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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

my (re)view: 1917 . 2019

Imagem via variety.com
Podemos sentir emoção em várias situações ou várias experiências na vida, mas podem ser tão boas as emoções reais, como aquelas que chegam até nós das mais variadas maneiras. 1917 é um todo de emoção. Uns queixam-se que há pouco sangue, outros que não demonstra a crueldade da guerra, mas se há obra difícil de concretizar com exito é um drama de guerra épico em plano sequencial - ou neste caso editado de forma brilhante para parecer isso mesmo! - que emociona a cada minuto. 1917, oitavo filme de Sam Mendes é uma homenagem ao seu avó e as memórias que trouxe da Primeira Grande Guerra, o trabalho mais pessoal do realizador britânico que já nos presenteou com outros grandes filmes como Jarhead (2005) ou Revolutionary Road (2008), desta vez eleva imenso a fasquia do que em qualquer dos seus outros filmes. Sendo este um filme bastante pessoal para Mendes, nota-se a paixão que colocou nele, com uma qualidade técnica de se tirar o chapéu, ainda mais quando o desafio era fazê-lo dando uma sensação presencial em tempo real acompanhando uma jornada dolorosa. Dá-nos uma sensação constante de ansiedade e emoção, seguindo os dois personagens principais, sentindo que estamos com eles durante todo aquele percurso. A premissa é bastante simples, mas muito eficaz e por vezes não são precisas histórias complexas para um filme nos encher as medidas. A mestria do cinematografo Roger Deakins faz com que tudo seja ainda mais belo, onde imagens valem mais que palavras. Um dos melhores filmes a nível técnico que já vimos nos últimos anos, talvez dos mais bem concretizados da década.

Classificação final: 5/5.

sábado, 18 de abril de 2015

Crítica: A Promessa de Uma Vida (The Water Diviner) 2014


A Promessa de Uma Vida é um drama fictício baseado em factos verídicos, protagonizado por Russell Crowe, marcando também a sua estreia como realizador. A história de Connor (Crowe), um agricultor Australiano cujos três filhos desapareceram durante a Primeira Guerra Mundial, na Guerra de Gallipoli na Turquia, onde Australianos (entre outros) tentaram uma invasão ao país. Esta é considerada um dos mais trágicas eventos de toda a Primeira Guerra e o filme é uma clara homenagem a todos os que lá perderam a vida. 

Passado quatro anos do término da guerra, Connor viaja até à Turquia com a esperança de trazer os corpos dos seus filhos de volta a casa e lá depara-se com inúmeras situações que parecem não o querer deixar cumprir o seu objectivo. Desde cedo fica bem claro qual o principal objectivo de Crowe quando nos mostra várias vezes durante o filme, cenas de guerra absolutamente dolorosas de se ver, sendo estas bastante efectivas - particularmente uma delas envolvendo os seus filhos, em que é praticamente impossível não ficarmos emocionados - e que prestam tributo a todos aqueles que morreram na guerra quer sejam Australianos ou Turcos.