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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

my (re)view: The Post . 2017


Steven Spielberg fez mais um belissimo filme, que não só é importante como peça de um período histórico, como prima pela qualidade visual, e pelo toque de requinte dos thrillers à moda antiga. Em The Post vivemos em plena era da guerra do Vietname, aquando do escândalo da revelação dos chamados Pentagon Papers, documentos que detalhavam como a Casa Branca tinha conhecimento do que se passava na guerra, mentindo constantemente aos cidadãos americanos. A narrativa é bem construída, e esta repleto de boas interpretações, apesar de algumas quebras de ritmo aqui e acolá, mas que no geral não prejudicam toda a tensão que faz sentir o peso e a importância das decisões, em diferentes perspectivas.  Tom Hanks e Mery Streep dão grandes performances, sustentados por performances secundárias bastante sólidas. Ambos estão totalmente interiorizados no espírito da época e no conteúdo dos seus personagens. Streep é Katahrine Graham, dona do jornal The Washington Post, sabendo mais de social life do que propriamente da gestão de uma grande empresa. Hanks é Bradlee, um veterano editor à procura do momento glorioso da sua redacção, com matérias mais polémicas que as que usualmente faziam o jornal ser considerado um jornal familiar. Uma batalha entre a imprensa livre e a Casa Branca cujo segredos de estado e a publicação dos mesmos levaram o caso ao Supremo Tribunal de Justiça. Chegamos ao fim a celebrar a liberdade de expressão junto daqueles que lutaram por tal, num filme que acaba por ter o seu quê de contemporâneo, numa América que nos dias de hoje tem um chefe de estado que também ele vai tendo problemas com a imprensa.

Classificação final: 4 estrelas em 5.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

my (re)view: A Hora Mais Negra (Darkest Hour) . 2017


Gary Oldman há muito que merece o seu momento de glória. Parece que finalmente chegou esse momento. Muito deste Darkest Hour recai sobre a dedicação que Oldman entregou para a interpretação de Winston Churchill homem peculiar, odiado por muitos, mas figura incontornável na história do Reino Unido. E tal como a imponente figura que retrata, também Oldman se destaca este ano com uma das melhores performances, performance essa que lhe tem dado o direito a receber o prémio de melhor actor de 2017 em todas as cerimonias de entrega de prémios. Apesar do que por vezes se diz de Joe Wright, eu acho que a sua carreira se têm mantido relativamente sólida (apenas com alguns percalços pelo meio de vez em quando), sendo o seu trabalho nitidamente mais forte, quando se trata de peças de época ou de cariz histórico, apresentando um imenso cuidado no retratar da época em questão, através do set design e também do guarda roupa, assim como quando isso é contrastado com planos interessantes e uma edição fora do normal quando falamos de histórias abrangidas nesse contexto. O plano de tensão é quase constante, só é pena algumas quebras de ritmo, mas que rapidamente se retomam, ou não estivéssemos a falar de um dos piores e mais devastadores períodos da história mundial, a segunda guerra mundial. Para quem está à espera de cenários de guerra engane-se, este é um filme mais focado nas relações humanas e pessoais de Churchill dando-nos um retrato do homem e não da figura de estado. Dêem todos os prémios a Gary Oldman, este é o seu ano.

Classificação final: 4 estrelas em 5.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Crítica: Rainha do Deserto (Queen of the Desert) . 2015


Escrito e realizado pelo alemão Werner Herzog, Rainha do Deserto é o biopic sobre a inglesa Gertrude Bell, exploradora e aventureira que acabou por ter um papel importante na politica do Império Britânico, devido aos contactos que ia estabelecendo durante as suas viagens pelo domínio Otomano. Apesar de respeitar todo o período histórico no que toca a cenários e guarda-roupa, e ser detentor de uma enorme beleza visual e vibrante banda sonora, é pena que decepcione, tornando-se tão insignificante quando acaba por não transparecer nada do que seria suposto.

Aqui visitamos alguns dos acontecimentos da vida de Gertrude Bell (Nicole Kidman), uma mulher que queria viver para além do seu tempo. Com uma paixão imensa pela descoberta de novos lugares e uma clara energia para partir à aventura, desde cedo mostrou vontade de marcar a diferença. As divergências politicas e sociais durante o colonialismo inglês despertavam em si curiosidade e desde muito cedo escolheria enriquecer a sua personalidade procurando novas experiências. Com imagens deslumbrantes do deserto como pano de fundo, esta é a história de uma mulher inglesa no meio do mundo Árabe, que deu a conhecer melhor os seus costumes e cultura, mantendo sempre a paz e o respeito, o que os levou inevitavelmente a acarinha-la, apelidando-a de "Rainha do Deserto".