Data de Estreia: 29-01-2015
A verídica história entre o mundialmente conhecido físico Stephen Hawking e a sua primeira mulher Jane Wilde é a representação sincera do que é companheirismo e amor. Hawking foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica, doença degenerativa rara que lhe viria a paralisar os músculos do corpo, no entanto, sem nunca atingir as suas funções cerebrais.
Muito mais do que uma história sobre Stephen Hawking (Eddie Redmayne), esta é a história de Jane (Felicity Jones), a mulher que esteve ao seu lado nos momentos mais difíceis, acompanhando todo o desenvolvimento da sua doença. Todo o filme é portanto, muito mais focado na perspectiva da esposa, acompanhando detalhadamente, a luta enquanto casal, não analisando só a visão de Hawking sobre a sua condição.
Eddie Redmayne tem aqui uma performance absolutamente gradiosa e comovente, de uma exigência física enorme e grande intensidade. A sua figura está incrivelmente parecida com a de Hawking e o poder emocional que coloca no personagem, muitas das vezes apenas através de um simples olhar é algo magnifico. Felicity Jones, tem aqui o seu primeiro papel de grande destaque, tendo tido até agora uma carreira mais indie, infelizmente não tão reconhecida. A sua performance é impecável, conseguindo transmitir à audiência toda a dor, angústia e amor de Jane.
No entanto, o filme deixa um certo gosto amargo quando não explora algumas das fases da doença de Hawking, saltando de imediato anos, focando com mais enfase, apenas os eventos mais significativos da sua vida ao invés de nos dar a conhecer o impacto que a sua doença realmente teve não só na vida dos que o rodeavam, mas também na sua. A relação de Hawking com os seus filhos é outro dos aspectos de deixa a desejar pois estes não são explorados, tal como a sua família, e os seus amigos com quem vemos Hawking ter uma forte relação no início do filme.
Apesar das falhas de enredo que possa ter, as interpretações dos dois actores principais fazem com que o filme brilhe, coisa que se reflectiu ao longo do ano de 2014 em vários filmes. Para além de 2014 ter sido um ano de biopics, foi também um ano de grande interpretações em filmes não tão fortes como poderiam ter sido, A Teoria de Tudo é mais um exemplo disso. Contudo, a envolvência, atmosfera e aquilo que provoca em nós faz-nos emocionar e conectar imenso com o que estamos a ver.
Classificação final: 3,5 estrelas em 5.





