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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Crítica: Baywatch: Marés Vivas (Baywatch) . 2017


Não posso mentir, ver um filme com o Dwayne Johnson está a tornar-se um serissímo guilty pleasure! O tipo tem carisma, e não é à toa que é um dos mais bem pagos do momento. Baywatch: Marés Vivas é daqueles casos em que fazer um filme sobre o tema era estritamente desnecessário, mas que já se sabe que vai facturar milhões. Basicamente, aqui estamos perante uma compilação gigante de episódios da série de sucesso dos anos 90 com o mesmo nome, com momentos de pura parvoíce de fácil gargalhada, mas de ficam um pouco à quem da originalidade, colocando-se no mesmo patamar que muitas outras que temos visto ultimamente.

O tenente Mitch Buchannon (Dwayne Johnson) e a sua equipa de nadadoras salvadoras, Stephanie Holden (Ilfenesh Hadera) e C. J. Parker (Kelly Rohrbach) vigiam e protegem as praias da Flórida criando uma divisão de elite intitulada de Baywatch. Quando uns pequenos sacos de droga começam a aparecer na posse dos frequentadores da praia, Mitch começa a investigar o que o leva até à empresária de sucesso na área, Victoria Leeds (Priyanka Chopra). Prontos a prestar provas para entrar para a equipa estão a surfista Summer (Alexandra Daddario), o nerd gorducho Ronnie (Jon Bass) e o campeão olímpico Matt Brody (Zac Efron), que apenas se prestou a provas por estar sob um acordo de trabalho comunitário. Juntos vão tentar desmantelar a rede de tráfico de drogas na área que começa a provocar insegurança e a ameaçar o bem estar em toda a costa.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Crítica: Central de Inteligência (Central Intelligence) . 2016


Confesso que por momentos cheguei a achar que isto poderia ter potencial para ser minimamente engraçado. Dwayne Johnson é actualmente uma das maiores estrelas de Hollywood e anda por todo o lado. Kevin Hart é um tipo engraçado que usa a seu favor a sua baixa estatura física. A verdade é que os dois até são capazes de manter uma boa química, mas o argumento para além de sofrer de falta de originalidade, não se destaca de mais um mero buddy cop movie sem interesse algum.

Dois colegas da escola secundária, Robbie Weirdicht - que agora dá pelo nome de Bob Stone - (Dwayne Johnson) e Calvin Joyner (Kevin Hart) reencontram-se passado 20 anos. Bob nunca esqueceu Calvin, depois deste o ter ajudado, durante um episódio embaraçoso em frente toda a escola. Enquanto Bob sofria de bullying, Calvin era o miúdo mais popular, o que teria um futuro brilhante à sua frente, mas com o passar do anos todos os seus sonhos foram ficando para atrás e para além de se sentir insatisfeito profissionalmente, também tem problemas no casamento. O reaparecimento de Bob vem agitar a sua vida, quando este descobre que o antigo colega não só mudou radicalmente a sua aparência, como é um agente da CIA com gostos bastante peculiares. Rapidamente Calvin vê-se envolvido no meio de uma investigação secreta ao mesmo tempo que se aproxima a festa de celebração dos 20 anos de secundário, à qual Calvin se recusa a ir, mas Bob está mais que entusiasmado.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Crítica: San Andreas 2015


Verão não é Verão sem um belo de um blockbuster com algum tipo de catástrofe, mas hoje em dia, parece que já são poucos aqueles que conseguem ser totalmente bem sucedidos nessa questão. San Andreas não é de todo original, mas poderia ter sido mais cuidadoso em certos aspectos visuais e menos previsível tornando-se então num mau exemplo de como fazer um filme do género.

Uma quantidade enorme de terramotos, tsumanis e muita destruição são o mote para esta aventura onde Dwayne Johnson é o herói. Todo o estado da Califórnia encontra-se à beira do colapso, e um piloto do departamento de resgate e segurança de Los Angeles (Dwayne Johnson) e a sua esposa (Carla Gugino) tentam escapar de Los Angeles até San Francisco para tentar encontrar e resgatar em segurança a sua filha (Alexandra Daddario). A quantidade de buracos no enredo, diálogos cliché muito desleixados, em situações absolutamente descabidas e previsíveis, acabam por fazer com que não consiga existir grande entusiasmo ao longo de todo o filme.

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Crítica: Hercules (2014)


Hercules, o grande e invencível Hercules!  O Herói da mitologia Grega, muito louvado pelo famoso “Mito dos 12 Trabalhos”, já tantas vezes retratado em filmes e na televisão. Mas para quem não sabe nada sobre mitologia Grega o filme faz logo de inicio uma pequena introdução à cerca da história de Hercules e do seu mito. Por ser algo que não é de todo novidade as expectativas não era muito altas, o que acontece é que o filme acaba por não desapontar enquanto blockbuster que é.

Aqui Hercules o semideus, filho de Zeus, temido pela sua bravura e força máxima vai ter de ajudar o Rei da Trácia e a sua filha a derrotar um tirano que quer conquistar as terras do império. Mas outras surpresas estão por desvendar e Hercules não está a contar com elas.

Os efeitos especiais por vezes podem não ser os melhores, mas as constantes cenas de acção e a dinâmica entre personagens fazem com que a história não seja aborrecida. Contudo a ultima meia hora de filme é sem dúvida onde o filme se destaca mais. Foi a parte mais divertida e aquela que tem maior significado em toda a história.

O filme não tem um tom definido, tanto tenta ser sério como tenta ser cómico e algumas vezes a comédia esta um pouco fora do sitio, no entanto há um personagem que constantemente e na minha opinião bem, tenta dar um tom mais leve e divertido à história, o personagem de Ian McShane. Outros dos grandes problemas do filme é o pobre dialogo e o uso de muitos clichés ao longo do filme.

Por norma este tipo de filmes mitológicos focam-se mais na parte histórica dos eventos, tentando apenas retractar uma época, mas a diferença aqui é que o filme também quer passar uma importante mensagem de lealdade entre pessoas. A química entre o elenco, que ao inicio parecia ser bastante distante vai aumentando ao longo do filme e cada vez mais sentimos a conexão entre personagens.

Dwayne Johnson parece ter se transformado num rei do entretenimento e vê-lo no papel de Hercules é algo que conseguíamos imaginar perfeitamente. Sem surpresas ele faz bem o seu papel, mas para mim é Ian McShane quem brilha mais neste filme. Nele, ele interpreta um dos guerreiros que acompanham Hercules. Ele é vidente e como tal é o único que consegue prever o que se vai avizinhar ao longo das suas jornadas. Um personagem muito alucinado e divertido que nos vai proporcionar algumas risadas. O resto do elenco secundário consegue performances satisfatórias. Quanto à participação muito falada de Irina Shayk, simplesmente não tenho nada a dizer, derivado ao facto de que ela tem apenas uma fala no filme e em todas as outras cenas em que entra (muito poucas) não diz nada. John Hurt é uma lenda, nada de mal a dizer deste senhor.

A história não segue totalmente à risca aquilo que a mitologia conta mas num filme deste género, temos que compreender que tudo tem de ser dramatizado para criar o efeito desejado. Para os grandes apreciadores da Mitologia Grega isso pode ser desapontante. A verdade é que apesar das suas falhas Hercules acaba por ser bem sucedido no que toca ao entretenimento que nos proporciona. Não é fantástico, mas também não é terrível. É simplesmente mais um filme mediano.

Hercules estreou na quinta-feira passada, dia 31 de Julho.








Classificação final: 3 estrelas em 5.