segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Crítica: Personal Shopper . 2016


Depois de Clouds of Sils Maria em 2014, Olivier Assayas volta a formar dupla com Kristen Swewart, desta vez para uma história sobrenatural. Dentro do bizarro, mas sem dúvida cativante, Personal Shopper, aparentemente assustador, quer ser muito mais que isso, lidando com questões do oculto, mas acima de tudo demonstrando uma busca pelo conforto emocional durante o luto.

Maureen (Kristen Stewart) é uma jovem americana a viver em Paris. Aparentemente tem um trabalho de sonho, bem pago como personal shopper (para quem não sabe, um especialista em compras, que ajuda o cliente a escolher o que vestir em determinadas ocasiões) de uma celebridade. Mas a razão pela qual se encontra a residir em Paris, vai para além do profissional, pois Maureen tem a capacidade de comunicar com espíritos, e espera um sinal do seu irmão gémeo Lewis, que faleceu recentemente em Paris. Depois de uma forte aparição, numa propriedade em que o irmão trabalhava antes de partir, Maureen começa a receber mensagens de um número desconhecido, mensagens essas que começam a interferir com o seu dia-a-dia.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Crítica: Kubo e as Duas Cordas (Kubo and the Two Strings) . 2016


A Laika Entertainment é bem conhecida pelas suas animações stop-motion que primam sempre por tentar criar o melhor que se faz no género da animação. Com história interessantes e um lado mais sombrio e relevante associado a elas, chega agora Kubo e as Duas Cordas, depois de surpresas como Coraline (2009), ParaNorman (2012) e The Boxtrolls (2014), todos grandes obras que recomendo.

No Japão, um pequeno rapaz com um só olho, chamado Kubo (Art Parkinson) vive com a mãe Sariatu (Charlize Theron), notoriamente frágil e debilitada, no topo de uma montanha. Todos os dias, Kubo dirige-se à aldeia mais próxima para contar histórias, onde magicamente consegue manipular através da música do seu pequeno sangen (instrumento de cordas tipicamente japonês) pedaços de papel, formando origamis que vão ilustrando os seus contos e alegrando todos os que se juntam para o ouvir. Todas as suas histórias estão centradas nas aventuras de um bravo samurai, Hanzo, o seu falecido pai. A cada por-do-sol, Kubo têm obrigatoriamente de regressar para junto da sua mãe, correndo o risco de ser encontrado ao anoitecer pelas suas tias (Rooney Mara) e pelo avó, Moon King (Ralph Fiennes) arriscando-se a perder o seu único olho, visto que o outro lhe foi retirado por eles ainda em bebé. Kubo viverá uma grande aventura, tradicionalmente japonesa e cheia de magia, onde mais tarde se juntam a ele o seu amuleto da sorte (uma peculiar macaca) e um guerreiro com a forma de uma carocha (Matthew McConaughey).

sábado, 3 de setembro de 2016

Crítica: O Demónio de Neon (The Neon Demon) . 2016


Há quem goste, há quem odeie. O trabalho de Nicolas Winding Refn está longe de agradar a largas audiências e a verdade é que isso faz com que se destaque. O seu mais recente trabalho anda finalmente pelas nossas salas, é suficientemente apelativo e de tema controverso.

Aqui seguimos Jesse (Elle Fanning), uma aspirante a modelo a viver em Los Angeles, cuja a beleza é tal que provoca as mais variadas emoções naqueles que com ela se cruzam. Quando Jesse conhece a maquilhadora Ruby (Jena Malone) e as colegas modelos Sarah (Abbey Lee) e Gigi (Bella Heathcote) acredita que conseguirá sobreviver sem grandes problemas nesse mundo novo. Mas assim que consegue um importante contracto  com uma grande agência de moda, as coisas começam a mudar. O fascínio pela jovem, começa a tornar-se numa ameaça para outras, o que faz com que se comece a gerar uma certa tensão entre todas assim como inveja e ambição, mais tarde fazendo com que Jesse adquira excesso de auto-confiança, acabando por correr perigosos riscos.

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Crítica: Cell - Chamada Para a Morte (Cell) . 2016


John Cusack e Samuel L. Jackson encontram-se pela segunda vez no grande ecrã, em mais uma adaptação cinematografia da obra de Stephen King. Depois de 1408 (2007), protagonizam agora Cell, um filme completamente sem noção que tenta abordar vários temas sem concretizar qualquer uma das suas ideias.

Clay Riddle (John Cusack), um artista que acaba de lançar o seu graphic novel, encontra-se no aeroporto, preparado a tentar uma reconciliação com a sua mulher e uma re-aproximação com o seu filho, quando um sinal transmitido a partir da rede de telemóveis, afecta todos aqueles que estavam no momento a falar ao telemóvel, transformando-os de imediato em máquinas assassinas, semelhantes a zombies. Ao conseguir escapar ileso do aeroporto, Clay junta-se a Tom (Samuel L. Jackson) e mais tarde à sua vizinha Alice (Isabelle Fuhrman), também eles resistentes e juntos unem forças para escapar aos mais tarde intitulados de "phoners", agora que o mundo está literalmente à beira da loucura.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Crítica: Star Trek: Além do Universo (Star Trek Beyond) . 2016


Depois de reintroduzido em 2009 por J. J. Abraams, o universo Star Trek está para durar e agora pelas mãos de Justin Lin (responsável por alguns dos filmes do franchising Fast and Furious) chega a mais nova aventura da U.S.S. Enterprise e da sua tripulação.

Aqui retomamos o final de Star Trek: Into Darkness (2013), quando a tripulação de Captain Kirk (Chris Pine) aceita uma missão de exploração com a duração de cinco anos. Mas passados três, Kirk agora mais cansado e abatido, debate-se com a possibilidade de passar a outro o comando da Enterprise em troca de um trabalho mais recatado. Enquanto isso, uma alien afligida pede a ajuda da tripulação para salvar o seu planeta, e ao chegar ao mesmo e sem saber porquê a nave é brutalmente atacada. Isto tudo acontece ao comando de Krall (Idris Elba), o vilão disposto a por fim a tudo o que se cruze no seu caminho aparentemente sem razões para tal. Mas Krall, viria a ter uma ligação bem mais profunda com a Federação dos Planetas do que aquela que pensávamos e as suas intenções poderão por em causa toda a base de Yorktown.