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quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Crítica: Uma Família à Beira de um Ataque de Nervos (Little Miss Sunshine) . 2006


Review presente na edição nº40 (Verão) da 

Não há nada melhor que um filme onde o magnifico trabalho de um excelente elenco consegue fazer jus a uma boa história, repleta de interessantes personagens. Little Miss Sunshine não é nem mais nem menos que um estudo fascinante e divertido sobre um conjunto de pessoas bem peculiares, diferentes umas das outras que subtilmente (ou não) nos vão alertando sobre alguns aspectos importantes da vida.

De uma família claramente disfuncional fazem parte seis membros. Frank (Steve Carell) o tio homossexual suicida, Sheryl (Toni Collette) a mãe que acredita nos valores da família, Richard (Greg Kinnear) o pai obcecado com sucesso, Dwayne (Paul Dano) o filho revoltado a fazer um voto de silêncio, Edwin (Alan Arkin) o avô expulso de uma casa de repouso devido a comportamento impróprio e por fim mas não menos importante, Olive (Abigail Breslin) a filha mais nova e aspirante a miss num concurso de beleza. Apesar de todas as diferenças e arrelias entre familiares, o amor que sentem uns pelos outros é mais forte que tudo, e uma longa viagem a bordo de uma velha VW, em busca de concretizar um sonho da pequena Olive, será algo que irá reafirmar isso mesmo.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Crítica: Once (No Mesmo Tom) 2006


Um dos filmes mais belos e honestos que já vi! Fiquei completamente assoberbada com o amor e dedicação que foi colocada pelo realizador John Carney neste seu pequeno (mas muito grande) projecto que nos consegue transmitir tanto com tão pouco!

Once tem uma história muito simples e sincera demonstrando um enorme amor pela Música, o que faz todo o sentido. Um mundo sem Música não seria o mesmo e é devido ao amor pela Música que os dois personagens centrais desta história se irão unir.

Um músico de rua com um enorme talento, toca todos os dias pelas ruas de Dublin. No inicio ficamos com a ideia de que ele é apenas mais um que procura ganhar um dinheiro extra, cantando e tocando algumas canções… Mas rapidamente percebemos que a principal razão pela qual o faz não é o dinheiro, mas sim o prazer de dar música aos outros, sonhando um dia tornar-se um músico profissional. Num dia como outro qualquer, ele conhece uma rapariga que não como a maioria das pessoas que se cruzam com ele todos os dias, presta realmente atenção aquilo que ele faz. E daí começa a crescer uma bonita relação musical e emocional.

O filme é filmado ao estilo de documentário o que tendo em conta a história lhe dá todo um ar mais intimista, quase como se fosse suposto andarmos lado a lado com os personagens. O seu especto bastante "cru", em vez de lhe dar um ar amador consegue torna-lo em algo ainda mais especial. A banda sonora original deste filme é algo absolutamente delicioso. Grandes temas, todos originais que ilustram na perfeição cada sentimento, cada emoção, cada momento que estamos a ver.

As performances são muito realistas e sentidas. Glen Hansard e Markéta Irglová fizeram um óptimo trabalho interpretando estes dois bonitos personagens. Fico muito feliz em saber que estes dois talentosos músicos ganharam o Oscar de Melhor Canção Original – “Falling Slowly” – em 2007.

Once não é só um filme para todos os amantes da música, é um filme que toda a gente deveria ver. Simples, sem qualquer tipo de presunção ou exigência. Apenas pretende tocar o coração de qualquer ser humano que dê valor à emoção.







Classificação final: 5 estrelas em 5.

sábado, 5 de abril de 2014

Crítica: L'Amico Di Famiglia (2006)


L'Amico Di Famiglia conta a história de Geremia, um alfaiate que é também um credor. Ele finge sempre ser um homem simpático, ele deixa todas as famílias a quem ele empresta dinheiro a pensar que ele é um "um amigo da família", tal como sugere o título, mas tudo isso faz parte de um acto. Ele finge ser simpático, mas as suas intenções são sempre más, ele é egoísta e muito ganancioso. Ele ainda vive com a sua mãe e pode-se dizer que é um homem um tanto ou quanto estranho.

Eu acho que a principal mensagem deste filme é que não podemos viver a vida inteira só de aparências. Nós não podemos viver sem dinheiro, mas o dinheiro não vai nos trazer toda a felicidade do mundo. Luxúria, ganância, obsessão estão todas presentes em Geremia, "O Coração de Ouro", como ele próprio se intitula, assim como também está presente em todas as pessoas que vêm lhe pedir dinheiro.



Mais uma vez Paolo Sorrentino realmente sabe como trabalhar com uma camera, com uma excelente fotografia, banda sonora apropriada e personagens muito interessantes, como Geremia muito bem executada pelo actor Giacomo Rizzo

Esta mais que provado que Sorrentino gosta através de uma maneira subtil deixar-nos mensagens escondidas por detrás do que estamos vendo. Os seus filmes são muito simbólicos e profundos, com mensagens importantes para nos entregar. Este homem sabe o que está a fazer. Ele não é simplesmente estilo, é dá-nos muita substância também.



Definitivamente um filme muito interessante, mas eu tenho que confessar que este foi o único que se conectou menos comigo, mas definitivamente eu o recomendo de qualquer maneira!

Classificação final: 3,5 estrelas em 5.