segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Crítica: Manglehorn . 2014


«Exibido no LEFFEST '15»

Depois do subestimado Joe (2013), David Gordon Green, resolve continuar a apostar em caminhos mas sombrios, com algo mais profundo e introspectivo, mas acontece que Manglehorn, não detém a mesma capacidade de cativar o espectador, nem mesmo com um nome como Al Pacino associado a ele. 

O filme tenta fazer o estudo de um personagem chamado Manglehorn (Al Pacino), que possui uma loja de chaves numa pequena cidade do Texas. Recatado e solitário, passa os seus dias a trabalhar e a cuidar da sua gata, pensando nos erros do passado, lamentando a vida que poderia ter tido, se a mulher que mais amou não lhe tivesse escapado das mãos. Tem uma relação distante com o seu único filho (Chris Messina) e uma simpática relação com a empregada do seu banco (Holly Hunter). Para além destes, alguns outros personagens menores são introduzidos na história, mas na verdade nenhum deles adiciona nada de relevante, e mesmo a forma como todos eles são apresentados e a dinâmica entre si, não causam grande impacto ou interesse no espectador.

domingo, 8 de novembro de 2015

Crítica: Profissionais da Crise (Our Brand is Crisis) . 2015


» Exibido no LEFFEST '15 «

Pode dizer-se que David Gordon Green é um dos realizadores mais versáteis dos últimos anos. Sem medo de se aventurar pelos mais variados géneros, abordando diferentes temas, esta foi a vez de mexer com algo bem actual que quer dizer mais sobre o mundo da política do que podemos pensar. Profissionais da Crise é o retrato mais satírico daquilo que são as campanhas eleitorais na política, mas não cativa o suficiente ao ponto de se tornar um grande filme.

Baseado em factos verídicos do documentário de 2005 com o mesmo nome, o filme gira em torno e uma equipa de americanos (Sandra Bullock, Anthony Mackie, Ann Dowd, Scott McNairy e Zoe Kazan) contratada por um candidato à presidência da Bolívia (Joaquim de Almeida), com o objectivo de o fazer ganhar as eleições desse ano. Jane "Calamity" Bodine (uma Sandra Bullock menos séria e muito mais goofy do que esperava tendo em conta o tema) é a responsável por toda a estratégia da campanha eleitoral, tendo que lidar com os obstáculos criados, por um velho inimigo nestas andanças, Pat Candy (Billy Bob Thornton) que trabalha a favor de outro dos candidatos. Revelando-se ser afinal, mais sobre Jane do que qualquer outra coisa, o cinismo e manipulação na politica passam para segundo plano, e deparamo-nos mais com um filme sobre a estabilidade emocional e dilemas de Jane, do que propriamente qualquer outra coisa mais. 

sábado, 7 de novembro de 2015

Crítica: Anomalisa . 2015



» Exibido no LEFFEST '15 «

Da mente genial de Charlie Kaufman (responsável pela criação de obras como Eternal Sunshine of the Spotless Mind, Being John Malkovich ou Adaptation) chega agora o igualmente cativante e significante Anomalisa, uma animação stop-motion que para além de escrita por si, é co-realizado com Duke Johnson.


Michael Stone (voz de David Thewlis) é um escritor de livros motivacionais de sucesso, que acaba por se revelar aos poucos uma pessoa diferente da pessoa confiante que faz transparecer nos seus livros. Michael é afinal, um homem bastante solitário e deprimido. Inglês de berço, mas a viver em Los Angeles com a sua mulher e filho, teria tudo para ser feliz, mas acontece que não é bem assim. Vivendo constantemente asfixiado pelo mundo que o rodeia, rapidamente percebemos que Michael não consegue diferenciar qualquer ser humano. Quer seja, mulher, homem, criança, pessoa distante ou parente próximo (todos na voz de Tom Noonan), todos têm a mesma voz e fisionomia.  Mas é a quando de uma viagem a Cincinnati para uma conferência sobre um dos seus últimos livros, conhece Lisa (voz de Jennifer Jason Leigh) alguém que aos seus olhos é completamente diferente de todos os outros fantoches que conhece. A doce Lisa, revela-se imperfeita, insegura, peculiar e é por isso mesmo Michael se apaixona por ela de imediato. 

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

LEFFEST '15 . (Apresentação)



Arranca hoje a 9ª Edição do Lisbon & Estoril Film Festival. Até dia 15 de Novembro, Lisboa e Estoril vão exibir um pouco do que de melhor se faz no cinema, mas não só. Como tem vindo a ser hábito, para além da forte programação, outros eventos - como exposições, música, artes plásticas entre outros - o festival aposta sempre em actividades de interacção com o público, nomeadamente contando com a presença de realizadores, produtores e artistas que se disponibilizam para masterclasses, reflexões e debates proporcionando agradáveis experiências aos espectadores e fãs desta festa! 

O programa é sempre diversificado, e cada vez mais acessível a vários gostos. De antestreias a retrospectivas, é fácil encontrar algo interessante para ver, pelos vários espaços escolhidos pelo festival para realizar as projecções e eventos. Para quem gosta de cinema e não só, aqui fica o convite para descobrir um dos melhores e mais interessantes festivais que se faz em Portugal, que continua em constante crescimento, cada vez mais reconhecido e falado pelo mundo. O May the Cinema be with you vai andar por lá, portanto espero conseguir descobrir obras significativas para as podes partilhar convosco.

Para saber mais sobre a programação, horários e outras coisas mais consultem a página: http://www.leffest.com

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

TCN Blog Awards 2015


Mais um ano, mais uma edição dos TCN Blog Awards! Depois de ter sido nomeada pela primeira vez o ano passado (na Categoria de Novo Blog) neste segundo ano de existência o May the Cinema be with you consegue mais duas nomeações: na Categoria de Site / Portal / Facebook e na Categoria de Blogger do Ano! 

É uma honra poder fazer parte de um grupo de peso, onde constam grandes nomes da blogosfera. Parabéns a todos! Os vencedores serão revelados dia 9 de Janeiro de 2016 e ao contrario do que aconteceu em edições anteriores, não haverá votação pública, mas interna. Para saber mais sobre os prémios e outros nomeados é só consultar o blog Cinema Notebook

            

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Crítica: 007 Spectre . 2015


Daniel Craig está de volta ao papel do mais emblemático espião de todos os tempos, 007. Mais implacável que nunca, este despede-se da melhor maneira possível do personagem que marcará para sempre a sua carreira. Em SPECTRE, Sam Mendes é mais uma vez capaz de realizar de forma competente o mundo da espionagem, trazendo de volta o humor e a diversão característica dos primeiros filmes da franquia James Bond.

"The dead are alive" - E em SPECTRE, James terá que lidar com os fantasmas do passado, num enredo que junta algumas peças que ficaram perdidas em filmes anteriores, que acabam por fazer agora mais sentido. Isso não quer dizer que não funcione bem como filme individual, mas pretende terminar a formula criada desde a primeira participação de Craig como James Bond. Iniciamos a viagem no México, com um belíssimo plano sequencial - de mais ou menos 5 minutos - que certamente ficará marcado na história da franquia, seguindo-se de imediato a típica acção introdutória e créditos iniciais visualmente cativantes - com a poderosa voz de Sam Smith, com um Writing's on the Wall que de repente faz ainda mais sentido - e daí em diante uma autentica continuidade de cenas de acção, passando por vários e encantadores sítios em torno do globo, onde a palete de cores sobressai e caracteriza cada um deles de forma única, graças à belíssima cinematografia. Fique-se a saber também que este é o filme Bond mais caro de sempre!