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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Crítica: Um Editor de Génios (Genius) . 2016


Não é muito comum vermos uma história sobre literatura, acerca de quem geralmente passa despercebido durante o processo de criação de uma obra escrita. Realizado por Michael Grandage, baseado em factos verídicos, Um Editor de Génios conta a história da relação entre o editor Maxwell Perkins e Thomas Wolfe, duas das figuras mais importantes da literatura norte americana. Infelizmente não é suficientemente forte, interessante e coerente.

Maxwell Perkins (Colin Firth), um dos editores literários mais conhecidos de sempre - responsável por ter descoberto autores como Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald - conhece o excêntrico Thomas Wolfe (Jude Law) estaria longe de imaginar que estava perante mais uma das suas significativas descobertas literárias. A frenética relação profissional entre os dois vai ficando cada vez mais forte, e a constante interacção no trabalho iria transformar-se numa grande amizade que irá também interferir na vida pessoal que cada um. Aqui seguimos o percurso criativo, não da criação narrativa em si, mas da estruturação dos romances de Wolfe, e do papel fundamental que Perkins teve, contribuindo em muito para o sucesso e reconhecimento de Wolfe, inicialmente rejeitado mundo da literatura.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Crítica: O Bebé de Bridget Jones (Bridget Jones's Baby) . 2016


Passaram 12 anos desde a última aparição de Bridget Jones no grande ecrã. Em 2001, O Diário de Briget Jones destacou-se deixando a sua marca no género da comédia romântica, mostrando provas de ter sido claramente influenciado pelo clássico de Jane Austen, Orgulho e Preconceito, dando-lhe um toque moderno e fresco, que posteriormente também influenciou outros, centrando-se na versão honesta e feminina, da vida de uma solteirona na casa dos 30. A notícia de um terceiro filme na franquia, deixou um certo cepticismo no ar, especialmente depois de O Novo Diário de Bridget Jones em 2004, não tão brilhante e bem construído quanto o primeiro. A verdade, é que este O Bebé de Bridget Jones surpreende da melhor maneira, fazendo-nos lembrar a razão pela qual Bridget encantou o mundo pela primeira vez.

Bridget Jones (Renée Zellweger) tem agora 43 anos, e parece ter voltado à estaca zero no que toca ao amor. Agora com uma carreira profissional estável e respeitada no mundo da televisão, Bridget sente-se novamente incompleta no campo sentimental, depois de ter terminado à cinco anos o namoro com Mark Darcy (Colin Firth) o amor da sua vida. A idade começa a despertar em si novos objectivos e motivações, mas Bridget continua a ser fiel a si própria, e à sua maneira extrovertida de ser. Desesperada por um pouco de mais acção, deixa-se cair nos encantos de Jack (Patrick Dempsey) um completo desconhecido com quem tem um caso durante um festival de música. Passado uns dias, ao encontrar Mark, a velha chama entre os dois acende e isto tudo resulta numa noite de paixão. Bridget encontra-se agora numa situação complicada, quando descobre que está gravida mas não tem a certeza, qual deles é o pai.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Crítica: Magic in the Moonlight (Magia ao Luar) 2014


Data de Estreia: 04-09-2014

Já estamos bem habituados à visita anual ao grande ecrã de mais um filme de Woody Allen. Um homem com uma filmografia enorme repleta de grandes filmes todos escritos e realizados por ele. Muitos deles onde o próprio é o protagonista. Este ano ele apresenta-nos mais uma das suas comédias, o cheio de charme Magic in the Moonlight (Magia ao Luar).

Em 1928 o famoso, talentoso e místico Wei Ling Soo, está nas luzes da ribalta! Conhecido em todo o mundo pelos seus fantásticos espectáculos de ilusionismo é adorado e idolatrado por muitos, mas poucos sabem que Wei Ling Soo não vem da China nem sequer de lá perto… Ele é afinal um mágico inglês e tudo o que faz não passa de meros truques. Na verdade, o seu nome é Stanley e passa bem despercebido no dia-a-dia, pois sem o seu caricato personagem asiático de faz-de-conta não poderá ser reconhecido por ninguém. Stanley é um homem rude, um pouco indelicado e super vaidoso. Não acredita em nada misterioso ou oculto, visto que a sua própria profissão é uma fraude, pois faz com que todos acreditem no que faz, que na verdade não passa de uma mentira. Stanley duvida de qualquer tipo de actividade fora do que é considerado normal e por isso que é convidado por um amigo a ir até ao Sul de França desmascarar uma jovem Americana que se diz passar por médium, na casa de uma das famílias mais ricas da zona. O seu cepticismo leva-o de imediato a duvidar do facto de que a rapariga possui um dom, e estará mais interessada no dinheiro da família do que em qualquer outra coisa, mas rapidamente estranhos acontecimentos começam a fazer com que Mr. Stanley comece a por em causa as suas próprias crenças.

Magic in the Moonlight consegue transportar nos sempre de uma forma bastante agradável até a uma década cheia de glamour, através de todo o meio envolvente. A banda sonora, os figurinos, cenários e as magníficas paisagens do Sul de França fazem com que a história tenha ainda mais charme. O filme faz em certa parte alguma crítica aos estratos sociais, analisando e satirizando a alta sociedade da época. Também se refere muito à parte da espiritualidade e religião, explorando vários aspectos das crenças de cada um. O medo e curiosidade sobre aquilo que não conhecemos é algo aceite de forma diferente por parte de alguns personagens da história, o que se aplica a cada ser humano pois cada um de nós tem diferentes formas e ideias de acreditar seja no que for.

Colin Firth tem uma performance absolutamente deliciosa! De uma forma muito espirituosa, e mesmo ao estilo de Allen, os seus diálogos são mesmo muito engraçados. É um papel que lhe assentou que nem uma luva! Emma Stone é uma das jovens actrizes que admiro e confesso que estava a espera de mais da parte dela. Não me interpretem mal, pois a sua interpretação foi boa mas estava a espera de ver algo diferente, talvez mais hilariante. Apesar das performances de cada um terem sido sólidas por si só, nas suas cenas juntos a química entre os dois parece ser um pouco fraca em algumas ocasiões. Lembro-me de ler algures que a diferença de idades tirou um pouco a credibilidade ao romance desta história, o que acho que não tenha sido o caso, pois a diferença de idades não importa desde que haja uma certa faísca entre a interpretação dos actores o que aqui não acontece o tempo todo e é essa inconsistência que o torna não tão cativante como deveria ser no seu todo.

Magic in the Moonlight é sem duvida um filme bastante agradável que vos vai proporcionar um bocado bem passado. Inteligente e engraçado, mesmo ao estilo daquilo que Woody Allen nos têm habituado ao longo de todos estes anos, mas que fica um pouco à quem de muitos outros filmes que já fez.








Classificação Final: 3,5 estrelas em 5.