sexta-feira, 10 de abril de 2015

Crítica: Wild 2014


Wild é mais uma das biografias que o ano de 2014 nos trouxe ao cinema. Realizado por Jean-Marc Vallée (Dallas Buyers Club) este filme, baseado no livro de memórias de Cheryl Strayed, mostra-nos a jornada de auto-descoberta que decidiu fazer ao longo de um percurso que dá pelo nome de "Pacific Crest Trail" com o objectivo de se encontrar a si própria e mudar o rumo da vida auto-destrutiva que adquiriu depois do trauma da morte da sua mãe.

Reese Witherspoon tem uma performance nada glamorosa, mas bela e poderosa, mostrando toda a vulnerabilidade de uma mulher marcada pelo seu passado, conseguindo passar para o espectador toda a sua dor e arrependimento pelos maus caminhos que escolheu. Este é literalmente o seu filme, e revela-se de facto a melhor coisa que podemos retirar dele. O estilo de narrativa não poderia ser mais frustrante. Todos os momentos da caminhada de Cheryl apresentam-se por ordem cronológica mas a quantidade enorme de flashbacks distraem-nos daquele que é o principal
objectivo da história, a aventura solitária de Cheryl. Ela quer ser uma pessoa melhor e alguns dos seus ideais e acções do passado são totalmente necessários para percebermos o porquê da mudança, mas na minha opinião não são incluídos da melhor maneira.

Uma história inspiradora e uma performance de liderança emocional que é capaz de tocar os nossos corações, mas que curiosamente se revela fácil de esquecer. Infelizmente não consegue estar ao mesmo nível de filmes com temática do mesmo género como por exemplo Into the Wild, de Sean Penn.

Classificação final: 3 estrelas em 5.

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