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sábado, 2 de junho de 2018

my (re)view: Han Solo: Uma História Star Wars (Solo: A Star Wars Story) . 2018


Mudanças repentinas já a meio do caminho, são sempre indicio de que algo poderá correr mal, e aquando do afastamento de Phil Lord e Chris Miller da realização de mais um snip-off da saga Star Wars só se poderia esperar o pior. Ron Howard entra a bordo e não faz muito mais daquilo que era esperado para Solo: A Star Wars Story. Neste segmento Han Solo é o personagem de destaque, mas a sua história não é afinal tão surpreendente quanto isso, num argumento que joga muito pelo seguro, entretém, mas com menos brilho do que o carisma reconhecido que Solo merece, muito em parte por aquilo que Harrison Ford fez dele. Alden Ehrenreich consegue aproximar-se muito bem do tom e maneirismos de Ford, e descobrimos aqui como Han Solo conheceu Chewbacca, sabemos também como conheceu Lando Calrissian (Donald Glover Jr.), mas sabemos muito pouco do que foi o seu passado enquanto criança e adolescente no planeta de Corellia e também sobre Qi'ra (Emilia Clarke) a personagem mais misteriosa e intrigante desta história, mas que na realidade chegamos ao final sem saber muito mais sobre ela do que sabíamos no inicio. Um dos factos curiosos, é a aposta forte na crítica social e actual sobre a desigualdade entre géneros, que inserido neste mundo era tudo aquilo que menos podiamos estar à espera. No geral, falta-lhe desenvolvimento de personagem e situações. Falta também o brilho especial da saga, que também acabou por faltar a Rogue One. Mas se gostei de ver? Gostei. Apesar de ser apenas razoável, a magia Star Wars fala sempre por si.

Classificação final: 3 estrelas em 5.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Crítica: Star Wars: Os Últimos Jedi (Star Wars: The Last Jedi) . 2017

Decidi não me alongar muito, pois derivado ao stress habitual da época festiva o texto já vem com um ligeiro atraso. Muito já foi dito - existindo sempre o contraste fanboy com os olhares dos que gostam mas se conseguem distanciar do amor sentido pela saga - e quem gosta de Star Wars, vibra sempre com Star Wars, mas a ligação com os personagens antigos foi igualmente e inesperadamente fiel em The Force Awakens, fica agora um pouco perdida com a chegada deste novo segmento. O entusiasmo ao darmos de caras com Luke, o saudosismo e pesar quando vemos Leia e o carinho com que olhamos para Chewie, C3PO ou R2D2, é totalmente diferente da ligação com os novos personagens que cada vez mais parecem ser criados para uma nova geração Disney, a mesma que segue fervorosamente o universo Marvel, repetitivo e com pouco conteúdo, que transparece cada vez mais isso nestas versões pós Lucas Films. Rey tem carisma, mas não surpreende da mesma forma. Finn arranjou uma nova amiga, e essa junção não resulta da melhor das formas. Kylo Ren dá mais espaço a Adam Driver para representar, e Mark Hammill e o seu Luke Skywalker é a verdadeira estrela deste filme, com um final esperado mas muito emocionante que faz valer a pena tudo aquilo que fomos vendo até chegar aquele momento, com direito à visita de um velho e saudoso amigo pelo meio, que nos deixa a todos cheios de nostalgia. Star Wars: The Last Jedi é apenas uma extensão de The Force Awakens, mas mais pobre e demasiado longa para o seu conteúdo, ficando encalhado multiplas vezes nas mesmas questões, tentando pelo meio despertar qualquer coisa em nós, na maior parte das vezes recorrendo ao humor, com falhas de equilíbrio entre os momentos mais sérios e esses tais mais goofy. O entusiasmo há de manter-se sempre o mesmo com a chegada de um novo filme, mas não posso negar que existe desapontamento, pois quando já se atingiu o épico, é difícil manter a fasquia, agradando a todos da mesma forma.

RIP Carrie Fisher <3

Classificação final: 3,5 estrelas em 5.
Data de Estreia: 14.12.2017

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Crítica: Alien: Covenant . 2017


Ridley Scott regressa ao universo Alien, com Covenant o follow up de Prometheus, que em 2012 não causou o melhor dos impactos aos fãs da saga - do qual pessoalmente gostei - revelando-se bastante complexo, levantando suspeitas sem nunca evidenciar nada em concreto criando um certo misticismo em torno da origem da existência dos alien. Ao contrario disso, Covenant revela até demais, acabando um pouco com o mistério em torno do da origem das criaturas mais assustadoras de sempre do cinema sci-fi.

A história já é familiar. Passados dez anos dos eventos de Prometheus, a tripulação da nave Covenant percorre o espaço destinada a começar uma colónia num planeta distante da Terra que dá pelo nome de Origae-6. Os membros da tripulação são compostos por casais, cuja missão é manter em segurança 2000 colonos em hibernação espacial, que irão habitar no novo planeta. E aqui estamos novamente perante os primórdios da saga, onde elementos que já conhecemos são novamente abordados. Ridley Scott resolve voltar ao cerne da questão, optando por voltar a aterrorizar a audiência com a presença assustadora dos Xenomorph, fazendo também revelações sobre a criação da sua espécie.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Crítica: Creed: O Legado de Rocky (Creed) . 2015


Em 1976 o mundo conhecia o famoso Rocky. A história de preseverança de um jogador de boxe em Filadélfia. Sylvester Stallone era não só o protagonista mas também o argumentista da história, e à medida que os anos foram passando e a sua influencia foi crescendo cada vez mais. Entretanto 7 filmes sobre Rocky Balboa foram feitos e a personagem tem servido de inspiração não só para muitas pessoas que cresceram com os filmes, mas também algumas das suas cenas mais famosas reproduzidas e homenageadas noutros filmes. 39 anos depois do primeiro filme, chega a sequela Creed - O Legado de Rocky.

Adonis "Donnie" Johnson (Michael B. Jordan) teve uma infância conturbada, descarregando a imensa raiva para com adversidades da vida, em constantes lutas com outras crianças e adolescentes pelos refúgios de acolhimento pelos quais ia passando. O gosto pela luta está dentro de si, Donnie sente que esse será o único caminho a seguir e é no ringue que conseguirá ser absolutamente feliz. Filho de uma relação extra-conjugal do celebre personagem da saga, Apollo Creed (Carl Weathers), Donnie parte para Filadélfia na esperança de chegar até Rocky Balboa (Sylvester Stallone), um dos oponentes do seu pai nos tempos de glória de ambos. Mas Rocky tomou um rumo completamente diferente na vida e voltar ao boxe está longe dos seus planos. Cabe agora a Donnie a árdua tarefa de convencer Rocky a treina-lo, para que consiga entrar no mundo do boxe profissional.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Star Wars | Os Influenciados


Artigo presente na edição nº 41 da Take Cinema Magazine

Como icónica saga de filmes que é, inicialmente mesmo sem o saber, Star Wars traçou de imediato um caminho muito forte, não só na história do cinema de ficção-cientifica, mas também na história do cinema em geral. Mudando não só a forma como são lançados muitos filmes hoje em dia, mas também pela grandiosidade e efeito que conseguiu atingir em toda a cultura pop, até quem nunca viu um único filme, consegue identificar alguns elementos da mesma, quase que inconscientemente, mais uma das provas da sua magnitude. Magnitude essa, que se veio a reflectir em muitos outros filmes, e até séries, posteriores ao lançamento dos seus três primeiros filmes (Episódio IV, V e VI). Com a estreia do novo Star Wars: Episode VII – The Force Awakens, fazemos uma pequena viagem, falando sobre alguns dos aspectos que influenciaram muitas outras obras que se seguiram.