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sábado, 3 de setembro de 2016

Crítica: O Demónio de Neon (The Neon Demon) . 2016


Há quem goste, há quem odeie. O trabalho de Nicolas Winding Refn está longe de agradar a largas audiências e a verdade é que isso faz com que se destaque. O seu mais recente trabalho anda finalmente pelas nossas salas, é suficientemente apelativo e de tema controverso.

Aqui seguimos Jesse (Elle Fanning), uma aspirante a modelo a viver em Los Angeles, cuja a beleza é tal que provoca as mais variadas emoções naqueles que com ela se cruzam. Quando Jesse conhece a maquilhadora Ruby (Jena Malone) e as colegas modelos Sarah (Abbey Lee) e Gigi (Bella Heathcote) acredita que conseguirá sobreviver sem grandes problemas nesse mundo novo. Mas assim que consegue um importante contracto  com uma grande agência de moda, as coisas começam a mudar. O fascínio pela jovem, começa a tornar-se numa ameaça para outras, o que faz com que se comece a gerar uma certa tensão entre todas assim como inveja e ambição, mais tarde fazendo com que Jesse adquira excesso de auto-confiança, acabando por correr perigosos riscos.

domingo, 8 de junho de 2014

Crítica: Bronson (2008)


Brutal, duro, mas óptimo.

Aqui está, mais uma prova de como Tom Hardy é um dos melhores actores da sua geração. Em Bronson ele é absolutamente magnífico! Este filme é Tom Hardy. Sem o seu desempenho surpreendente este filme não teria sido tão bom como é.

O que é mais surpreendente sobre a história deste filme é que realmente é uma história verdadeira. A história de um homem que nasceu com o nome de Michael Peterson, que posteriormente escolhe intitular-se como Charles Bronson. Ele é considerado um dos prisioneiros ingleses mais violentos de sempre.

No filme, podemos ver dois tipos diferentes de homem. O homem que tem um lado mais suave, o homem que pode enganar-nos mostrando o que aparentemente parece ser um homem calmo, mesmo por trás de uma figura robusta e cheia de músculos. E o homem violento e cheio de raiva que é capaz de se transformar num lunático. Tom Hardy foi capaz de retratar este dois lados de uma excelente maneira! Podemos totalmente sentir através dele raiva do personagem, mas também o lado emocional apenas pelo olhar. Vemos um lado vulnerável de um homem tão difícil é o que eu acho que foi mais interessante no filme, eu gostei disso.

Fazer um filme sobre um homem que esta constantemente a bater em guardas da prisão sem motivo aparente pode ser muito difícil porque nós definitivamente não conseguimos entender por quê dele crescer com tanta raiva dentro de si, é claro que podemos tirar nossas próprias conclusões (e a verdade é que há uma grande quantidade de pessoas violentas do mundo, sem razão aparente para isso) mas não há grande resolução para esta história, na verdade, se formos pesquisar sobre o verdadeiro Charles Bronson, ele continua preso, por isso a minha principal queixa sobre o filme é a repetição de algumas cenas. Cenas que já sabemos como vão terminar, mas isso não nos vai impedir de estamos entretidos durante todo o filme e com o fantástico desempenho de Tom Hardy então é completamente impossível não gostar do que estamos a ver!

Nicolas Winding Refn é definitivamente um realizador com muito estilo (Drive, Only God Forgives) que gosta de histórias interessantes e bizarras. Bronson é definitivamente um filme "one man show", mas com uma realização muito forte.







Classificação final: 4 estrelas em 5.

Foto do verdadeiro Michael Peterson aka Charlie Bronson