domingo, 14 de agosto de 2016

Crítica: A Lenda do Dragão (Pete's Dragon) . 2016


A Lenda do Dragão é um agradável e doce conto à moda antiga, que demonstra o quanto a magia da Disney continua a encantar este ano de 2016. David Lowery é o responsável por este remake do musical de 1977 com o mesmo nome, conseguindo entrar na categoria nostalgia do que é voltar a sentir a magia de um conto bem estruturado, cheio de emotividade.

Esta é a aventura de Pete (Oakes Fegley) um menino órfão de 10 anos que afirma viver na floresta com o seu melhor amigo Elliot, um dragão. Aos cinco anos de idade, Pete viaja pelos bosques com os seus pais, quando de repente embatem num veado e têm um acidente de viação. Os pais de Pete morrem instantaneamente, ficando o menino abrigado na floresta onde é acolhido por um dragão aparentemente temível, mas bastante amigável. As lendas sobre a existência de dragões na floresta local são recontadas vezes sem conta por Mr. Meacham (Robert Redford), que afirma já ter visto um. Bastante céptica, a sua filha Grace (Bryce Howard Dallas) que trabalha como guarda florestal, não acredita nessas histórias, até dar de caras com Pete... O menino misterioso que afirma viver na floresta com um ser gigante verde que indica ter exactamente a descrição de um dragão.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Crítica: Vencer a Qualquer Preço (The Program) . 2015


O escândalo em torno do desportista do ciclismo Lance Armstrong é bem conhecido em todo o mundo. Depois de muito se ter falado sobre o tema, depois das muitas entrevistas, depois do documentário, chega agora o biopic realizado por Stephen Frears, baseado na investigação do jornalista irlandês David Walsh, que durante 13 anos lutou por tornar publica a verdade sobre o (sete vezes) vencedor imbatível da Tour de France.

Em Vencer a Qualquer Preço vemos a glória e a queda de Lance Armstrong (Ben Foster) um dos maiores desportistas de todos os tempos, a quem mais tarde viriam a ser retirado todos os títulos devido à sua participação num dos maiores escândalos de doping da história. David Walsh (Chris O'Dowd), jornalista desportivo do Sunday Times suspeitou e seguiu todos os passos de Armstrong, mais tarde vindo a confirmar as suas suspeitas. Com uma história tão conhecida como esta, seria esperado algo muito mais conciso e mais aprofundado que mostrasse um pouco mais que aquilo que já sabemos, de forma mais fascinante e envolvente. Tudo o que não acontece aqui.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Crítica: Caça-Fantasmas (Ghostbusters) . 2016


Who you gonna call? Paul Feig. Existem filmes difíceis de reciclar, quando a legião de fãs é demasiado maciça, sendo mais fácil vê-los quando simplesmente não estamos tão apegados ao original e à nostalgia que ele nos poderá trazer. Este remake do clássico dos anos 80 Ghostbusters, é a versão feminina que pretende apenas divertir acabando por homenagear aquela que é a sua verdadeira inspiração.

Quando o livro sobre o paranormal das cientistas Abby Yates (Melissa McCarthy) e Erin Gilbert (Kristen Wiig) se torna um enorme fracasso, as apaixonadas pelo desconhecido - especificamente por almas do outro mundo - decidem tomar rumos diferentes nas suas carreiras profissionais. Enquanto Yates continua ligada aos estudos do oculto com a ajuda da peculiar engenheira Jillian Holtzmann (Kate McKinnon), Gilbert segui a carreira universitária como professora de física. Quando as três testemunham a aparição de um fantasma numa casa assombrada em Nova Iorque, e à medida que as aparições começam a ser mais recorrentes por toda a cidade, decidem formar o negócio "Caça-Fantasmas" destinado a por fim às almas que pretendem atormentar o dia-a-dia do cidadão comum. A elas juntam-se Patty Tolan (Leslie Jones), uma trabalhadora do metro à procura de um pouco mais de acção na vida e Kevin (Chris Hemsworth) o recepcionista com falta de inteligência. O grupo fará de tudo para proteger a cidade de uma eminente e grave ameaça fantasma que poderá por em causa a segurança de todos!

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Crítica: Jason Bourne . 2016


Matt Damon está de volta ao papel mais icónico da sua carreira. O resultado não é mau, mas está muito longe de ser fantástico. Apesar dos recheios confirmados que teria em relação a este novo segmento da franquia, a acção está garantida, naquele que será provavelmente o melhor filme de acção deste Verão.

Passados 9 anos, estamos perante o quarto filme, em que Paul Greengrass e Matt Damon formam dupla, para reviver mais uma vez o passado obscuro de Bourne. Depois de The Bourne Identity (2002), The Bourne Supremacy (2004), The Bourne Ultimatum (2007) e do spinoff com Jeremy Renner, The Bourne Legacy (2012), aqui está o regresso do memorável assassino da CIA que perdeu a memória. O mundo vive tempos conturbados e após o seu desaparecimento no fim do último filme, Jason Bourne (Matt Damon) reaparece para prestar auxilio a Nicky Parsons (Julia Stiles) parceira de longa data, que acabaria por descobrir revelações intrigantes sobre a operação que envolveu Bourne. Enquanto isso, um novo programa intitulado de Iron Hand, está preparado para iniciar, com o objectivo de o executar, iniciando assim uma caça ao homem, ao mesmo tempo que Bourne continua ainda em busca de sobre o seu passado e da sua família.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Crítica: Cenas de Família (The Family Fang) . 2015


Jason Bateman é bem conhecido no mundo da comédia, tendo feito parte de alguns sucessos do género ao longo dos últimos anos, mas a sua faceta de realizador, num registo um pouco mais sério é algo que certamente poderá ter pernas para continuar a andar. Cenas de Família é um indie aparentemente light, mas que rapidamente se transforma em algo melancólico, abordando temas familiares interessantes.

Annie (Nicole Kidman) e Baxter (Jason Bateman) são dois irmãos fortemente marcados pela infância atribulada que tiveram, quando se viam envolvidos pelas performances artísticas dos seus pais (Christopher Walken e Maryann Plunkett) que viviam para atrair a atenção de pessoas comuns, ao encenar pequenas situações com o objectivo de provocar várias emoções surpreendendo o público. A quantidade de aparições ao longo dos anos 80 e 90, fizeram com que esta família se torna-se famosa, e como consequência a imagem de Annie e Baxter ficaria associada à fase em que o mundo os conhecia e intitulava de Child A e Child B. Hoje, Annie é uma actriz conceituada e Baxter um pseudo autor de romances, ambos com a particularidade de viver presos a um passado que tem tanto de longínquo como de recente, pois perante um per causo terão de lidar novamente com a peculiaridade dos seus pais que escondem um segredo. Tudo isto os fará reviver momentos, e até encontrar respostas certas com a ajuda da maturidade que outrora não teriam.