quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Crítica: Os Monstros das Caixas (The Boxtrolls) 2014


Data de Estreia: 16-10-2014

Dos estúdios americanos de animação stop-motion Laika, muito conhecido pelas suas duas anteriores animações Coraline (2009) e ParaNorman (2012) chega este ano o divertido, sombrio e igualmente fantástico no que toca aos visuais, Os Monstros das Caixas (The Boxtrolls). 

Realizado por Graham Annable e Anthony Stacchi e baseado no livro "Here be Monsters!" de Alan Snow, este filme é passado em Ponte de Queijais, uma cidade bastante peculiar (onde todo o povo parece idolatrar queijo) e conta-nos a história do menino Ovos, criado deste bebé por criaturas de um mundo subterrâneo intituladas como "Monstros das Caixas" que sobem ao "mundo de cima" apenas durante a noite e criam o medo e pânico em todos os habitantes da cidade. Ovos, pensa que é um deles e desconhece totalmente que é humano. Um dia conhece a filha de um dos mais ricos e poderosos homens da cidade, partindo numa aventura em busca de uma reconciliação entre os dois mundos. Para isso terão de enfrentar um temível extreminador de Monstros das Caixas que têm planos mais sombrios, só com o objectivo de se tornar num dos homens poderosos de Ponte de Queijais.

Uma história muito aventureira e divertida que entretem do inicio ao fim, passando importantes mensagens não só aos mais pequeninos como também aos adultos. A desigualdade entre a sociedade, descriminação entre ricos e pobres, amizade e lealdade são alguns dos temas explorados na trama.

Apesar de todos os clichés habituais dos filmes de animação, estes estudios continuam a produzir boas obras que se conseguem destacar no mundo da animação. O tom sombrio, escuro e quirky dos seus filmes, consegue como que criar um género, não de terror, mas mais sério para as crianças, que em vez de assustar é capaz de conseguir fazer passar as mensagens de forma eficaz. Infelizmente apesar de todo o entretenimento, Os Monstros das Caixas não consegue ser tão envolvente, não superando os anteriores filmes dos estúdios Laika (principalmente Coraline). Não é mau, de todo, mas fica um pouco aquém. Talvez por a fasquia estar bastante elevada, pode nos levar a ter expectativas demasiado.

Como grande admiradora da animação feita em stop-motion, e tal como a Laika já nos tinha habituado com os seus dois trabalhos anteriores, este filme continua a estar muito bem executado. É incrivel como é possivel fazer algo tão perfeito desta maneira. Um trabalho absolutamente magnifico ao qual devemos dar grande valor. Ficarei atenta ao que eles nos irão trazer no futuro.

Uma Animação não só para crianças, mas também para os adultos!








Classificação final: 3,5 estrelas em 5.

domingo, 12 de outubro de 2014

Gone Girl | Round 2


Depois de ter a oportunidade de ver Gone Girl (Em Parte Incerta) pela primeira vez quase há duas semanas atrás e de continuar constantemente a recomenda-lo a todas as pessoas que conheço, tinha que levar o meu namorado a ver esta grande obra de David Fincher. Curioso é que estava tão entusiasmada, como se fosse a primeira vez que o fosse ver.

O poder de Gone Girl é imenso. Graças à grande realização de David Fincher e à creatividade de Gillian Flynn, a forma como nos arrasta e envolve durante todo desenvolvimento da história é absolutamente fantástica. Mesmo sabendo tudo aquilo que estava para vir, foi como estar a assisti-lo pela primeira vez, e melhor ainda, consegui prestar mais atenção a todos os detalhes que poderão ter escapado na primeira visualização. Continuou a ser bastante perturbador, misterioso e engraçado e o bom balanço de todas estas coisas é o que o tornam tão equilibrado.

O ano ainda não acabou, muitos grandes filmes ainda estão para chegar, e talvez será um pouco precipitado dizer isto, mas é muito provável que este seja o meu preferido deste ano.

Gone Girl (Em Parte Incerta) continua em exibição em muitos cinemas espalhados por todo o país. Se ainda não viram, por favor vão ver!! Não sabem o que estão a perder. Este é provavelmente um dos melhores filmes sobre relacionamentos já alguma vez visto, abordando também variadas questões morais e da sociedade do mundo em geral.


"What are you thinking? What are you feeling? What have we done to each other? What will we do?" - Nick Dunne

sábado, 11 de outubro de 2014

Léa Seydoux será a próxima Bond Girl


Foi ontem confirmado que Léa Seydoux será a próxima Bond Girl, no filme Bond 24 que tem estreia marcada para o próximoano, e que será novamente realizado por Sam Mendes. A jovem actriz que entrou o ano passado no entroverso filme Blue is the Warmest Color (vencedor da Palma de Ouro), mas que também já contou com pequenas participações em filmes de Quentin Tarantino (Sacanas Sem Lei) ou Wes Anderson (O Grande Hotel Budapeste) irá agora fazer parte da famosa lista de actrizes que interprataram as damas irresistíveis que são a constante distração do Sr. Bond.

Veremos como se sairá no papel, mas a mim parece-me que foi uma boa escolha. A actriz junta-se a Daniel Craig (que já vai na sua quarta interpretação como o inteligente e irresistivel James Bond), Ralph Fiennes, Ben Whishaw e Naomie Harris.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Poster & Trailer: Tomorrowland


Ontem foram relevadas as primeiras imagens para Tomorrowland. O Sci-Fi misterioso e aventureiro realizado por Brad Bird (Missão Impossível - Operação FantásmaRatatouille ou The Incredibles) que chegará pelas mãos da Disney aos cinemas no Verão do próximo ano:



Em Tomorrowland veremos George Clooney  e Britt Robertson a viajar algures no tempo até um lugar onde as suas acções não só se reflectem no mundo real mas também neles mesmos. Certamente será um dos blockbusters mais esperados para o ano que vem. Hoje foi revelado o primeiro trailer. Aqui fica: 

Crítica: O Caminho Entre o Bem e o Mal (A Walk Among the Tombstones) 2014


Data de Estreia: 09-10-2014

Mais uma história reciclada vezes e vezes sem conta, sem qualquer tipo de frescura, onde Liam Neeson volta a ser o defensor que não perdoa! A Walk Among the Tombstones (O Caminho Entre o Bem e o Mal), é uma bela de uma confusão com imensas falhas de enredo mas que estranhamente consegue ter algo de interessante em si devido a alguns elementos que conseguem passar a impressão de que estamos a ver um film noir, através do seu estilo visual e personagens em desespero num mundo fora da lei. Mas só isso não chega para o transformar num bom filme.

Este filme baseado no bestseller de Lawrence Block, conta a história do ex-policia e detective privado Matthew  Scudder, contratado por um dealer para descobrir quem raptou e matou a sua esposa. A acção passa-se nos anos 90, em Nova Iorque mas para além de não haver quaisquer referências quanto a isso, nunca sentimos essa atmosfera no ar. Nova Iorque tem sempre uma imponente presença. É sempre "a" cidade que por si só se transforma numa das personagens, neste caso isso não acontece. Todos os personagens são pobremente desenvolvidos e basicamente não existe qualquer suspense pois é bastante fácil prever o que se segue. Os vilões da história, são seguramente arrepiantes e algumas das suas cenas até conseguem ser minimamente perturbadoras, mas tal como todos os personagens foram super mal aproveitados.

Liam Neeson, um bom actor que já merece (novamente!) papeis onde podemos ver o bom potencial que sempre teve a ser bem aproveitado. Mas parece-me que isso não estará para breve, pois o seu próximo filme será o terceiro filme da franquia Taken - mais do mesmo – mas o que é certo, é que mesmo prevendo o que este tipo de filmes nos irão dar, acabamos sempre por ter interesse em ver tudo o que este senhor faz.

Chegamos ao fim de A Walk Among the Tombstones e a única coisa que fica é uma sensação de vazio. Um daqueles que rapidamente cairá no esquecimento.







Classificação final: 2 estrelas em 5.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Edgar Wright realiza novo videoclip de Pharrel Williams


Depois de muito se ter falado a cerca do "pequeno desentendimento" entre a Marvel e Edgar Wright levando-o a desistir de realizar Ant-Man (que sairá no próximo ano) o famoso director da Trilogia Cornetto (Shawn of the Dead, Hot Fuzz e The World's End) e Scott Pilgrim vs The World realiza agora o videoclip da nova música do cantor Pharrell Williams, Gust of Wind.

Com a Floresta como pano de fundo e muitas bailarinas à mistura, Pharrell canta no meio deste cenário todo enquanto cabeças flutuantes dos Daft Punk (que entram em parceria com o músico neste tema) aparecem pelo ar. Interessante? Vejam o videoclip: