sábado, 14 de maio de 2016

Crítica: Má Vizinhança 2 (Neighbours 2: Sorority Rising . 2016


As sequelas em geral (acima de tudo sequelas de comédia) têm tendência a perder qualidade e impacto. Tal como outras, Má Vizinhança 2 surge depois do sucesso do primeiro filme, Má Vizinhança em 2014, e tendo em conta a premissa os resultados não seriam promissores. A verdade é que se revela minimamente satisfatória.

Mac (Seth Rogen) e Kelly (Rose Byrne) são um casal feliz e encontram-se agora numa nova fase das suas vidas, são pais. Com mais uma criança a caminho, decidem mudar para uma casa maior. Assim que um casal se interessa pela compra da sua velha casa, ficam sujeitos a um regime de 30 dias sob visitas dos compradores, algo que serve para comprovar se a casa e a vizinhança está de acordo com aquilo que pretendem. Quando menos esperam, e depois de já se terem livrado da fraternidade universitária que residia ao lado, uma nova irmandade denominada Kappa Nu, liderada por Shelby (Chloë Grace Moretz), estabelece-se novamente na área. Para impedir que as raparigas façam algo que comprometa a compra da casa, Mac e Kelly terão de fazer de tudo para que nada espante os compradores e para a elaboração de todas as estratégias contarão a ajuda de um experiente na matéria, o velho amigo Teddy (Zac Efron) que se junta a eles para por fim à irmandade.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Crítica: Money Monster . 2016


O puro thriller à moda dos anos 90, assim é Money Monster. Sem grandes surpresas ou originalidade, Jodie Foster realiza um filme que de imediato se destina a entreter o espectador, sem grandes complexidades e o empurrão dos nomes sonantes no elenco.

O vaidoso e arrogante apresentador de tv Lee Gates (George Clooney), prepara-se para mais um episódio do programa de ajuda financeira, onde sugere a todos os seus telespectadores as melhores hipóteses para ganhar dinheiro com compra de acções na bolsa. Poucos minutos depois de mais um dos seus programas ir para o ar, Lee é feito refém por um seguidor, Kyle Budwell (Jack O'Connell) que o faz refém em directo, acusando-o de ter feito perder uma enorme quantidade de dinheiro, depois de Lee ter sugerido uma má opção no programa. Causando o pânico na estação de televisão o circo está instalado quando o mundo inteiro acompanha os desenvolvimentos, enquanto a policia e a realizadora do programa Patty Fenn (Julia Roberts) tentam negociar com o sequestrador armado.

Crítica: Ensurdecedor (Louder Than Bombs) . 2015


Algures entre a fantasia e a dura realidade da vida, encontramos o absorvente e poético Ensurdecedor, o mais recente trabalho de Joachim Trier, onde volta a explorar profundamente os sentimentos, a essência de cada um e as consequências de escolhas pessoais (tal como fez no seu último filme Oslo, August 31st) desta vez entrando no seio de uma família e das suas relações afectivas.

Esta é a história de uma família disfuncional, cujo o luto deixou marcas bem graves no relacionamento entre os seus membros. Gene Reed (Gabriel Byrne) é um viúvo, que tenta lidar da melhor maneira com os seus dois filhos Jonah (Jesse Eisenberg) e Conrad (Devin Druid), vitimas das circunstancias de terem perdido a mãe Isabelle (Isabelle Hupert) num acidente de viação. Devido à carreira de sucesso de Isabelle, como fotografa de guerra para o New York Times, Richard Weissman (David Strathairn) prepara um artigo sobre a sua vida pessoal e profissional, onde pretende homenagear a colega falecida, revelando aspectos profundos sobre Isabelle que irão abalar ainda mais a estabilidade de Gene e dos seus filhos, obrigando-os a revisitar as memórias perdidas.

sábado, 7 de maio de 2016

Crítica: Viver à Margem (Time Out Of Mind) . 2014


"Eu não sou ninguém. Eu não existo." - aqui figura todo o significado e importância de Viver à Margem. Uma demonstração crua do quão é difícil sobreviver quando se está à mercê da vida nas ruas. Richard Gere tem andado meio que apagado dos grandes ecrãs nos últimos tempos, mas aqui tem a oportunidade de brilhar, num filme realizado por Oren Moverman, que se foca num estilo mais intimista, onde vamos espreitando vários episódios da vida de um sem abrigo.

A história é passada na cidade de Nova Iorque, onde conhecemos George (Richard Gere), um homem de meia idade, actualmente a pernoitar ilegalmente num apartamento abandonado, prestes a ser despejado pelo senhorio da propriedade. George é sem abrigo, mas agarra-se à vergonha e à culpa de ter ignorado a filha (Jena Malone) durante os anos mais importantes da sua vida. Sem sabermos bem o porquê de se encontrar nesta situação, vamos criando empatia consigo e procurando encontrar as respostas certas. Vemos George passar pelas mais variadas situações e tentamos colocar-nos na sua pele. A luta diária para arranjar um sitio para dormir, algo para comer, ou simplesmente a falta de um lugar a que chame casa. George lá vai deambulando sozinho, tentando encontrar forças para resistir à vida sombria, cada vez com mais falta de esperança.  

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Crítica: Negócio das Arábias (A Hologram For The King) . 2015


Duas palavras mágicas: Tom Hanks. E é meio caminho andado para seguirmos em frente! Negócio das Arábias é o mais recente trabalho de Tom Tykwer e tem em si, um monte de boas ideias que se vão perdendo pelo caminho, culpa da inconsistente narrativa, que nem o fantástico Tom Hanks consegue salvar.

Esta é a história de Alan Clay (Tom Hanks), um antigo vendedor imobiliário que viaja para a Arábia Saudita disposto a vender um inovador sistema de video holográfico ao rei, que pretende construir uma grande cidade no meio do deserto. Mas Alan atravessa agora uma crise existencial, sentindo-se deprimido e culpado pelo fim do seu casamento e pelo facto de não poder proporcionar os estudos na faculdade à sua filha. Tudo isto, a juntar ao facto do rei ter marcado a apresentação, mas não saber quando poderá comparecer à mesma, visto que se encontra com a agenda super cheia. Alan e a sua equipa acabam por ficar no país por tempo indeterminado, nesta viagem de negócios que parece não ter fim. Enquanto nada é resolvido, Alan vai conhecendo alguns habitantes com os quais vai criando empatia, e vivendo algumas aventuras que o farão perceber que a vida é feita de altos e baixos, e há que haver força para enfrentar os obstáculos.