É certo que Terrence Malick não é um realizador fácil. É certo que os seus filmes não são nada fáceis de digerir, mas existe sempre algo que me empurra para as suas obras, por mais complexas e diferentes que sejam.

Em Los Angeles, Rick (
Christian Bale) é extremamente bem sucedido na vida profissional, no entanto a sua vida pessoal parece ter cada vez menos sentido, dando por si a pensar no que realmente o move e motiva. Preso a alguns trágicos eventos passados, Rick tenta definir a sua existência passando por várias experiências tentando buscar o significado e verdadeiro propósito na sua vida. O casamento falhado com Nancy (
Cate Blanchett), assim como relacionamentos que teve com outras mulheres, parecem reflectir as fases pelas quais Rick está a passar e é então que percorremos uma jornada através das suas vivências, como se de um baralho de tarot se trata-se. Cada momento, uma carta, um significado. Esses momentos, quase todos eles marcados pela presença de uma mulher diferente. A cidade de L.A. é retratada quase como cidade do desejo, onde tudo parece ao alcance do mais comum dos mortais, mas que mesmo com todo o sucesso do mundo, fica longe de alcançar a plenitude. E é isto que faz confusão em
Cavaleiro de Copas.