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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Crítica: J'ai Tué Ma Mère (I Killed My Mother) . 2009


J'ai Tué Ma Mère foi a estreia cinematográfica do realizador canadiano Xavier Dolan, que com apenas 20 anos realizou, escreveu e é a estrela principal deste filme semi-autobiográfico que explora uma complexa relação entre mãe e filho. Colocando uma tremenda profundidade nas cenas mais intensas e cativando bastante através do aspecto visual, Dolan faz-nos sentir constantemente na pele dos personagens.

Hubert (Xavier Dolan) um rapaz de 16 anos, está a passar por todos os problemas típicos de um adolescente da sua idade. A vontade de ser livre, ganhar a própria autonomia e a descoberta da sexualidade são os factores que mais contribuem para que não consiga ter um relacionamento saudável com Chantale (a fabulosa Anne Dorval), a sua mãe. Enquanto ele vive frustado com o facto de ter tido o pai ausente durante a maior parte da sua vida, e achar que a mãe nunca se esforçou para lhe dar uma boa educação, vivendo as emoções a flor-da-pele, amando-a e odiando-a como quem troca de camisa, ela no seu entender tenta fazer de tudo para lhe proporcionar um bom futuro, quando ao mesmo tempo inconscientemente o culpa, descarregando nele a frustração do peso de ser mãe solteira. Ela ama-o, mas ele não entende. Ele repugna as suas decisões, mas não percebe o quanto a ama.

domingo, 8 de junho de 2014

Crítica: Mary and Max (2009)


Absolutamente brilhante! Eu não estava à espera nada como isto! Mary and Max é um dos melhores, e agora, um dos meus filmes favoritos de animação. Realmente, é difícil até mesmo dizer o quão grande este filme é!

Não se deixem enganar só porque é um filme de animação, não esperem que seja um filme para crianças, porque definitivamente não é. Ele conta a história de Mary uma menina de 8 anos que vive na Austrália e do seu amigo por correspondência Max, um homem de 40 anos que vive na cidade de Nova York. Ambos são pessoas tristes e solitárias. Ao escrever um ao outro eles vão seguindo os conselhos um do outro para tentar sobreviver ao mundo cruel que está constantemente colocando a auto-estima de cada um cada vez mais para baixo.

Este filme pode ser muito deprimente às vezes, mostrando-nos como a vida pode ser dolorosa para os que não são aceites pela sociedade só porque têm algo de diferente da maioria das pessoas. Mas também tem partes muito engraçadas que equilibram com o peso que a história possa ter.

A animação é muito bem feita, as cores usadas, a cenografia, a banda sonora, tudo combinado até mesmo ao detalhe mais pequenino foram absolutamente perfeitos! O que também ajudou a tornar este filme num conto de amizade única e bela foram as vozes de Philip Seymour Hoffman, Toni Collette e a maravilhosa narração de Barry Humphries.

Mary and Max é uma história absolutamente bela e honesta, que vai-nos partir o coração, mas também irá colocar um sorriso no nosso rosto. Eu adorei e recomendo!








Classificação final: 5 estrelas em 5.