Mostrar mensagens com a etiqueta biografia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta biografia. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Crítica: Mulher de Ouro (Woman in Gold) . 2015


Mulher de Ouro é o filme baseado na história verídica de Maria Altman (Helen Mirren), uma refugiada judia a viver em Los Angeles, do seu advogado Randy Schoenberg (Ryan Reynolds) e da luta que viveram em conjunto para reclamar ao governo Austríaco um famoso quadro de Gustav Klimt - Portrait of Adele Bloch-Bauer I - retrato que pertencia à sua tia, e que foi confiscado à família pelos nazis durante a Segunda Guerra Mundial.

Sempre tive particular interesse por histórias inseridas no período histórico da Segunda Guerra, todas elas continuam a impressionar e por mais vezes que sejam contadas ou recontadas no cinema, das mais variadas maneiras, acaba por ser sempre relevante relembrar um dos piores momentos que o mundo alguma vez já viveu. Esses filmes tornam-se estranhamente pessoais (mesmo que não haja razões para tal) e a emoção que causa no espectador é o mais importante. Mulher de Ouro falha precisamente nesse aspecto. Apesar de ser sem dúvida uma história interessante, a narrativa mal estruturada e os acontecimentos apressados e por vezes tão óbvios, quebram a emoção pretendida.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Crítica: Wild 2014


Wild é mais uma das biografias que o ano de 2014 nos trouxe ao cinema. Realizado por Jean-Marc Vallée (Dallas Buyers Club) este filme, baseado no livro de memórias de Cheryl Strayed, mostra-nos a jornada de auto-descoberta que decidiu fazer ao longo de um percurso que dá pelo nome de "Pacific Crest Trail" com o objectivo de se encontrar a si própria e mudar o rumo da vida auto-destrutiva que adquiriu depois do trauma da morte da sua mãe.

Reese Witherspoon tem uma performance nada glamorosa, mas bela e poderosa, mostrando toda a vulnerabilidade de uma mulher marcada pelo seu passado, conseguindo passar para o espectador toda a sua dor e arrependimento pelos maus caminhos que escolheu. Este é literalmente o seu filme, e revela-se de facto a melhor coisa que podemos retirar dele. O estilo de narrativa não poderia ser mais frustrante. Todos os momentos da caminhada de Cheryl apresentam-se por ordem cronológica mas a quantidade enorme de flashbacks distraem-nos daquele que é o principal

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Crítica: A Teoria de Tudo (The Theory of Everything) 2014


Data de Estreia: 29-01-2015

A verídica história entre o mundialmente conhecido físico Stephen Hawking e a sua primeira mulher Jane Wilde é a representação sincera do que é companheirismo e amor. Hawking foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica, doença degenerativa rara que lhe viria a paralisar os músculos do corpo, no entanto, sem nunca atingir as suas funções cerebrais.

Muito mais do que uma história sobre Stephen Hawking (Eddie Redmayne), esta é a história de Jane (Felicity Jones), a mulher que esteve ao seu lado nos momentos mais difíceis, acompanhando todo o desenvolvimento da sua doença. Todo o filme é portanto, muito mais focado na perspectiva da esposa, acompanhando detalhadamente, a luta enquanto casal, não analisando só a visão de Hawking sobre a sua condição. 

Eddie Redmayne tem aqui uma performance absolutamente gradiosa e comovente, de uma exigência física enorme e grande intensidade. A sua figura está incrivelmente parecida com a de Hawking e o poder emocional que coloca no personagem, muitas das vezes apenas através de um simples olhar é algo magnifico. Felicity Jones, tem aqui o seu primeiro papel de grande destaque, tendo tido até agora uma carreira mais indie, infelizmente não tão reconhecida. A sua performance é impecável, conseguindo transmitir à audiência toda a dor, angústia e amor de Jane.

No entanto, o filme deixa um certo gosto amargo quando não explora algumas das fases da doença de Hawking, saltando de imediato anos, focando com mais enfase, apenas os eventos mais significativos da sua vida ao invés de nos dar a conhecer o impacto que a sua doença realmente teve não só na vida dos que o rodeavam, mas também na sua. A relação de Hawking com os seus filhos é outro dos aspectos de deixa a desejar pois estes não são explorados, tal como a sua família, e os seus amigos com quem vemos Hawking ter uma forte relação no início do filme.

Apesar das falhas de enredo que possa ter, as interpretações dos dois actores principais fazem com que o filme brilhe, coisa que se reflectiu ao longo do ano de 2014 em vários filmes. Para além de 2014 ter sido um ano de biopics, foi também um ano de grande interpretações em filmes não tão fortes como poderiam ter sido, A Teoria de Tudo é mais um exemplo disso. Contudo, a envolvência, atmosfera e aquilo que provoca em nós faz-nos emocionar e conectar imenso com o que estamos a ver.






Classificação final: 3,5 estrelas em 5.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Crítica: Mr. Turner 2014


Data de Estreia: 25-12-2014

Visualmente tão belo que o próprio filme parece uma genuína pintura. 

Uma biografia da última faceta da vida do pintor Inglês J. M. W. Turner, um grande pintor de paisagem do periodo Romântico. Seguidos a etapa de transição da sua carreira, quando o seu adorado pai morre, acontecimento que afectou imenso a sua vida e inspiração como pintor.

Somos transportados até uma Inglaterra aristocrática de forma bastante interessante onde cenários, linguagem e guarda roupa, muito detalhados retratam impecávelmente a época. A cinematografia é absolutamente brilhante, que o próprio filme parece uma autêntica tela, cheia de paisagens magníficas onde as cores e luz parecem ser um quadro de Turner.

Timothy Spall tem uma performance sublíme como Mr. Turner, num estudo de personagem complexo e muito bem conseguido, retratando na perfeição um homem que dedicou toda a sua vida à arte e nunca se interessou por muito mais além disso. Perturbado, mas ao mesmo tempo sensível, Spall consegue ser sempre bastante credível. Tal como Timothy Spall, Marion Bailey como uma das amantes de Turner e principalmente Dorothy Atkinson como sua fiel criada têm performances muito boas.

Mr. Turner é acima de tudo um filme sobre arte, mas também sobre a vida de um grande e peculiar pintor. É certo que derivado ao tema não irá agradar a todos, e também ao ritmo que pode não ser o melhor em algumas partes, mas é sem dúvida um retrato de uma época bastante interessante através dos olhos de um artista.









Classificação final: 4 estrelas em 5.