoso romance francês, com o mesmo nome, escrito em 1985 por Daniel Pennac e realizador por Nicolas Bary. Uma agradável comédia para toda a famila, mas que também foca alguns importantes pontos dramáticos. Esta conta-nos a história de uma família totalmente disfuncional, mas centrada num dos seus membros, o irmão mais velho Benjamin Malaussène.

Malaussène é um rapaz bastante peculiar, tem uma personalidade particularmente engraçada, distraído e trapalhão por natureza. Ele está encarregue de cuidar da sua família, visto que a mãe está sempre ausente e vai aparecendo em casa para “despejar” os vários filhos dos muitos namorados que vai tento ao longo da vida. Malaussène trabalha num grande armazém da cidade de Paris onde desempenha a função de controlador técnico, mas tudo não passa de esquema, na verdade ele não faz absolutamente nada. O que Malaussène é na verdade é um bode expiatório, levando a culpa por todas as reclamações dos clientes da loja. Cada vez que há uma reclamação é armada uma representação em que Malaussène é despedido em frente do cliente, fazendo com que os clientes tenham pena dele e retirem a reclamação, assim a loja nunca fica prejudicada. Uma serie de bombas começam a explodir pelo armazém e estranhamente explodem todas quando Malaussène esta por perto, começando a haver desconfiança pela parte da policia e de alguns dos seus colegas de trabalho. Mais tarde acabam por ser descobertas coisas graves que aconteceram no armazém no passado.

O filme brinda-nos com uma boa quantidade de efeitos visuais muito bem executados, que combinam bem com a magia que o personagem principal transporta consigo. Não posso também deixar de mencionar os fantásticos créditos finais, super vibrantes e cheios de cor. A sua atitude simplista, optimista e sonhadora constante faz com que a audiência se interesse minimamente pelo que esta a ver, mesmo que à partida se saiba que não estamos a assistir a nenhuma obra prima. Bastante ambicioso no que toca a realização, com planos muito bem concretizados e boas ideias mas que acabam por falhar quanto toca à parte mais seria da história que se torna ridicularizada quando é dada mais importância ao tom cómico da história esquecendo a parte mais sombria.

O elenco faz um bom trabalho, pois talvez sem a grande dinâmica existente entre o elenco uma história como esta não teriam resultado tão bem. Raphaël Personnaz é perfeito como Malaussène, todo o seu comportamento meio estranho, postura física e forma de ser consegue-nos convencer de imediato. Berenice Bejo apesar de ter um papel importante no meio da história acaba por ser um personagem meio que irrelevante, mas interpretando sempre bem o seu papel. Emir Kusturica num papel misterioso consegue sair-se bastante bem mas a meu ver foi muito mal aproveitado, merecia mais destaque.

Apesar das falhas Au Bonheur des Ogres consegue ser um filme bastante vivo e alegre, o tipo de filme que nos faz sair da sala de cinema com um sorriso no rosto, bem dispostos e só por isso vale a pena perder um pouquinho do vosso tempo a ir vê-lo.








Classificação final: 3 estrelas em 5.


quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Crítica: Begin Again (Num Outro Tom) 2014


Data de Estreia: 18-09-2014

Por vezes há filme que nos tocam de maneira especial, não por nos identificarmos com alguma personagem em particular ou com alguma das situações vividas nele. Simplesmente se conectam a nós proporcionando-nos um fantástico momento de pura satisfação e alegria! Foi isso que Begin Again (Num Outro Tom) fez comigo. Um “feel-good movie” que nos vai fazer ficar constantemente com um grande sorriso no rosto.

Uma comédia dramática muito refrescante que aquece o coração. Nela seguimos as histórias de Dan e Gretta em Nova Iorque. Dan é um produtor musical que já teve melhores dias na sua carreira e casamento. Há anos que não consegue um contracto discográfico milionário como nos seus dias de glória e o seu casamento acabou recentemente. Gretta é compositora "de vez em quando" como gosta de dizer, não acreditando no seu talento sempre escondido atrás da sombra do seu namorado Dave, um músico que acaba de ser contratado por uma grande produtora discografica. Deslumbrado com tudo, Dave termina a relação de cinco anos com Gretta que pretende voltar para Inglaterra de onde é natural. Mas o destino prega uma partida a Gretta e Dan. E um esplendido e notável  projecto faz com que as suas vidas voltem a iluminar-se, graças ao poder da Música! Até porque afinal há sempre uma luz ao fundo do túnel.

Duas vidas que se cruzam por obra do destino, com um grande empurrão de Música. E que poder tem a música neste filme! Toda a banda sonora foi escrita propositadamente para o filme e ajusta-se na perfeição a todo o enredo, encaixando cada faixa no momento certo. Uma grande banda sonora repleta de músicas que deixam o público deliciado. Os diálogos são muito bons e inteligentes e fazem com que as relações entra cada personagem pareçam realmente reais, derivado à naturalidade com que os actores representam.

Mark Ruffalo, querido Mark Ruffalo, mais uma vez fantástico! Um actor muito subestimado que merece mais valor do que aquele que lhe é atribuído normalmente. Um actor que se entrega de corpo e alma a qualquer personagem que faça. Aqui olhamos para ele e nunca duvidamos que ele é aquela pessoa, aquele homem totalmente aluado, sem rumo, sem qualquer tipo de orientação mas com um enorme amor pelo mundo da Música. Keira Knightley já conseguiu formar uma carreira consideravelmente boa e também é bastante convincente neste papel de compositora/cantora (é ela mesmo que canta no filme e pelos vistos safa-se bastante bem também nessa área). Nunca pensei que a química entre Ruffalo e Knightley fosse tão boa, mas o facto é que trabalharam maravilhosamente juntos. Adoro o facto de Adam Levine ter aceite fazer um papel que ridiculariza um pouco o tipo de carreira musical que ele mesmo tem. Faz-me admira-lo de certa maneira, mostra um lado bastante humilde que muitos outros talvez não tivessem coragem de aceitar. E aqui neste filme conseguimos perceber que ele realmente é um excelente cantor, cantando por vezes canções diferentes do registo que ele e a sua banda Maroon 5 costumam fazer. Depois ainda temos um bom cameo da parte de Cee Lo Green e elenco secundário muito bom com nomes como Catherine Keener, James Corden ou Hailee Steinfeld.

John Carney fez um grande trabalho a realizar este Begin Again, um filme sobre começar de novo, sonhar, acreditar em nós próprios, remição e acima de tudo ser feliz! O facto de ser um filme que se liga a audiência torna-o mais especial ainda. Vão ver, porque este é um filme que vós vai fazer muito felizes.








Classificação final: 4,5 estrelas em 5.

domingo, 14 de setembro de 2014

Crítica: Sweet and Lowdown (Através da Noite) 1999


Mais um filme onde Woody Allen mostra o seu enorme amor pela música Jazz. Sweet and Lowdown (Através da Noite) é uma comédia dramática passada nos anos 30, ao estilo de documentário / biografia contando a vida do “famoso” guitarrista de Jazz Emmett Ray.

Emmett Ray é um guitarrista de Jazz que se intitula como “o maior guitarrista do país” (a seguir ao seu grande ícone Django Reinhardt). Um homem muito egocêntrico, com atitudes pouco adultas afirmando ser assim irresponsável porque é um artista e “os artistas são mesmo assim”. A verdade é que Emmett apesar do seu enorme talento, devido a sua personalidade, parece não conseguir o progresso na carreira que merece, mas ele tem sempre justificação para tudo, ou não fosse ele “o melhor guitarrista do país”. Um dia conhece Hattie, uma rapariga muda que se apaixona por ele.

Sean Penn interpreta Emmett de forma brilhante! Apesar de toda a postura vaidosa, narcisista e por vezes até bastante irritante do personagem, Sean Penn foi capaz de nos fazer sentir um carinho especial por ele. Por trás de toda aquela figura arrogante está um homem mais sensível do que aquilo que aparenta. Hattie é uma personagem absolutamente magnifica e Samantha Morton conseguiu interpreta-la de forma genial! Apesar da grande performance de Sean Penn a estrela maior deste filme é sem dúvida Samantha Morton.  Cada vez que olhava para ela no filme só conseguia imaginar que ela tinha acabado de sair de um filme mudo, pois a personagem é mesmo muito semelhante com performances de filmes do inicio do Cinema e não posso deixar de referir que figuras como The Tramp (Charlot) de Charlie Chaplin (por exemplo a forma meio que trapalhona de Hattie anda) e Mary Pickford (em algumas expressões faciais) me vieram à cabeça várias vezes. Dois excelentes personagens saídos da mente de Allen.

O filme consegue retractar a época muito bem, através de cenários e vestuário, já para não falar da boa banda sonora, ou não fosse este filme também sobre Jazz. O maior problema deste filme talvez seja a sua última meia hora, que não consegue ser tão forte em termos de história, perdendo um pouco a eficiência e o interesse que nos proporciona até então.

Sweet and Lowdown é mais uma comédia muito espirituosa, mesmo ao estilo de Woody Allen com cenas que vos farão rir e passar um bom bocado.






Classificação final: 3,5 estrelas em 5.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Crítica: What If (2014)


Data de Estreia: 11-09-2014

Já sabemos que o mercado das comédias românticas de Hollywood já está um pouco saturado, mas quando se trata de comédias românticas independentes há sempre algo que ainda me consegue puxar e cativar à cerca delas. Talvez o facto de serem produções mais pequenas as tornem mas honestas e aquele “feeling indie” no ar as torne mais realistas. What If (O Amor é Estupido) é um desses casos.

Wallace acaba de sair de uma relação com o coração completamente despedaçado. Não é sua intenção apaixonar-se rapidamente, mas numa festa conhece Chantry, a prima do seu melhor amigo e imediatamente há uma forte ligação entre eles. A química entre os dois foi absolutamente espontânea mas no fim da noite Chantry diz a Wallace que tem namorado. Será que os dois conseguirão manter apenas uma relação de amizade?

Apesar da formula já ter sido usada inúmeras vezes, e por mais previsível que a história possa ser, o enredo esta bem estruturado, os personagens são bastante agradáveis e o humor bastante inteligente com muito charme à mistura. O uso de animação visual no filme é bastante interessante, tendo em conta que Chantry trabalha em animação, todas as figuras que vemos ilustram a situação em que os personagens se encontram naquele momento no filme. O uso de banda sonora do estilo indie rock também se encaixa muito bem em toda a atmosfera.

Daniel Radcliffe esta a conseguir cada vez mais afastar-se do papel do famoso feiticeiro Harry Potter. Quando a saga acabou tive as minhas dúvidas, um papel tão marcante na carreira de um actor pode ser algo preocupante, mas o que é certo é que Radcliffe tem provado que é um bom actor e consegue fazer outro estilo de papéis. Aqui no papel principal ele é capaz de nos fazer acreditar em cada atitude e sentimento do seu personagem. Para primeira romcom saiu-se muito bem! Zoe Kazan é absolutamente adorável, numa performance muito querida e “awkward” que toca o coração. É notável a química existente entre os dois actores.

Apesar de toda a predictabilidade que a história possa ter quando chegamos ao fim, What If deixa-nos com um enorme sorriso no rosto.





Classificação final: 3,5 estrelas em 5.