quinta-feira, 12 de março de 2015

Crítica: Focus 2015


Muito estilo? Sim. Muita substância? Nem por isso. Mas Resulta? Sem dúvida! Focus é a divertida mistura entre romance e vigarice, encantando qualquer um com o seu look moderno e elegante.

Nicky (Will Smith) é um vigarista de mais alto nível, armando elaborados esquemas para enriquecer à conta daqueles que pelo seu charme e atitude se deixam levar nos seus embustes. Jess (Margot Robbie) é uma novata na matéria e Nicky "acolhe-a" na sua equipa para que possa aperfeiçoar as suas competências. Os dois acabam por se apaixonar, mas quando Jess percebe que Nicky vive num mundo de mentiras e constantes trapaças,

Crítica: Mar Negro (Black Sea) 2014


Mar Negro trás de volta ao grande ecrã os thrillers submarinos. Pena que acabe por ser uma desilusão. Derivado as contingências do Capitalismo, um grupo de homens (metade ingleses, a metade russos) é contratado para uma perigosa mas tentadora missão, encontrar um submarino nazi afundado no Mar Negro cheio de ouro. Ingleses e Russos não gostam uns dos outros e é claro que não poderia dar bom resultado. O cenário do filme teria tudo para ser ideal, porém os caminhos escolhidos não foram os mais inteligentes.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Judaica - Mostra de Cinema e Cultura | Cobertura


Chegou hoje ao fim a 3ª Edição da Judaica - Mostra de Cinema e Cultura 2015, festival que tem vindo a crescer e que teve mais uma vez como objectivo divulgar a temática judaica, principalmente através do cinema. Com uma programação bastante ambiciosa ao longo de 5 dias, 12 longas-metragens, 8 curtas-metragens, 6 documentários, a presença de realizadores e até eventos literários e gastronómicos passaram pelo Cinema São Jorge com o Judaísmo como tema de fundo.

domingo, 8 de março de 2015

Crítica: Félix e Meira 2014


Filme:

Esta é a história de duas pessoas infelizes e solitárias, que o destino vai cruzando, como que se subtilmente dissesse que seriam a salvação um do outro. Felix (Martin Bubreuil) é um homem comum, tentando encontrar um rumo na vida depois da morte do seu pai. Meira (Hadas Yaron) é uma mulher criada dentro dos rígidos termos do judaísmo ortodoxo. Entre os dois cresce gradualmente uma relação de forte afectividade, e o que começa como uma inocente amizade, vai-se tranformando num amor quase impossível devidos aos parâmetros de cada uma das suas vidas.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Crítica: Corre, Rapaz, Corre (Lauf Junge Lauf) 2013


Data de Estreia: 12-03-2015

Filme:

Corre, Rapaz, Corre é uma história de guerra, com uma perspectiva diferente das mais habituais sobre o tema, pois contamos desta vez com uma narrativa através dos olhos de uma criança.

O filme é baseado na obra do escritor Uri Orlev, e relata os acontecimentos verídicos da vida de Yoram Friedman. Em plena Segunda Guerra Mundial, esta é extraordinária jornada de um corajoso menino judeu da Polónia,

quinta-feira, 5 de março de 2015

Crítica: Laribinto de Mentiras (Im Labyrinth des Schweigens) 2014


Filme:

Um olhar doloroso e bastante significativo sobre um dos eventos mais bárbaros da História da Humanidade. Labirinto de Mentiras é um drama pós-guerra sobre o periodo em que a Alemanha se recusava a admitir os seus crimes de guerra.

Na cidade de Frankfurt, em 1958, Johann Radmann (Alexander Fehling) um jovem procurador energético e ambicioso, desejoso por encontrar um trabalho mais importante do que os casos que trata sobre infracções de transito, vê a oportunidade de se destacar num caso de investigação sobre crimes cometidos durante a Segunda Guerra Mundial. Alertado por um jornalista, Radmann começa a relembrar tudo aquilo que os Alemães queriam esquecer, os horríveis acontecimentos ocorridos na década anterior. Nesta história baseada em factos verídicos, instituições governamentais comprometidas numa grande conspiração para encobrir crimes nazis, demonstram uma enorme paz e inércia perante muitos daqueles que cometeram grandes atrocidades em Auschwitz e que se mantinham impunes desde o fim da guerra.

O mais interessante e chocante de toda a história, e o que a torna diferente de muitas outras do género já retratadas inumeras vezes em Cinema, é o facto - que acaba por se tornar fascinante - de que nas décadas que se seguiram à guerra a maioria dos Alemães da geração de Radmann não terem noção dos horrores que os Judeus passaram e nem sequer terem noção do que se fazia nos campos de concentração, principalmente em Auschwitz. Mais chocante ainda, é ver alguns mais velhos desconhecerem tais actos - quase impossivel de acreditar mas cem por cento verídico - fruto de manobras de personalidades importantes do antigo regime, sendo este o principal encanto de Labirinto de Mentiras mostrando o retrato Histórico e a busca pessoal por uma justiça esquecida.

No entanto, o filme não consegue fugir a alguns dos clichés habituais, principalmente no que toca ao romance que ajuda a dar enfase e mais drama em alguns momentos. A relação de Radmann com a sua mãe, ajuda na maneira que não nos podemos esquecer que esta também acaba por ser uma história sobre crescimento e amadurecimento na vida, mas não é bem desenvolvida e metida um pouco "à pressão".

Mais uma interessante prespectiva sobre os flagelos da Segunda Guerra, num thriller duro, profundo e muito bem interpretado, sobre os factos que em 1963 afectaram um país submerso num labirinto de mentiras.


Classificação final: 4 estrelas em 5.