domingo, 5 de fevereiro de 2017

Crítica: La La Land - Melodia de Amor (La La Land) . 2016


Damien Chazelle surpreendeu todos, ao fazer da sua segunda longa metragem um sucesso digno de realizador experiente em Hollywood. A sua produção independente Whiplash (2013), tinha a qualidade de qualquer filme de grande estudio e os olhos ficaram de imediato postos neste jovem de 32 anos, que escreve e realiza como gente grande, onde já merecidamente o podemos classificar como um dos melhores da nova era.

Los Angeles, a cidade dos sonhos. Mia (Emma Stone) é uma aspirante a actriz, a trabalhar numa coffee shop de um estúdio de cinema. Sebastian (Ryan Gosling) é um pianista de jazz, debatendo-se por encontrar um trabalho onde possa ser dono da sua criatividade. O destino dos dois cruza-se e juntos vão descobrir que o amor e os sonhos são algo verdadeiramente poderoso. Cada vez passam mais tempo juntos e um carinho especial surge. A ambição de triunfar é imensa pela duas partes, e assim é também o amor que os une, mas será que tudo é realmente perfeito e possível na cidade dos sonhos?

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Crítica: Fragmentado (Split) . 2016


M. Night Shyamalan é odiado por muitos, e eu gosto de dizer que é incompreendido por todos. A verdade é que cada vez que um filme seu estreia nas salas, todos ficam em pulgas para o ver. Muitos dizem que atingiu o seu apogeu logo no seu terceiro trabalho, O Sexto Sentido em 1999, mas eu diria que apesar de uns deslizes gravíssimos na carreira - e mais vale esquecer O Último Airbender (2010) e Depois da Terra (2013) - Shyamalan continua a ser fiel a si próprio, e coloca Fragmentado no top 5 dos seus melhores filmes.

Três jovens adolescentes, Claire (Haley Lu Richardson), Marcia (Jessica Sula) e a reservada Casey (Anya Taylor-Joy), são raptadas num parque de estacionamento de um restaurante quando o pai de uma delas se prepara para as deixar em casa. Sob a personalidade de Dennis, Kevin Crumb (James McAvoy), um homem que sofre de Transtorno Dissociativo de Identidade cujos diferentes comportamentos estão associados às vinte e três personalidades contidas na sua identidade, é o responsável pelo rapto e leva-as para uma divisão da sua casa onde as mantém em cativeiro. Sem sabermos ao certo porquê, Casey é a única que estranhamente consegue lidar com o comportamento inconstante das personalidades de Kevin, que enquanto as mantém escondidas em segredo, vai visitando regularmente a psiquiatra Dra. Karen Fletcher (Betty Buckley) que conheça a suspeitar da frequência dessas visitas.

domingo, 29 de janeiro de 2017

Crítica: Manchester By the Sea . 2016



Há filmes, que são muito mais que filmes, são experiências emocionais que nos colocam em posições e situações nas quais nos envolvemos e ficamos vulneráveis. Manchester By the Sea, é brilhantemente realizado por Kenneth Logernan que aqui consegue concretizar uma obra que transparece desde o inicio um sentido de realidade imenso através da dureza das palavras e da simplicidade e realismo com que tudo o que aqui é apresentado.


Lee Chandler (Casey Affleck) é um homem reservado, bastante introvertido que passa os seus dias de mau humor, cansado do trabalho de "faz-tudo" que executa numa urbanização dos arredores de Boston. Lee vê-se obrigado a regressar à sua cidade natal, Manchester by the Sea em Massachusetts, quando recebe a noticia de que o seu irmão mais velho Joe (Kyle Chandler) acaba de falecer com uma doença cardiaca. Emocionalmente desgastado com o regresso, Lee vai recordando, alguns dos momentos que passou junto da família durante os tempos em que lá viveu e à medida que volta a cruzar-se por caminhos e com pessoas com quem partilhou momentos da sua vida, e com a ajuda de flashback's vamos percebendo melhor o porquê da razão deste carácter especial que se foi moldando com o passar dos anos. Ao mesmo tempo, terá de aprender a realicionar-se com Patrick (Lucas Hedges), o seu sobrinho adolescente, de quem agora é tutor legal até este completar vinte e um anos.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Oscars 2017 | Os nomeados .

imagem via Esquire.

Foram anunciados hoje, os nomeados para a 89ª edição dos The Academy Awards . Oscars 2017. A cerimonia está marcada para dia 26 de Fevereiro e Jimmy Kimmel será o anfitrião. É sem surpresas que La La Land, o musical de Damien Chazelle, lidera as nomeações, mas como sempre uns ficam esquecidos e outros são surpreendentemente reconhecidos. Por isso mesmo, aqui ficam as minhas reacções à lista de nomeados que pode ser consultada aqui: http://oscar.go.com

. Arrival, Hell or High Water e Manchester By The Sea
. La La Land por ver... Moonlight por ver... Fences por ver... Hidden Figures por ver...
. Silence a ser totalmente ignorado este ano (ainda não vi, mas Martin Scorsese é 4 ever!)
Hacksaw Ridge e Lion a receber mais destaque do que esperava, até porque foram das minhas maiores desilusões do ano passado
. É muito bom ver The Lobster ser reconhecido em alguma coisa
. O mesmo para Viggo Mortensen, e a sua prestação em Captain Fantastic
. Adoro o Michael Shannon, mas o Aaron Taylor-Johnson merecia destaque pelo grande desempenho em Nocturnal Animals
. Mais uma nomeação para Meryl Streep, que já tem lugar cativo
. Jessica Chastain a ser completamente esquecida pelo desempenho incrível em Miss Sloane
. Assim como Amy Adams ficar de fora pelo seu desempenho em Arrival e até mesmo Nocturnal Animals
. Pensava que era desta que o Hugh Grant era nomeado! E ainda tinha esperança em ver o John Goodman receber uma nomeação pelo 10 Cloverfield Lane
. Sing Street perde a oportunidade de estar ao menos entre os nomeados a melhor canção
. Ninguém encontrou a Dory!? Ao menos lembraram-se de Kubo and The Two Strings (go Laika Entertainment!)

Daqui a pouco mais de um mês saberemos o veredicto.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Crítica: Miss Sloane - Uma Mulher de Armas (Miss Sloane) . 2016


A partir do minuto zero, Jessica Chastain olha-nos nos olhos e diz-nos que vai antecipar todas as nossas jogadas. O realizador John Madden (Shakespeare in Love, The Debt) nem sempre consegue esse objectivo, mas a força da personagem principal, ou não desse ela nome ao filme, arrasa por completo, isto pela positiva claro, com uma das mais poderosas interpretações femininas de 2016, que faz todas as imperfeições do enredo se tornem mais toleráveis.

Desde a cena de abertura, ficamos bem familiarizados com a determinação e dureza de Elizabeth Sloane (Jessica Chastain), uma lobista de Washington, sem escrúpulos ou qualquer tipo de compaixão ao próximo, que tem o como objectivo no seu trabalho interferir directamente com as decisões do poder público e legislativo, tendo sempre em mente uma única coisa, vencer. A enorme sede de triunfar, faz com que Sloane tenha sempre mais uma carta na manga, não olhando a meios para atingir fins. Uma crítica feroz ao sistema corrupto no mundo da política, que foi sempre bem real, mas que se esconde por detrás dos interesses públicos e não passam na verdade de mentiras.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Crítica: Bleed for This - A Força de um Campeão (Bleed for This) . 2016


Um dos maiores comeback's da história do desporto, sem dúvida! Um dos melhores filmes sobre comeback's do desporto, nem por isso. Bleed for This - A Força de um Campeão nunca consegue transmitir a mesma grandeza da história real em que se inspira, perdendo-se por vezes em pormenores que muitas vezes pouco interessam dando pouco espaço aos actores para brilhar.

Vinny Pazienza (Miles Teller) é um reconhecido campeão de box italio-americano, conhecido como o Diabo da Pazmania, pois ao longo da carreira foi ganhando reputação pela quantidade de vitórias, na sua maioria consecutivas, entre os anos de 1983 e 1987. Despreocupado das exigências e todos os outros aspectos relevantes do desporto, Vinny gosta de noitadas, jogo e pouco se importa com a vida saudável que qualquer desportista tem de levar a sério. Gosta apenas de lutar e isso é a sua maior motivação de vida. Depois de um grave acidente de viação que quase o paralisou Vinny percebe que afinal dá muito mais valor ao box do que aquilo que pensa e decide motivar-se a si próprio contrariando todos os que afirmavam que nunca mais voltaria a lutar, ao recuperar totalmente voltando aos combates em grande forma, transformando-se numa lenda viva do desporto mundial.