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sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Crítica: Caça-Fantasmas (Ghostbusters) . 2016


Who you gonna call? Paul Feig. Existem filmes difíceis de reciclar, quando a legião de fãs é demasiado maciça, sendo mais fácil vê-los quando simplesmente não estamos tão apegados ao original e à nostalgia que ele nos poderá trazer. Este remake do clássico dos anos 80 Ghostbusters, é a versão feminina que pretende apenas divertir acabando por homenagear aquela que é a sua verdadeira inspiração.

Quando o livro sobre o paranormal das cientistas Abby Yates (Melissa McCarthy) e Erin Gilbert (Kristen Wiig) se torna um enorme fracasso, as apaixonadas pelo desconhecido - especificamente por almas do outro mundo - decidem tomar rumos diferentes nas suas carreiras profissionais. Enquanto Yates continua ligada aos estudos do oculto com a ajuda da peculiar engenheira Jillian Holtzmann (Kate McKinnon), Gilbert segui a carreira universitária como professora de física. Quando as três testemunham a aparição de um fantasma numa casa assombrada em Nova Iorque, e à medida que as aparições começam a ser mais recorrentes por toda a cidade, decidem formar o negócio "Caça-Fantasmas" destinado a por fim às almas que pretendem atormentar o dia-a-dia do cidadão comum. A elas juntam-se Patty Tolan (Leslie Jones), uma trabalhadora do metro à procura de um pouco mais de acção na vida e Kevin (Chris Hemsworth) o recepcionista com falta de inteligência. O grupo fará de tudo para proteger a cidade de uma eminente e grave ameaça fantasma que poderá por em causa a segurança de todos!

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Crítica: Spy . 2015


O realizador e argumentista Paul Feig está de volta e regressa mais uma vez com Melissa McCarthy a seu encargo. Com a ajudinha de Jason Statham, Jude Law e Rose Byrne, Spy é uma comédia literalmente à la James Bond style, onde muita acção e humor se misturam, resultando em algo que não é absolutamente hilariante, mas têm definitivamente os seus pontos altos. Comparado com os anteriores filmes de Feig, não tão bom quanto A Melhor Despedida de Solteira, mas melhor do que Armadas e Perigosas. 

Susan Cooper (Melissa McCarthy) é uma analista da CIA que sempre trabalhou atrás da secretária, orientando um dos mais famosos agentes no terreno, Bradley Fine (Jude Law). Quando uma missão dá para o torto vê-se obrigada a ir para o terreno e tornar-se também uma agente secreta! Com inúmeros precauços pelo caminho, Susan terá de lidar com o peculiar colega, agente Rick Ford (Jason Statham) e a neurótica amiga analista Nancy (Miranda Hart) na procura de uma arma nuclear que está na posse da milionária e mal intencionada Rayna Boyanov (Rose Byrne). A inexperiência de Susan e a forma como esta se desenrasca nas situações mais perigosas proporciona ao espectador momentos divertidos, apesar de algumas das situações não serem de todo originais e parecerem já bastante familiares, a mistura entre acção e o humor acaba por se revelar efectiva.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Crítica: Um Santo Vizinho (St. Vincent) 2014


Data de Estreia: 23-10-2014

Bill Murray salva um filme que poderia ter sido só apenas mais uma comédia cheia dos clichés do costume. Como grande actor que é, consegue carregar em si toda a história do filme e todas as suas cenas são absolutamente deliciosas!

Um Santo Vizinho é uma divertida comédia que conta a história de Vincent (Bill Murray), um ex-combatente da Guerra do Vietname, já reformado, rabugento, alcoólico e jogador compulsivo. Maggie (Melissa McCarthy), uma mãe solteira acaba de se mudar para a casa do lado com o seu filho Oliver (Jaeden Lieberher) de 12 anos e Vincent acaba por se tornar seu babysitter. E assim começa a nascer uma improvável amizade entre Vincent e Oliver. Derivado ao seu feitio insuportável, Vincent é detestado por todos e aos poucos Oliver descobre aquilo que todos não queriam ver. No fundo Vicent é um bom homem, apenas revoltado mas com um grande coração. No meio disto tudo ainda está metida uma engraçada prostituta russa grávida (Naomi Watts).

Perante um filme com uma história cheia de situações que já vimos em imensos filmes do género, Bill Murray é sem dúvida a estrela que dá vida e o seu carisma transforma esta comédia em algo digno de ser ver, não sendo só mais uma de muitas. O seu personagem está absolutamente bem construido e é impossivel não ficar bem disposto ao ver aquele homem super rabugento no ecrã. Melissa McCarthy que está habituada a ter papeis cómicos de bastante destaque, aqui consegue proporcionar risadas, mas sempre sendo muito mais subtil do que tem sido nas comédias que entrou até então. Chris O'Dowd é muito engraçado com uma performance pequena mas que se destaca no meio de tudo tal como Naomi Watts num papel super improvável, muito diferente daquilo que costuma fazer. O jovem actor Jaeden Lieberher e Bill Murray fazem uma equipa muito boa e a quimica entre os dois é notória.

Um Santo Vizinho é um filme cheio de charme que irá aquecer o coração com alguns toques emocionais ao longo do filme e que certamente irá divertir todos, proporcionando vários momentos de boa disposição.






Classificação final: 3,5 estrelas em 5.