quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Crítica: The Interview 2014


The Interview é talvez dos filmes que deu mais polémica nos últimos tempos, estranhamente mesmo antes de se estrear nos cinemas, depois da Sony Pictures Entertainment ter sido hackeada revelando detalhes à cerca de muitos dos seus filmes, e posteriormente ter sido ameaçada por terroristas que diziam atacar os Estados Unidos da America se a estreia deste filme em específico fosse avante. Depois de tanto alarido o filme acabou mesmo por estrear. O porquê disto tudo? O filme ser uma sátira ao lider da Coreia do Norte, Kim Jong-un, o que leva a querer que tudo não passou de uma manobra publicitária de forma a causar uma grande receita de bilheteira que ficou prejudicada com a saida do filme online no mesmo dia da sua estreia.

Dave Skylark (James Franco), o famoso apresentador do talk show "Skylark Tonight" e Aaron Rapoport (Seth Rogen), o produtor do programa decidem entrevistar um grande fã - o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un - a CIA encarrega-os da missão de o assassinar assim que a entrevista termine. Uma série de peripécias vão acontecendo ao longo da missão que acaba por não correr tão bem como deveria.

Apesar de não ser nada surpreendente o que é certo é que entretem do inicio ao fim e não é novidade nenhuma que Seth Rogen e James Franco gostam de fazer este tipo de filmes - estupidamente estupidos - aos quais é impossivel não rir em alguns dos momentos extremamente parvos e sem qualquer sentido, e penso que esse seria o principal objectivo do filme.

Apartir do momento que os personagens chegam à provincia de Pyongyang, onde o ditador vive, o filme vai gradualmente piorando utilizando demasiadas piadas repetitivas perdendo todo o impacto que o encontro com Kim Jong-un poderia ter tido. Rogen e Franco representam literalmente dois parvalhões que não conseguem fazer nada de jeito, mas que de forma espantosa conseguem atrair milhões de espectadores a ver o programa de fofoquices que fazem, estando aqui presente também uma crítica social não só aos Americanos mas também a toda a população pelo mundo fora que adora programas ditos "cor-de-rosa", deixando de parte muitas vezes noticias que realmente importam.

Toda a controvérsia à volta deste filme perde assim todo o sentido visto que esta não passa de mais uma sátira como muitas outras já feitas anteriormente. Pessoalmente não me surpreendeu, mas não posso negar que me divertiu, pois apartida já sabemos o que esperar de um filme onde Rogen e Franco se juntam.








Classificação final: 3 estrelas em 5.

sábado, 3 de janeiro de 2015

Crítica: Foxcatcher 2014


Data de Estreia: 01-01-2015

Uma arrepiante história verídica, que nos é entregue por Bennett Miller, realizador que regressa assim aos dramas sobre desporto, depois do seu último filme de 2011 Moneyball.

O filme é baseado na história dos irmãos Mark e Dave Schultz, lutadores de wrestling que foram contratados por John E. du Pont, um homem que possuía uma grande fortuna, com o objectivo de o ajudar a treinar uma equipa que iria glorificar o nome dos Estados Unidos da América nos Jogos Olímpica de Seul em 1988. Problemas de ordem mental levaram du Pont a assassinar Dave Schultz anos mais tarde.

Foxcatcher está definitivamente entregue às grandes performances de Steve Carell, Channing Tatum e Mark Rufallo que elevam este filme ao ponto de só pelos três se destacar de uma forma poderosa. Mark Rufallo já deu imensas provas de que é um actor versátil e aqui, mais uma vez, só demonstra o quanto é bom. Steve Carell, que vemos com mais frequência e muito bem a fazer comédia, é absolutamente assustador como  du Pont, onde a sua postura física muitas vezes é suficiente para nos intimidar. Channing Tatum surpreende bastante, numa grande performance, onde coloca uma intensidade enorme no personagem. A entrega dos três actores aos papeis e esforço para se parecerem com as pessoas reais desta história é notório. Expressões faciais, forma de estar, agir, falar e até aprender wrestling para que o filme passasse uma maior verassidade.

Com uma história tão complexa e emocionalmente forte alguns elementos importantes falham pois nunca são devidamente explorados. Uma das grandes falhas do filme, é por exemplo o pouco desenvolvimento que é dado a Dave Schultz. Vemos muito pouco da relação entre Dave e du Pont e fica no ar (apesar de estar sempre subentendido ao longo do filme) o porquê do seu assassinato, enquanto a relação entre Mark e du Pont é mostrada durante grande parte. Talvez essa seja a sua maior lacuna, pois acaba por ser inconsistente no seu todo. No entanto, existem momentos no filme muito bem conseguidos onde, por exemplo, pequenos gestos entre os irmãos ou assustadoras atitudes de du Pont provocam sob o espectador poderosas emoções, escondidas nas entre linhas.

As técnicas utilizadas para filmar todas as cenas de luta estão impecávelmente feitas e em conjunto com uma bela cinematografia e banda sonora intrigante, que contribuem para toda a absorvente e escura atmosfera. Apesar de todas as falhas que Foxcatcher possa ter, é impossível ficar indiferente a esta sinistra história e aposto que todos vão querer saber mais sobre ela.







Classificação final: 4 estrelas em 5.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Ant-Man | Primeiro Teaser


Para aqueles que estavam ansiosamente à espera de um grandioso trailer para Ant-Man, aposto que não acharam muita piada a isto... A Marvel mostrou hoje o primeiro teaser trailer do filme que é, sem dúvida, do tamanho de uma formiga! Em apenas 17 segundos aquilo que vemos são imagens pequenissimas onde nem conseguimos perceber bem o que são. Boa maneira de deixar o público desesperado por mais...

Ant-Man tem estreia prevista para meados de Julho de 2015. Aqui fica o curioso teaser:

Crítica: Uma Senhora Herança (My Old Lady) 2014


Data de Estreia: 01-01-2015

Izrael Horovitz realiza e adaptada ao grande ecrã Uma Senhora Herança, a peça da Broadway escrita e também dirigida por si. Uma charmosa comédia dramática, com um sabor agridoce.

Um Americano vai a França reclamar a herança deixada pelo seu pai. Um magnifico apartamento numa das melhores zonas de Paris. Quando pensava que iria ficar rico, para seu enorme espanto, o apartamento encontra-se agregado a um complicado contracto imobiliário usado em França que dá pelo nome de Viager. Uma das condições principais desse contracto é o facto do ocupante poder viver lá até ao dia da sua morte e o proprietário do mesmo tem de fazer pagamentos mensais na vez do inquilino.

Para quem possa pensar que Uma Senhora Herança não passa de mais uma comédia, o filme é muito mais sombrio do que possa parecer à primeira vista. Por detrás de toques de humor esta é uma história de sofrimento e traição perdida no tempo, que deixou e continua a deixar marcas no presente. À medida que vai avançando deixa cada vez mais o campo da comédia de lado e transforma-se em algo muito mais emocional. Os personagens vão se revelando no decorrer da história e tornam-se mais profundos, mostrando uma faceta diferente daquela que inicialmente vemos.

Kevin Kline, Kristin Scott Thomas e a fantástica veterana Maggie Smith dão performances simples e honestas, de pessoas que poderiam perfeitamente fazer parte do mundo real. Kevin Kline e Maggie Smith são sem dúvida quem mais brilha e a química entre os dois é algo delicioso de se ver. A presença de ambos faz com que o filme tenha, por si só, uma luminosidade especial.

Um filme bastante agradável, mas que poderia ter explorado melhor certos aspectos dos personagens.








Classificação final: 3 estrelas em 5.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Crítica: Caminhos da Floresta (Into the Woods) 2014


Data de Estreia: 01-01-2015

Rob Marshall o conhecido coreografo e realizador vencedor de um Oscar em 2002 com Chicago, traz agora ao grande ecrã mais um musical. Caminhos da Floresta, baseado no musical da Broadway de Stephen Sondheim com o mesmo nome, é passado num mundo de Contos de Fadas dos Irmãos Grimm, onde alguns dos seus contos se cruzam com a trama principal da história que envolve um casal sem filhos, amaldiçoado por uma bruxa vingativa.

Com uma boa e energética introdução, consegue apresentar uma certa lógica quando liga numa só história um leque de personagens de contos de fadas, como Capuchinho Vermelho, Cinderela ou Rapunzel, e durante a primeira hora de filme tem a capacidade de nos entreter e prender através de uma boa dinâmica, canções divertidas e algum humor negro à mistura. O problema é que tudo o que até à altura era capaz de ser interessante se perde no meio de um enredo trapalhão, onde aos poucos nos cansamos dos personagens que vão deixando de ter o mesmo interesse a partir do momento em que as suas histórias individuais mudam consoante elementos adicionais, que não fazem parte daquilo que sabemos sobre cada uma das histórias.

Emily Blunt e James Corden conseguem demonstrar uma boa química enquanto casal, mas o seu desespero de não poder ter filhos não é profundamente analisado. Chris Pine, como Principe Encantado, consegue roubar o protagonismo em todas as suas cenas, numa performance bastante divertida, talvez a melhor do filme. Johnny Depp, tem pouquissimo tempo de ecrã e não mostra nada de especial. Meryl Streep, não desaponta numa performance honesta. Os dotes vocais de todo o elenco são notórios e há alguns bons momentos de cantoria, divertidos e também emocionalmente poderosos. 

No que toca a aspectos técnicos, nada há a apontar. Cenários, guarda roupa, caracterização e cinematografia bastante bem conseguidos. Visualmente, muito luminoso e ao mesmo tempo sombrio, transparece aquilo que a "Floresta" faz a todos que por ela passam. O que tem de bonito, também tem de mau e sinistro. Mas enquanto o realizador se perdia com efeitos especiais os personagens não exploram a cem por cento todas as suas emoções.

Parece que está na moda fazer adaptações, reinventando histórias bem conhecidas do público, com finais alternativos, diferentes daquilo que estariamos à espera. O final não usual neste tipo de história poderá não ser uma mais valia, mas acredito que mesmo assim será capaz de agradar a muitos.

Caminhos da Floresta acaba por ser inconsistente, perante uma história demasiado longa onde o interesse pelos personagens se perde. Entre muitos altos e baixos, a magia vai-se perdendo gradualmente.









Classificação final: 2,5 estrelas em 5.

Bom 2015!

O May the CINEMA be with you deseja a todos um excelente ano de 2015, recheado de excelentes filmes!