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quinta-feira, 14 de novembro de 2019

my (re)view: Um Dia de Chuva em Nova Iorque (A Rainy Day in New York) . 2019


A cada ano que passa as polémicas em torno da vida privada de Woody Allen aumentam, mas isso não parece demovê-lo da vontade de querer continuar a fazer filmes. A Rainy Day in New York viu a sua estreia banida de vários cinemas pelo mundo, nomeadamente nos Estados Unidos, onde não foi exibido em nenhuma sala. Em Portugal, Allen continua a ter um público bastante fiel, e boa receita de bilheteira com mais uma destas suas cartas de amor à cidade que tanto idolatra como sendo a melhor e mais interessante cidade do mundo, Nova Iorque. Já são várias as provas de que Allen é fiel aos seus conceitos e temas, não existindo aqui nada de novo no que toca ao material de escrita, notando-se uma certa repetição, repetição essa que se afirma claramente como opção e não falta de criatividade. Quer sejam os temas recorrentes ou não, o encanto nova-ioquino está sempre lá, assim como as dúvidas existenciais e problemas amorosos dos personagens principais. Timothée Chalamet é actualmente um dos jovens promissores mais interessantes da indústria, incorporando na perfeição o típico personagem dos filmes de Allen, neurótico e inseguro cuja namorada Ellen Fanning, se deslumbra por um realizador e um argumentista de cinema para um projecto jornalístico da faculdade. Uma viagem divertida e descontraída pela Nova Iorque boémia e artística onde Allen aproveita para criticar um pouco a indústria cinematográfica, gozar consigo mesmo e até fazer umas ligeiras provocações. Estamos assim perante mais um filme feito para os fãs de Woody Allen, aqueles que compreenderam melhor como um dia de chuva em Nova Iorque pode ser bastante especial.

Classificação final: 3,5/5.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Crítica: Um Editor de Génios (Genius) . 2016


Não é muito comum vermos uma história sobre literatura, acerca de quem geralmente passa despercebido durante o processo de criação de uma obra escrita. Realizado por Michael Grandage, baseado em factos verídicos, Um Editor de Génios conta a história da relação entre o editor Maxwell Perkins e Thomas Wolfe, duas das figuras mais importantes da literatura norte americana. Infelizmente não é suficientemente forte, interessante e coerente.

Maxwell Perkins (Colin Firth), um dos editores literários mais conhecidos de sempre - responsável por ter descoberto autores como Ernest Hemingway e F. Scott Fitzgerald - conhece o excêntrico Thomas Wolfe (Jude Law) estaria longe de imaginar que estava perante mais uma das suas significativas descobertas literárias. A frenética relação profissional entre os dois vai ficando cada vez mais forte, e a constante interacção no trabalho iria transformar-se numa grande amizade que irá também interferir na vida pessoal que cada um. Aqui seguimos o percurso criativo, não da criação narrativa em si, mas da estruturação dos romances de Wolfe, e do papel fundamental que Perkins teve, contribuindo em muito para o sucesso e reconhecimento de Wolfe, inicialmente rejeitado mundo da literatura.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Crítica: Spy . 2015


O realizador e argumentista Paul Feig está de volta e regressa mais uma vez com Melissa McCarthy a seu encargo. Com a ajudinha de Jason Statham, Jude Law e Rose ByrneSpy é uma comédia literalmente à la James Bond style, onde muita acção e humor se misturam, resultando em algo que não é absolutamente hilariante, mas têm definitivamente os seus pontos altos. Comparado com os anteriores filmes de Feig, não tão bom quanto A Melhor Despedida de Solteira, mas melhor do que Armadas e Perigosas

Susan Cooper (Melissa McCarthy) é uma analista da CIA que sempre trabalhou atrás da secretária, orientando um dos mais famosos agentes no terreno, Bradley Fine (Jude Law). Quando uma missão dá para o torto vê-se obrigada a ir para o terreno e tornar-se também uma agente secreta! Com inúmeros precauços pelo caminho, Susan terá de lidar com o peculiar colega, agente Rick Ford (Jason Statham) e a neurótica amiga analista Nancy (Miranda Hart) na procura de uma arma nuclear que está na posse da milionária e mal intencionada Rayna Boyanov (Rose Byrne). A inexperiência de Susan e a forma como esta se desenrasca nas situações mais perigosas proporciona ao espectador momentos divertidos, apesar de algumas das situações não serem de todo originais e parecerem já bastante familiares, a mistura entre acção e o humor acaba por se revelar efectiva.

quinta-feira, 12 de março de 2015

Crítica: Mar Negro (Black Sea) 2014


Mar Negro trás de volta ao grande ecrã os thrillers submarinos. Pena que acabe por ser uma desilusão. Derivado as contingências do Capitalismo, um grupo de homens (metade ingleses, a metade russos) é contratado para uma perigosa mas tentadora missão, encontrar um submarino nazi afundado no Mar Negro cheio de ouro. Ingleses e Russos não gostam uns dos outros e é claro que não poderia dar bom resultado. O cenário do filme teria tudo para ser ideal, porém os caminhos escolhidos não foram os mais inteligentes.

sábado, 10 de maio de 2014

Crítica: Dom Hemingway (2013)


Tinha altas expectativas para este filme e acabou por ser uma decepção.

Dom Hemingway, o personagem que também dá nome ao filme, é um arrombador de cofres e passou 12 anos na prisão. Após ser libertado, ele vai ao encontro de algo que lhe foi prometido em troca do favor de manter a boca fechada durante todos aqueles anos na prisão.

Algumas coisas na minha opinião não funcionam neste filme. Os personagens não são desenvolvidos o suficiente. Em alguns momentos não consegui entender se o que estava a ver era suposto ser engraçado ou não. Existem alguns filmes em que momentos "parvos" podem ser brilhantes (quando digo parvos refiro-me a cenas de humor ridicularizadas que espontaneamente nos fazem rir) e penso que deveria ser o caso pretendido, mas para mim acho que não funcionou bem. Outra coisa que me incomodou foi a relação entre Dom e sua filha. Este lado é suposto ser a virada emocional nesta história, a importância da sua tentativa de redenção por tudo que fez de mal na vida, mas é muito mal explorada e não é dado muito tempo de filme a esse aspecto.

Jude Law teve um desempenho absolutamente fantástico! A maneira como ele fala, anda, age e a sua transformação física são fantásticas para o que é necessário neste tipo de papel. Ele é definitivamente a melhor parte do filme! Eu não sei porque, mas quando eu era mais nova costumava pensar que Jude Law era apenas mais uma cara bonita entre muito no mundo do Cinema e nada mais. Mas ultimamente olho para ele de forma diferente. Espero que continue com grandes actuações como esta.

Em suma, Dom Hemingway tem mais estilo do que substância. Tive alguma dificuldade sobre que classificação daria a este filme. Resolvi dar-lhe três estrelas e são quase todas atribuídas num todo pelo desempenho de Jude Law. Acho que este filme vale a pena ver só pelo seu incrível desempenho.







Classificação final: 3 estrelas em 5.