segunda-feira, 22 de abril de 2019

my (re)view: Hellboy . 2019


Hellboy, de Neil Marshall

Por onde começar no meio de tanto desastre? Raramente me arrependo de gastar dinheiro num filme, pois para mim ir ao cinema nunca é dinheiro mal gasto. No entanto, arrependo-me de ter escolhido ver este filme. Depois dos dois filmes de Hellboy de Guillermo Del Toro, chega o reboot de Neil Marshall com David Harbour no papel que outrora pertenceu a Ron Perlman e sejamos honestos assentava melhor ao último. Com poucos minutos de filme, adivinhei logo no sacrifício que aquela sessão se ia tornar. O argumento é péssimo, cheio de falhas e confusão por todo o lado. O CGI é do pior que já se viu, nem nos primórdios dos efeitos especiais se viram efeitos tão mauzinhos. Diálogos mesmo muito fraquinhos, até eu sou capaz de escrever melhor. Safam-se algumas, muito poucas infelizmente, cenas divertidas, e a banda sonora. Mais uma daquelas ideias tristes que os estúdios gostam de concretizar. Quanto mais penso sobre ele fico ainda com mais dúvidas sobre a nota que dei, talvez até merecesse menos.

Classificação final: 1,5 estrelas em 5.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

my (re)view: Shazam! . 2019


Shazam!, de David F. Sandberg

Muitos preferem evitar trailers e bem! Dizem que a curiosidade matou o gato e a mania que tenho de ver os trailers de todos os filmes pelos quais tenho mais interesse trama-me mais vezes do que me favorece. Para uma pessoa pouco conhecedora de comics a não ser aquilo que vê no cinema, Shazam! seria provavelmente algo parecido com o Deadpool da Marvel, talvez menos agressivo, mais light mas igualmente divertido que as abordagens anteriores no universo da DC. O trailer promete bastante, mas afinal todos os melhores momentos do filme estão no trailer, as melhores piadas e até alguns dos aspectos que poderiam ser mais reveladores. Desiludi-me por isso mesmo e o impacto não foi o mesmo, já para não falar de um vilão sem carisma algo que me espantou pois pensava que Mark Strong faria boa figura nesse papel. Coisa que também se pode dever a um argumento pouco cuidado, mais focado na parte cómica que no background da história. Não nego que me diverti a vê-lo, mas não passou muito disso. O elenco é gracioso e nomeadamente a dinâmica entre Zachary Levi e Jack Dylan Grazer é agradável de se ver. Fica um bocado aquém das expectativas, se é que ainda se pode colocar algum tipo de expectativas neste tipo de filme.

Classificação final: 3 estrelas em 5.

domingo, 7 de abril de 2019

my (re)view: Nós (Us) . 2019


Us, de Jordan Peele

Disfarçado de filme acessível, Us finge ser apenas mais um filme de horror cujos seus significados estão bem escondidos debaixo do que vemos à superfície. Teorias múltiplas podem surgir desta história bem trabalhada onde uma família a aproveitar as férias de verão se depara uma noite com uma outra família fisicamente igual a si. O terror e a confusão instala-se e a viagem que nos espera tem tanto de curiosa como de aterradora e não estamos preparados para o seu desfecho. Jordan Peele tem o requinte de outros tempos naquilo que faz. Tempos em que o horror não eram só sustos e as temáticas eram mais inteligentes do que simplesmente gritos ou uma cena com sons estridentes, carradas de sangue e luzes apagadas. Com o seu primeiro filme Get Out, ele mostrou que a comédia e o horror podem ser compatíveis com muita qualidade. Em Us faz isso tudo elevado ao quadrado. Ele é mestre nos twists, suspense, referências e metáforas que ficam connosco muito para além do filme. Este vai ser sem dúvida alguma um dos grandes deste ano.

Classificação final: 4,5 estrelas em 5.

terça-feira, 19 de março de 2019

my (re)view: Bucha & Estica (Stan & Ollie) . 2019


Stan & Ollie, de Jon S. Baird

Todos sabemos ou já ouvimos falar de quem foram Bucha e Estica, mas não sei até que ponto é que todos saberíamos da faceta após a sua era dourada. Stan & Ollie conta a história dos anos menos gloriosos de uma das duplas de comédia mais bem sucedidas de sempre e dos obstáculos que tiveram de enfrentar para não cair no esquecimento que a mudança que uma nova era lhes trouxeram. Steven Coogan e John C. Reilly interpretam maravilhosamente este duo celebrando a sua amizade e importância no mundo artístico, demonstrando ao longo do filme a forma como se dedicavam e interagiam criativamente nos seus trabalhos. Pena que siga o caminho completamente usual da maioria dos biopics, com alguns dos clichés do costume. Apesar disso, os dois actores completam o simples enredo com as suas performances, dando-nos momentos muito bonitos de assistir sob um olhar carinhoso e absolutamente delicioso de se ver que não deveria, mas provavelmente vai passar ao lado de muita gente.

Classficação: 3,5 estrelas em 5.

segunda-feira, 18 de março de 2019

my (re)view: Triple Frontier . 2019


Triple Frontier, de J. C. Chandor

J C Chandor, responsável por filmes como Margin Call, All is Lost e o magnifico e muito subestimado A Most Violent Year regressa este ano pela mão da Netflix com Triple Frontier. Um heist movie sobre o roubo de milhões de dólares da casa de um poderoso traficante de droga colombiano efectuado por ex soldados de topo que se reúnem aparentemente para o plano perfeito. O elenco é composto por Oscar Isaac, Ben Affleck, Pedro Pascal, Charlie Hunnam e Garrett Hedlund que alcançam uma dinâmica excelente entre si e fazem assim este filme ter muito mais vida. O tema é comum e já várias vezes apresentado e esse talvez seja o seu calcanhar de Aquiles, a diferença é a forma como o elenco faz com que o interesse nunca se perca e a tensão se sinta no ar mesmo quando os momentos possam ser previsíveis. Também a forma como Chandor o filma faz com que essa tensão e esse suspense se revele constantemente com a ajuda da não menos boa cinematografia. Destaco no elenco o trabalho de Oscar Isaac, sendo a sua personagem a mais importante no enredo fazendo mais uma vez um excelente trabalho, não deixando de elogiar o resto do bando que complementam o grupo. Penso que teria potencial para muito mais se o argumento conseguisse ser um pouco mais original, mas que dentro do comum neste tipo de história se safa muito bem mesmo. J C Chandor não desaponta e quero obviamente continuar a seguir o seu trabalho.

Classificação: 4 estrelas em 5.

domingo, 17 de março de 2019

my (re)view: Vice . 2018


Vice, de Adam McKay

Até parece que me sinto mal por não ter gostado de Vice o quanto pensava que ia gostar. O retrato de Dick Cheney, vice presidente e braço direito de George W. Bush, contado de forma um pouco incoerente e superficial que acaba por não permitir que o elenco brilhe o suficiente mesmo quando todos o tentam fazer dando-nos sem dúvida performances absolutamente fantásticas, perante uma experiência acaba por não encher as medidas. Talvez fosse preferível um ritmo mais lento que obrigasse a mais detalhe, ao invés disso temos um ritmo frenético, que por um lado lhe dá uma certa identidade onde a edição é bem conseguida, mas a constante mistura de períodos temporais faz com que fique a impressão de que se perde a intensidade necessária dos momentos no presente. O desenvolvimento de personagens também fica assim comprometido pela quantidade de coisas que estão a acontecer ao mesmo tempo. Apesar disso adoro o facto de Adam McKay usar a sátira para ilustrar curiosos momentos e até decisões importantes. Chegamos ao fim e fica a sensação de que isto poderia ser um filme grandioso, daqueles em que tudo deixaria uma boa marca já com a bagagem da controvérsia as costas. Soube a muito pouco e isso acabou por se reflectir no seu todo. 

PS: Christian F*cking Bale!!!

Classificação: 3 estrelas em 5.