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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Crítica: O Prodígio (Pawn Sacrifice) . 2015


Robert "Bobby" James Fisher (Tobey Maguire) foi um dos maiores prodígios de sempre na história do xadrez, e alguém que poderá ser desconhecido da maior parte de nós, mas com importância significativa num momento decisivo para os EUA. Com a Guerra Fria como tensão principal no enredo, o filme pretende demonstrar a representatividade que Bobby Fisher teve como jogador, derrubando russos um a um no tabuleiro, com o propósito de assumir o lugar de melhor do mundo, pertencente ao russo Boris Spassky (Liev Schreiber). Fenómeno em todo o mundo, herói nos EUA, Fisher era digno de grande reconhecimento e inteligência, mas os seus próprios mistérios eram maiores que tudo, lutando diariamente contra os demónios dentro da sua cabeça.

Aqui é capturada toda a essência dos distúrbios da sua mente, perturbações que nunca o moveram do seu principal objectivo, ser o melhor no mundo do xadrez. Os momentos mais paranóicos são sem dúvida o melhor do filme, onde a edição frenética demonstra a complexidade de sentimentos e ansiedade vividos por Fisher. Falha maioritariamente, quando se trata de relatar o seu passado enquanto criança e adolescente, os problemas com a mãe nunca chegam a ser desenvolvidos com profundidade, assim como existem alguns momentos no filme que se tornam desnecessários.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Crítica: Garden State (2004)


Não sabia bem o que esperar sobre este filme. Desde que saiu que ouvia falar dele mas não sabia nada sobre a história. Finalmente decidi vê-lo e apesar de ter lido muito boas criticas, a verdade é que não me consegui conectar com ele. Deixou-me sempre na expectativa de ver algo mais e isso não acontece. Desde o inicio que a história fica encalhada no mesmo lugar e o que é certo é que não há grande resolução na história a não ser o facto de acabar com o mesmo cliché de sempre, o típico final de filme amoroso em que o amor resolve tudo.

Escrito, realizado e protagonizado por Zach Braff, aqui ele interpreta um actor muito reservado que volta a sua terra natal passado muitos anos para ir ao funeral da sua mãe. Depressa percebemos que ele é um pouco perturbado e tem muitos problemas por resolver consigo mesmo. Voltando às origens ele vai tentar entender o porque do seu fraco estado emocional e também descobrir que afinal ele sempre esteve preso ao passado e necessita de uma mudança na sua vida pacata de pseudo-estrela de cinema em Los Angeles.

Nunca pensei que Natalie Portman me pudesse irritar, eu adoro vê-la representar, mas o que é certo é que algumas das suas cenas são mesmo irritantes! Ela fez o que pode, com um papel muito pobre. A mesma coisa aconteceu com Peter Sarsgaard que não teve muito por onde pegar também. Todos os personagens precisavam de mais desenvolvimento e isso prejudicou o filme substancialmente.

O grande problema que tive com Garden State foi mesmo o facto de nunca me conseguir conectar com ele, não senti que parecesse real e algumas das cenas chegam a ser um pouco ridículas. Chegamos ao fim sentindo um grande vazio, pois o filme nunca chega a entregar aquilo que promete e por isso é muito decepcionante.





Classificação final: 2,5 estrelas em 5.