terça-feira, 8 de setembro de 2015

Crítica: True Story . 2015


É sempre interessante ver dois actores como Jonah Hill e James Franco fugir àquilo que por norma imaginamos quando pensamos nos seus nomes. É certo que já vimos estes dois interpretar papeis dramáticos no passado, mas visto que estão mais associados à comédia (mais Hill do que propriamente Franco) vê-los fazer algo menos animado e descontraído parece ser um bom desafio. True Story estreou este ano no Festival de Sundance pelas mãos de Rupert Goold e parecia ter tudo para surpreender. Afinal não passa de uma valente decepção.

Baseado no livro de memórias com o mesmo nome, True Story conta a história verídica do assassino Christian Longo (James Franco) acusado de matar a sua mulher e os seus três filhos, vindo mais tarde a fugir para o México, onde foi encontrado pelo FBI usando o nome de um jornalista do New York Times Michael Finkel (Jonah Hill). Depois de ter conhecido Longo e descoberto o porquê deste presumível assassino ter usado o seu nome, Finkel vê aqui a oportunidade da sua vida, acedendo a informações necessárias para poder escrever a "história da sua vida", mas a vontade de triunfar fez com que a sua ingenuidade o impedisse de ver o óbvio. Um filme que procura explorar a relação entre estes dois homens, mas infelizmente sempre de forma muito superficial.

domingo, 6 de setembro de 2015

Crítica: Welcome to Me . 2014


Kristen Wiig é uma das actrizes de comédia que mais gosto ver trabalhar hoje em dia, com a particularidade de saber escolher na sua maioria os filmes em que entra e não ter medo dos indies que por vezes se revelam mais sólidos do que filmes de grande orçamento.

Alice (Kristen Wiig) sofre de Transtorno de Personalidade Limítrofe - Borderline como é mais conhecida a doença, um transtorno mental que torna o doente emocionalmente instável, sofrendo variações de intensidade emocional muito facilmente o que se reflecte nos seus comportamentos diários e relacionamento com os outros - e acabou e ganhar a lotaria. Ela é obcecada com o mundo da televisão e com tanto dinheiro no bolso viu a oportunidade de pagar a um estúdio de tv, para ter o seu próprio talk show intitulado "Welcome to Me". Alice está a viver o seu sonho, considera-se a nova Oprah Winfrey, mas o facto de parado de tomar a medicação não irá ajuda-la nas decisões que toma e atitudes que pratica.

Crítica: Listen Up Philip . 2014


Philip (Jason Schwartzman) é um pretensioso escritor que  aguarda a publicação do seu novo romance. Egocêntrico e constantemente preocupado com os seus problemas existenciais, Philip encontra-se numa fase da vida em que se sente aborrecido e solitário. Para além disto ele terá de lidar com a conturbada relação com a actual namorada Ashley (Elizabeth Moss). Porém, no meio de toda esta fase complicada, ele conhece um dos seus ídolos, o famoso escritor Ike Zimmerman (Jonathan Pryce) que lhe oferece a sua casa de campo, para o ajudar a encontrar paz, pela busca de criatividade. Philip só não contava com a presença da filha de Zimmerman (Krysten Ritter) na casa, o que irá dificultar um pouco a sua estadia.

O realizador e argumentista Alex Ross Perry, opta por algo que é uma mistura entre o oldfashioned e o Woody Allen style, onde os personagens neuróticos e os seus problemas existênciais tomam as rédeas da trama, tornando-se fascinantes, não só pela boa escrita, mas também por culpa das óptimas performances do elenco de actores. Original na forma de realização, nos planos utilizados, cru mas ao mesmo tempo elegante e muitas vezes agressivo e irritante na forma como situações são apresentadas, mas sempre com uma genialidade própria e peculiaridade deliciosa.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Crítica: O Agente da U.N.C.L.E (The Man From U.N.C.L.E) . 2015


Guy Ritchie está de volta e em grande estilo com O Agente da U.N.C.L.E - baseado na série televisiva americana de 1964, com o mesmo nome - seguindo as aventuras de um grupo de agentes secretos cheios de estilo, uma atmosfera cheia de glamour, repleta de acção, muito humor e bastante diversão. 

A Guerra Fria é sempre um bom ponto de partida para um filme de espionagem e este não foge à regra, trazendo à memória o charme dos velhinhos filmes dentro do género. Dois agentes secretos, um americano da CIA (Henry Cavill) e outro soviético do KGB (Armie Hammer), vêem-se obrigados a trabalhar juntos, com a missão de travar uma organização de crime privada que se prepara para lançar uma bomba nuclear. Para chegar até lá, usam Gaby (Alicia Vikander), uma mecânica alemã cujo pai, cientista, é o principal envolvido na construção da bomba. Apesar de estar fortemente ligado à série de tv, utilizar exactamente as mesmas personagens, e certamente acabar por lhe prestar homenagem, o filme resulta perfeitamente para quem nunca a tenha visto, dando-lhe uma dimensão mais presente, dentro do estilo retro que mantém.

Crítica: Aloha . 2015


Aloha é a mais recente comédia romântica/drama do realizador e argumentista Cameron Crowe - responsável por filmes famosos como Jerry Maguire ou Almost Famous, pelo qual ganhou o Oscar de Melhor Argumento Original em 2001 - onde um elenco forte é totalmente desperdiçado num dos piores filmes da carreira do realizador.

Brian Gilcrest (Bradley Cooper), um militar destacado para o Havai para trabalhar com o seu antigo patrão, o agora milionário Carson Welch (Bill Murray, mas não se iludam porque o seu papel pouco destaque tem), envolvido num projecto de lançamento de um satélite. Brian reencontra a antiga namorada Tracy (Rachel McAdams) e conhece a Capitão Allison Ng (Emma Stone), destacada pela Força Aérea para o acompanhar em tudo o que precisar durante a sua estadia. Rapidamente percebemos que estaremos perante um triângulo amoroso, que será o destaque de uma história onde elementos pairam sobre o ar e nunca chegar a sem substanciais e concretos seja em que circunstância for.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Crítica: A Ovelha Choné: O Filme (Shaun the Sheep Movie) . 2015


Finalmente, a Ovelha Choné sai directamente do pequeno ecrã para o cinema, para uma aventura de maior escala, onde não falta diversão e muito coração! A Ovelha Choné: O Filme é tudo o que podemos esperar e algo mais... Realizado por Richard Starzak e Mark Burton, e produzida por um dos mais famosos estúdios de animação Stop Motion do mundo, a Aardman Animations, é impossível ficar indiferente a todos acontecimentos que torno desta ovelha de inteligência humana!

Shaun (Choné), o rebanho que sempre a acompanha e cão Bitzer partem para a grande cidade quando o Agricultor - por habitual traquinice de Shaun - vai lá parar, sofre um acidente e perde a memória. O Agricultor apenas mantém alguns flashbacks da sua vida, mas nada de muito concreto. É por isso que Shaun e os amigos deverão fazer tudo para trazer de volta o seu dono à quinta onde vivem. Enquanto muitas peripécias acontecem durante a visita forçada à cidade - nomeadamente a engraçada necessidade que um rebanho de ovelhas tem para passar despercebido perante os humanos - um trabalhador do Controlo de Animais vai fazer de tudo para lhes dificultar a vida.