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terça-feira, 19 de abril de 2016

Crítica: Demolição (Demolition) . 2015


Parece que 2015 não foi grande ano para Jake Gyllenhaal. Demolition é mais um caso disso. Depois do monte de clichés que é Southpaw e a cambada de gente a mais contida em Everest, foi difícil ver o seu talento constantemente desperdiçado em filmes que não fazem jus ao que é capaz de fazer.

Davis (Jake Gyllenhaal) é um bem sucedido investidor da banca com uma vida de sonho. Quando a sua mulher Julia (Heather Lind) morre num acidente de viação, este sente-se pressionado pelo sogro (Chris Cooper), que por acaso também é o seu patrão, para se recompor do trauma. A verdade é que ao contrario daquilo que todos pensam, Davis parece não se sentir nada afectado pelo trágico acontecimento. Quando escreve uma carta de reclamação para uma empresa de maquinas de venda, começa a criar laços de afecto com Karen (Naomi Watts) a responsável pelo departamento de apoio ao cliente. Através do vazio inexplicável que sente, e da frieza e arrogância com que lida com a perda, Davis começa a conhecer e compreender melhor tudo aquilo que lhe escapava antes da tragédia e também ao ajudar Karen e o seu problemático filho de 15 anos, conseguirá demolir a vida que tinha outrora e aceitar aquilo que é de verdade.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Crítica: Wild 2014


Wild é mais uma das biografias que o ano de 2014 nos trouxe ao cinema. Realizado por Jean-Marc Vallée (Dallas Buyers Club) este filme, baseado no livro de memórias de Cheryl Strayed, mostra-nos a jornada de auto-descoberta que decidiu fazer ao longo de um percurso que dá pelo nome de "Pacific Crest Trail" com o objectivo de se encontrar a si própria e mudar o rumo da vida auto-destrutiva que adquiriu depois do trauma da morte da sua mãe.

Reese Witherspoon tem uma performance nada glamorosa, mas bela e poderosa, mostrando toda a vulnerabilidade de uma mulher marcada pelo seu passado, conseguindo passar para o espectador toda a sua dor e arrependimento pelos maus caminhos que escolheu. Este é literalmente o seu filme, e revela-se de facto a melhor coisa que podemos retirar dele. O estilo de narrativa não poderia ser mais frustrante. Todos os momentos da caminhada de Cheryl apresentam-se por ordem cronológica mas a quantidade enorme de flashbacks distraem-nos daquele que é o principal